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Capítulo 120

Marina Narrando 

O cheiro de tecido novo e perfumes caros dominava o ateliê da Dolce & Gabbana em Nova York. Eu estava parada em frente ao espelho, cercada por costureiras e pela minha mãe, enquanto Domenico Dolce em pessoa ajeitava o caimento do vestido que tinha vindo diretamente de Milão. Só de pensar nisso já me dava um frio na barriga.

O modelo era exatamente o que eu sonhei: acinturado, com a saia de tule volumosa que me fazia sentir uma princesa, e o corpete tomara que caia, delicado e elegante. O tecido brilhava sob a luz, e eu não sabia se devia sorrir, chorar ou simplesmente ficar ali, sem acreditar que aquela obra de arte era minha.

- Marina, você tá deslumbrante. -disse minha mãe, os olhos marejados de emoção.

- Parece saída de um conto de fadas. -completou Olívia, suspirando com um ar sonhador.

Virgínia, claro, não perdeu a oportunidade de gravar cada detalhe com o celular.

- Eu juro que esse vestido sozinho vale mais que meu carro inteiro.

Eu ri, mas no fundo, uma pontada apertou o peito.

- Eu só queria que a Bruna estivesse aqui agora… ela precisava ver isso.

Virgínia, atenta como sempre, levantou o celular.

- Olha, por falar nela, acabei de ver dump da lua de mel na Grécia. Um sonho.

- Me mostra. -pedi e Virgínia pegou o celular.

Estendi a mão na hora, e ela me entregou o aparelho. As fotos apareceram na tela:

brusantanareal Momentos mágicos aqui 🇬🇷✨💙

Um sorriso escapou de mim.

- Eles estão tão lindos juntos…

Minha mãe se aproximou para olhar também e assentiu, orgulhosa.

- Estão vivendo exatamente o que merecem. Justin é um querido e a Bruna um amor.

Domenico apareceu de repente, avaliando cada detalhe com a expressão séria de um artista diante da própria obra. Ele ajeitou uma camada da saia de tule e murmurou em italiano para a costureira ao lado, que imediatamente veio ajustar a barra.

- Perfetto, ma serve un tocco qui. (Perfeito, mas precisa de um retoque aqui.) -ele disse, apontando para a cintura.

- Ele tá dizendo que já tá perfeito, mas quer dar um toque extra na cintura. -traduziu Virgínia, empolgada, como se fosse minha intérprete oficial.

Eu ri, balançando a cabeça.

- Obrigada, Google Tradutor ambulante.

Olívia girava em volta de mim, encantada.

- Marina, você precisa entrar de carruagem com esse vestido. Não dá pra ser menos do que isso.

- Uma carruagem em plena Manhattan? -retruquei, levantando a sobrancelha.

- Por mim, sim! -ela respondeu rindo.- O vestido pede.

Minha mãe tocou levemente meu braço, emocionada.

- Filha, você está maravilhosa. Eu quase não reconheço a menina que eu vi crescendo, agora tão mulher…

A voz dela falhou, e eu senti meus olhos arderem. Mas respirei fundo, sorrindo.

- Não começa a chorar, mãe, senão eu vou junto.

Virgínia ergueu o celular, focando em mim outra vez.

- Amiga, se prepara, porque quando mandar pra Bruna essa foto, ela vai surtar de arrependimento por não estar aqui.

- Vai nada. -respondi, rindo fraco.- Ela tá ocupada demais em ser feliz na Grécia.

Domenico então se aproximou de novo, com aquele olhar satisfeito de quem sabia que tinha acertado em cheio.

- Marina, questo vestito è tuo destino. Tu sembri una regina. (Marina, esse vestido é o seu destino. Você está uma rainha.)

Mesmo sem entender tudo, eu sabia o que ele queria dizer. E pela primeira vez desde que coloquei o vestido, deixei escapar um suspiro longo.

- Eu realmente me sinto uma princesa.

Enquanto Domenico conferia os últimos ajustes e as costureiras mexiam na barra, eu vi Virgínia me encarando pelo reflexo do espelho. Ela mordia o lábio, como se estivesse pensando duas vezes antes de falar.

- Tá, eu vou ser bem sincera… -começou.- No começo, eu não apoiava muito esse negócio de você com o Luan. Achei que não ia dar certo, sabe? Mas… -ela deu de ombros, um sorrisinho aparecendo- eu nunca te vi tão feliz. E isso é o que importa.

Antes que eu pudesse responder, Olívia soltou um “ah não” e deu uma cotovelada nela.

- Precisa falar essas coisas agora, Vi?

- O quê? -Virgínia ergueu as mãos, se defendendo.- Eu só falei a verdade!

Eu não aguentei e comecei a rir, balançando a cabeça.

- Relaxa, Olívia. Eu prefiro assim. A sinceridade dela só deixa mais claro o quanto isso significa.

Olívia bufou, mas riu também.

- Você que lute então, porque a Virgínia não tem filtro.

- Isso vocês já sabiam quando me fizeram amiga de vocês. -retrucou Virgínia, toda convencida.

Olívia se encostou na parede, me olhando pelo espelho e rindo.

- Com certeza foram as taças de champanhe que a Virgínia tomou aqui. Só pode.

Virgínia arregalou os olhos.

- O quê? Eu tô sóbria!

Minha mãe, que até então só observava com aquele ar orgulhoso, resolveu entrar na brincadeira.

- Pois eu só digo uma coisa: a próxima a casar vai ser você, Virgínia.

Eu assenti, rindo.

- Verdade. Eu consigo imaginar perfeitamente.

Virgínia cruzou os braços, mas um sorrisinho escapou.

- Olha, se eu pegar o buquê no seu casamento, igual peguei no da Bruna, aí eu vou considerar que é um sinal mesmo.

Olívia não perdeu tempo.

- Ah, eu vou ficar pra titia. Se depender do Ryan pra me pedir em casamento, vou ter que esperar uns dez anos. O menino demorou um século só pra tomar atitude no namoro, imagina o resto.

- O Anthony só não me pediu em namoro antes porque queria namorar com a piranhagem antes. -Virgínia disse rindo.

Eu comecei a rir alto, lembrando na hora.

- Verdade! E lembram quando ele teve aquele surto e quis ficar comigo? Logo depois que eu terminei com o Victor?

As duas começaram a rir junto, quase chorando.

- Como esquecer? -disse Virgínia, rindo tanto que teve que se apoiar na cadeira.- Foi um caos!

Minha mãe só balançava a cabeça, tentando manter a seriedade, mas com um sorrisinho entregando que estava achando graça também. 

Enquanto a costureira ajustava mais uma camada da saia de tule, Virgínia soltou de repente:

- Por falar no Victor, você chamou ele pro casamento?

O ateliê pareceu silenciar por um instante. Respirei fundo antes de responder.

- Até considerei… mas depois que ele praticamente implorou pra eu largar o Luan e ficar com ele… dizendo que assumiria a Serena comigo… eu achei melhor deixar pra lá.

Virgínia e Olívia se entreolharam, e foi Olívia quem quebrou o silêncio.

- Amiga, você sabe que quando sair o terceiro filme e tiver a coletiva de imprensa, vai ficar um clima estranho entre vocês dois, né?

Eu fiquei quieta por alguns segundos, encarando o reflexo no espelho. O vestido me fazia parecer uma princesa, mas por dentro, eu ainda sentia o peso da realidade batendo. Suspirei, ajeitando o tomara que caia com delicadeza.

- Eu sei… mas esse é o peso das minhas escolhas.

Minha mãe colocou a mão no meu ombro, apertando de leve.

- E você fez as escolhas certas, filha. Não esquece disso.

Eu sorri de canto, sem tirar os olhos do espelho. Porque, apesar de tudo, eu também acreditava nisso.

Alguns dias depois...

Os dias se passaram e já era junho. Amanhã Bruna e Justin chegariam da lua de mel, eles já estavam no jatinho, mas a viagem era bem longa, e hoje eu tinha uma missão especial: ir ao aeroporto buscar a Chloe. O Chris, amigo do Justin e tio dela, ficou encarregado de trazê-la. Luan estava em casa com a Serena, e eu estava ali, de pé no saguão, segurando uma plaquinha e uma boneca que eu sabia que ela ia adorar.

O saguão do aeroporto estava cheio, mas meu coração disparou no instante em que vi a pequena descendo pela escada rolante, de mãos dadas com o Chris. O sorriso dela iluminou tudo, e quando gritou aquele “titia Ma!”, eu senti as pernas amolecerem de tanta emoção.

Esperei ela alcançar o chão e me agachei. Chloe veio correndo com as perninhas apressadas, e eu a abracei forte, enchendo de beijos no rosto.

- Oi, minha princesa… que saudade que eu tava de você!

Quando entreguei a boneca, os olhinhos dela brilharam como se eu tivesse dado o mundo inteiro. Ela agarrou o presente e não largou mais.

Cumprimentei o Chris logo em seguida, e foi natural sorrir. Tínhamos uma amizade sólida, mas a lembrança do que vivemos na adolescência sempre rondava, escondida entre nós dois. Um segredo guardado a sete chaves.

- E aí, como foi a viagem? -perguntei, ajeitando a mochila da Chloe no ombro.

- Tranquila. Ainda mais viajando de primeira classe, patrocínio do Justin. -respondeu ele, com aquele sorriso debochado.

Eu ri, balançando a cabeça.

- É muito a cara dele.

Enquanto caminhávamos até a esteira de bagagens, puxei o assunto.

- E pro meu casamento, vai vir?

Ele ergueu a sobrancelha, surpreso.

- Casamento? Acho que o convite extraviou.

Revirei os olhos. Abri a bolsa e tirei o envelope cuidadosamente guardado. 

- Por isso mesmo, eu trouxe comigo. Quis entregar pessoalmente.

Ele pegou, rindo.

- Então agora não tenho desculpa. Pode deixar que eu venho.

Depois de pegar as malas da Chloe, ele me ajudou a guardar tudo no carro. A despedida foi rápida, mas sincera: ele se abaixou, deu um beijo de carinho na Chloe, depois me abraçou de leve, e se despediu. Eu o vi sumindo pelo saguão e, por um segundo, memórias antigas voltaram como um flash.

Eu me vi de novo com 15 anos, rindo baixinho no porão da casa dos pais dele, dividindo refrigerante e confidências, até que uma coisa levou à outra. Era tudo tão inocente, mas ao mesmo tempo intenso — nossas mãos trêmulas, o nervosismo estampado nos olhos, e o peso de estarmos descobrindo algo juntos. Ele foi meu primeiro, e eu o dele.

Balancei a cabeça, afastando a lembrança antes que meu sorriso denunciasse algo. Aquele era um capítulo guardado no fundo da memória, que nunca precisaria ser aberto de novo.

Coloquei a Chloe na cadeirinha e me sentei ao volante. Liguei o carro e dei uma olhada pelo retrovisor. Ela já estava abraçada com a boneca.

- E aí, meu amor? Foi legal esses dias com a vovó e o vovô?

Ela balançou a cabeça afirmativamente, animada.

- Foi! A vovó fez bolo!

Sorri, sentindo o coração aquecer. 

Chloe ficou quietinha por alguns segundos, olhando pela janela enquanto abraçava a boneca, até que perguntou com aquela vozinha curiosa:

- Cadê o papai?

Sorri, ajeitando a mão no volante e lançando um rápido olhar pra ela pelo retrovisor.

- O papai está viajando, meu amor. Mas amanhã ele e a titia Bru já vão chegar, tá bom?

Ela abriu um sorriso contente, como se fosse a melhor notícia do mundo.

- A titia Bru também? -perguntou animada, mexendo no vestido da boneca.

- Também. Os dois viajaram juntos, mas amanhã já vão estar aqui com você.

Chloe bateu palminhas e depois mordeu o lábio, pensativa, antes de soltar outra pergunta:

- E o Jack?

Ri baixinho, já esperando que ela fosse perguntar pelo irmãozinho.

- O Jack também está viajando. Ele foi ficar na casa da vovó e do vovô dele por alguns dias. Mas daqui a pouco ele também volta.

Chloe fez um biquinho, encostando o queixo no ombro da boneca.

- Eu quero o Jack...

Meu coração se apertou, e eu estendi uma das mãos até alcançar a perninha dela e fazer um carinho de leve.

- Eu sei, meu amor... você sente falta dele, né?

Ela assentiu, os olhinhos brilhando.

- Ele faz “nhãn” comigo... -disse, tentando imitar o jeitinho do Jack quando a provocava.

Eu não consegui segurar a risada.

- É, ele adora brincar com você. Mas olha, amanhã já vai ter papai, titia Bru... e logo depois o Jack também vai estar aqui.

Chloe pareceu se confortar com a ideia. Abraçou a boneca com mais força e cantou uma musiquinha baixinha pra ela, como se fosse ninar. Eu a observei pelo espelho, e senti meu peito encher de ternura.

Era incrível ver como, apesar de tão pequena, ela já entendia laços, ausências e saudade. E eu ali, naquela estrada, me senti ainda mais parte da vida dela, como se ser “titia Ma” fosse um dos papéis mais bonitos que eu já tinha recebido.

Assim que estacionei na garagem do prédio, Chloe já se mexia impaciente na cadeirinha.

- Chegamo, titia Ma?

- Chegamos, princesa. -respondi, soltando o cinto dela.- Agora vamos ver quem tá te esperando lá em cima.

Ela segurou minha mão com a boneca enfiada debaixo do braço, e fomos juntas até o elevador. Quando a porta do apartamento se abriu, ouvi a voz do Luan animada:

- Olha quem chegou!

Chloe correu na mesma hora, largando minha mão, e foi direto pros braços dele. Luan a pegou no colo com facilidade, girando uma vez no ar, enquanto ela ria alto.

- Titio Lu!

- Que saudade de você, mocinha! -ele respondeu, dando beijinhos estalados nas bochechas dela.

Nesse instante, Serena veio cambaleando com seus passinhos ainda desajeitados, arrastando a fraldinha preferida dela. Quando viu a Chloe, abriu um sorriso enorme e soltou um gritinho.

- Coi! -tentou falar, mas saiu enrolado.

Chloe se inclinou no colo do Luan e esticou os bracinhos, quase se jogando.

- Sese! -disse com empolgação.

Coloquei minha bolsa no sofá e fiquei só observando a cena, com o coração aquecido. Serena abraçou a Chloe do jeitinho atrapalhado dela, quase tropeçando, e as duas ficaram rindo juntas.

- Elas parecem irmãs, não é? -falei baixinho pro Luan, que ainda segurava as duas para não caírem no chão.

Ele sorriu, me olhando com aquele brilho no olhar que sempre me desmontava.

- Parecem mesmo... e olha só a felicidade delas.

Chloe fez um carinho no cabelinho da Serena e depois me olhou, sorrindo, como se quisesse me mostrar que estava feliz.

- Titia, eu fico aqui hoje?

Ajoelhei perto dela e passei a mão em sua bochecha macia.

- Claro que fica, meu amor. Aqui é sua casa também.

Serena bateu palminhas como se tivesse entendido tudo, e Luan riu, dando um beijo na testa de cada uma.

Me joguei no sofá, respirando fundo depois de toda a correria do aeroporto. Enquanto Luan se distraía com Serena e Chloe brincando no tapete da sala, peguei meu celular.

Abri o Instagram e logo vi que Bruna tinha postado um dump novo.

brusantanareal Foram dias incríveis, pena que a lua de mel acabou 😥 Espero repetir nas bodas 😉🇲🇻💙



- Olha só… -murmurei pra mim mesma, passando as fotos.- Esses dois souberam aproveitar bem a lua de mel.

Apertei o coraçãozinho e, sem pensar muito, comentei: "Vocês merecem cada segundo dessa felicidade ✨ amo vocês, saudades 💖"

Deixei o celular de lado e respirei fundo, querendo aproveitar o momento presente.

- Amor, vamos pedir algo pra jantar? -perguntei.

- Já até pedi. -Luan ergueu as sobrancelhas com aquele ar convencido.- Pizza, como a Serena gosta.

Olhei pra ele rindo. 

- Você quis dizer como você gosta.

Ele deu de ombros, rindo também, e a pequena bateu palminha como se entendesse tudo. Chloe, por sua vez, correu até mim e se jogou no meu colo com a boneca na mão.

- Titia, olha! -mostrou a roupinha da boneca.

- Que linda, princesa. Você vai dar banho nela depois da janta?

- Siiiim. -respondeu com um sorrisinho de orelha a orelha.

A pizza chegou rápido e a sala virou quase um piquenique improvisado: nós no tapete, Serena e Chloe dividindo o recheio da massa, rindo juntas e sujando as mãozinhas de queijo. Luan me olhava de canto, sorrindo como quem queria congelar a cena.

- Sabe o que eu tava pensando? -ele disse, limpando a boca com um guardanapo.

- Isso costuma ser perigoso. -provoquei, rindo.

- Eu gosto da casa cheia. Essa bagunça, esse barulho… -ele passou a mão no cabelo, pensativo.- Me dá vontade de pensar em… expandir.

Levantei uma sobrancelha. 

- Expandir como? Você quer um cachorro?

Ele riu. 

- Não exatamente. Tava pensando em… outro bebê.

Arregalei os olhos, surpresa, e quase deixei a fatia cair. 

- Você tá falando sério?

- Só pensando, Marina. -disse num tom leve, mas os olhos denunciavam que a ideia não era tão passageira assim.- A gente já é uma família… e seria incrível aumentar.

Olhei pras meninas, rindo de alguma coisa que só elas entendiam. O coração apertou de ternura, mas também de responsabilidade.

- Você não perde tempo, né? -murmurei, balançando a cabeça.

Ele riu e me puxou pra perto, encostando a testa na minha. 

- Só não quero deixar de sonhar com você.

Depois de comermos e do banho improvisado nas duas — Chloe encantada com a boneca “tomando banho” junto, e Serena jogando água pra todo lado — finalmente conseguimos colocar pijaminhas nelas.

Luan cantou várias músicas pras duas juntas no quarto da Serena. Chloe lutou contra o sono, mas se entregou deitada abraçada à boneca nova. Serena já tinha desabado no meio da segunda música, boca entreaberta, cabelos grudando na testa.

Fechamos a porta com cuidado e fomos direto pra sala. A casa estava silenciosa, só o barulho distante da cidade entrando pela janela.

Me joguei no sofá e Luan se sentou ao meu lado, me puxando pra encostar nele.

- Não vou mentir. -suspirei-, adoro a bagunça, mas também amo esse silêncio.

- Equilíbrio perfeito. -ele sorriu, passando os dedos pelos meus cabelos.- Mas… ainda tô com aquilo na cabeça.

Revirei os olhos, mas com um sorriso preso. 

- Outro bebê?

Ele assentiu.

- Você viu as duas hoje… Chloe e Serena, como se fossem irmãs. Me deu uma sensação boa. Tipo… nossa vida faz sentido assim.

Cruzei os braços, pensativa. 

- Eu sei, Luan. Mas é muita responsabilidade. A Serena ainda é um bebê.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, como se processasse cada palavra. Então me puxou mais perto, até nossos rostos quase se tocarem.

-Eu não quero te pressionar, Marina. Só quero que você saiba que, quando esse momento chegar, eu vou estar pronto.

Senti um calor subir pelo peito. Apertei os lábios dele num beijo lento, deixando a resposta em silêncio.

Quando nos separamos, murmurei:

- Talvez não esteja tão distante assim, Luan.

Ele arqueou a sobrancelha, surpreso, e riu baixinho. 

- Vou guardar essa frase.

Nos ajeitamos no sofá, só nós dois, o silêncio confortável preenchendo o espaço que antes estava tomado pelas risadas infantis.

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