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Capítulo 116

OBS: Por conta dos acontecimentos do último capítulo, irei trocar a narração de hoje, que seria de Marina, mas será de Bruna.

Bruna Narrando

Eu mal conseguia acreditar que o dia tinha chegado. Sentada em frente ao espelho, cercada pelas minhas madrinhas, eu via o reflexo de uma versão de mim mesma que parecia saída de um sonho: o vestido Ralph & Russo caía perfeitamente sobre meu corpo, com detalhes minuciosos de renda e brilho, justo na medida. O véu ainda não estava preso, mas só de vê-lo dobrado em cima da poltrona eu já sentia a respiração falhar.

As meninas estavam em volta, todas animadas, me jogando palavras de incentivo, rindo e chorando ao mesmo tempo. O quarto era uma mistura de emoção e bagunça: taças de espumante meio cheias, maquiagem espalhada pela penteadeira e aquele cheiro inconfundível de laquê no ar.

Chloe corria de um lado pro outro com seu vestidinho fofo, rodopiando como se fosse a noiva também. Eu ria só de olhar pra ela, aquela minha filha do coração, tão linda, tão minha.
Serena estava no colo da Marina, toda bochechuda e risonha, com um lacinho lilás na cabeça que parecia ter sido colocado só pra me derreter.

Minha mãe estava encostada na porta, chorando discretamente. Do outro lado, Pattie observava cada detalhe com aquele olhar orgulhoso de mãe que eu já conhecia. 

- Tá pronta pra tradição? -Marina perguntou, arqueando uma sobrancelha com aquele ar de mistério.

Eu respirei fundo, curiosa.

- Ai, meu Deus, vocês aprontaram alguma coisa?

Melanie riu, já estendendo a mão com um objeto delicado.

- Algo emprestado. -disse, colocando uma pulseira prateada fininha no meu pulso.- Usei no meu primeiro encontro sério com o Luke. Dizem que traz sorte… ou pelo menos bons beijos. -completou rindo, e todas caíram na gargalhada.

Pattie veio logo depois, segurando algo que me fez sentir um nó na garganta: um terço branco, antigo, com detalhes que denunciavam o tempo.

- Algo velho. -ela falou baixinho, me entregando.- Esse terço ficou comigo durante anos, passei por muitos momentos difíceis com ele nas mãos. Agora é seu, pra proteger você, o Justin e as crianças.

Meus olhos marejaram. Eu abracei Pattie com força, e ela sussurrou no meu ouvido:

- Cuida dele, mas deixa ele cuidar de você também.

Por fim, Marina se aproximou com uma caixinha pequena. Quando abriu, revelou um colar delicado, com um pingente azul que brilhava sob a luz.

- Algo novo e algo azul. -ela disse, com um sorriso maroto.- Pra você entrar nessa nova fase com toda energia boa possível.

Eu segurei o colar por alguns segundos antes que ela mesma o prendesse no meu pescoço.

- Vocês querem que eu chore agora e acabe com a maquiagem, né? -falei, tentando rir, mas já sentindo a voz embargar.

- Claro que sim. -Olívia provocou, abanando a mão com a taça de espumante.- Casamento sem choro não tem graça, amiga.

Todas riram, e eu me vi no meio de um turbilhão de amor, zoeira e apoio.

Chloe então veio correndo até mim, segurando o véu com as duas mãozinhas.

- Titia, coloca! -disse, com os olhos brilhando.

Eu me abaixei pra ela, segurando seu rostinho macio.

- Já já, princesa. A titia vai ficar prontinha.

No fundo, eu sentia que nada naquele dia seria mais forte do que esse momento: estar cercada pelas mulheres mais importantes da minha vida, pronta pra dar o passo mais lindo da minha história.

De repente, a porta se abriu devagar, e quem entrou foi o Luan. Só que ele não estava sozinho: Jack vinha nos braços dele, com o terninho que eu tinha escolhido, a gravatinha torta e o cabelinho penteado de lado.

Assim que vi aquela cena, eu perdi o ar.

Luan parou no meio do quarto, e por um instante ele ficou sem palavras, só me olhando. O olhar dele era um misto de surpresa, orgulho e emoção.

- Caralho, Bruna… -ele murmurou, apertando o Jack contra o peito, a voz embargada.- Você tá… muito linda.

Eu ri, tentando disfarçar as lágrimas que já queriam cair.

- Não fala assim, senão eu choro e a maquiadora vai me matar.

Jack esticou os bracinhos em minha direção, e Luan se abaixou pra me entregar. Eu o segurei no colo, e só de sentir o corpinho dele encostado em mim, tão pequeno, tão meu, tudo ganhou ainda mais peso.

- Mamãe tá linda? -perguntei, beijando sua bochecha fofinha.

Ele não falou, só bateu palminha e me fez rir entre as lágrimas.

Luan passou a mão pelo cabelo, respirando fundo.

- Eu juro que tentei me preparar pra esse momento, mas não dá… parece que eu pisquei e a gente saiu de dois moleques brigando pelos brinquedos, pra você estar aqui, vestida de noiva. -ele sorriu, mas tinha lágrimas nos olhos.- Eu tô muito orgulhoso de você, mana. Muito.

Não resisti. Estendi a mão e puxei ele pra perto, abraçando os dois — ele e Jack, que ficou espremido entre nós, rindo sem entender nada.

- Eu também tô orgulhosa de você, Luan. -falei baixinho.- E obrigada… por estar aqui, sempre.

Ele beijou o topo da minha cabeça e se afastou um pouco, limpando discretamente os olhos com as costas da mão.

- Vamos logo, senão vou chorar mais do que você, e aí vai ficar feio pra mim. -tentou brincar, arrancando risadas das madrinhas.

Marina foi a primeira a soltar:

- Relaxa, amor, homem chorando em casamento é só charme.

Ele riu, revirando os olhos, mas eu sabia que estava tentando esconder o quanto estava mexido.

Quando Pattie pegou o Jack no colo e disse que ia ver o Justin, eu senti meu coração dar uma volta só de imaginar meu filho todo fofo entrando na cerimônia com aquele terninho.

Luan chamou a Chloe e a Serena, prometendo levá-las pra ver a decoração da festa, e Marina foi junto, rindo das duas que já estavam correndo pra porta, animadas. Aos poucos, o quarto foi ficando silencioso, vazio… até que só restou eu e minha mãe.

Ela caminhou até mim devagar, segurando o véu longo de tule rendado nas mãos. Por um momento, só ficou me olhando, os olhos marejados, como se estivesse tentando memorizar cada detalhe.

- Você tá… a noiva mais linda que eu já vi na vida. -disse baixinho, a voz embargada.- Parece um anjo, minha filha.

Mordi o lábio, tentando segurar as lágrimas que insistiam em vir.

- Mãe, não fala assim… senão eu vou borrar a maquiagem.

Ela riu baixinho e, com delicadeza, ajeitou o véu sobre o meu cabelo, prendendo com cuidado. Quando o tecido desceu pelas minhas costas, senti o peso da realidade: eu estava pronta.

- Pronto. -ela deu um passo pra trás, observando o resultado.- Agora sim, minha princesa tá completa.

Eu me virei pro espelho e vi a imagem refletida: o vestido Ralph & Russo caindo perfeitamente no meu corpo, o colar azul que Marina tinha me dado, a pulseira emprestada da Melanie… e agora, o véu que minha mãe fez questão de colocar, só faltava o terço e o buquê. Mas tudo fazia sentido.

Ela se aproximou de novo, segurou meu rosto com as duas mãos e beijou minha testa.

- Eu sei que o Justin é o homem certo pra você. -falou com firmeza.- Ele vai te fazer feliz, e eu nunca vi seus olhos brilharem tanto quanto quando você olha pra ele.

Não aguentei. Abracei minha mãe forte, respirando fundo, sentindo o cheiro dela, como quando eu era criança e corria pro colo dela em busca de segurança.

- Obrigada por tudo, mãe… por sempre estar do meu lado. -sussurrei.- Eu te amo tanto.

- Eu também te amo, filha. -ela respondeu, acariciando meus cabelos por cima do véu.- Agora vai lá e vive o dia mais lindo da sua vida.

Abigail apareceu de repente, com aquele jeito prático e decidido dela, e chamou minha mãe, dizendo que já era a hora dela se posicionar para a entrada. Minha mãe me deu um último sorriso cheio de ternura, enxugou discretamente uma lágrima e saiu com Abigail.

O quarto ficou em silêncio. Eu me aproximei do espelho grande que ocupava quase toda a parede, e me vi inteira de noiva. O véu caía suave, o vestido abraçava meu corpo perfeitamente, e por um instante senti o peso de tudo que estava acontecendo. Meu coração batia tão rápido que parecia que ia saltar do peito. Suspirei fundo, tentando controlar a emoção, quando ouvi três batidinhas na porta.

- Pode entrar! -gritei, sem tirar os olhos do reflexo.

A porta se abriu devagar, e a figura do meu pai apareceu. Ele paralisou no batente, os olhos marejados, a respiração falhando. Fiquei ali, imóvel, olhando pra ele pelo espelho, até que virei de frente e sorri. A emoção me pegou de jeito.

- Pai… -sussurrei, com a voz embargada.

Ele caminhou até mim, devagar, como se estivesse vendo a cena mais importante da vida dele. Quando chegou perto, segurou meu rosto com cuidado, como se eu ainda fosse a menininha dele.

- Você tá… muito linda, filha. -a voz dele falhou, mas o sorriso estava inteiro. Ele encostou os lábios na minha testa, deixando um beijo demorado, cheio de amor.

As lágrimas já estavam me cegando, mas consegui rir baixinho.

- Obrigada, pai…

Ele respirou fundo e me encarou, sério, como se fosse uma última confirmação.

- Você tem certeza sobre isso? -perguntou, firme, mas com doçura.- Porque se disser que não, a gente dá meia volta agora e vai embora.

Eu sorri, segurando as lágrimas que teimavam em cair.

- Eu tenho certeza, pai. -falei sem hesitar.- O Justin é o amor da minha vida.

Ele assentiu devagar, emocionado.

- Eu sei. Eu vejo nos olhos dele o quanto ele te ama. -disse, a voz carregada de orgulho.- Sei que ele é um cara bom, que cuida de você, e isso é tudo que um pai pode querer.

Nesse momento, Abigail apareceu de novo, abrindo a porta com delicadeza, mas prática como sempre.

- Está na hora, Bruna.

Meu pai respirou fundo, pegou o buquê que estava apoiado na poltrona ao lado, e me entregou. Eu segurei firme, e com cuidado entrelacei o terço branco que a Pattie me dera em volta das mãos junto ao arranjo de flores. Suspirei fundo, sentindo o peso da emoção tomar conta de mim.

Era hora.

Abigail fez sinal com a cabeça, e meu pai me ofereceu o braço. Eu o segurei firme, sentindo a segurança dele me guiar, e nós nos posicionamos diante da porta fechada. Do lado de fora, o som começou a mudar, e em vez da tradicional marcha nupcial, os primeiros acordes suaves de “Sparks”, do Coldplay, encheram o ar.

Meu coração acelerou, e eu não sabia se conseguia dar o primeiro passo. O nó na garganta era tão forte que parecia que eu ia desmoronar ali mesmo. Respirei fundo, olhei para o meu pai, que apertou minha mão discretamente, e sussurrou:

- Vai lá, filha. Ele tá te esperando.

As portas se abriram.

O pôr do sol estava perfeito pra aquele momento, e eu senti todos os olhares se virarem para mim. As câmeras disparavam, mas eu só conseguia enxergar uma coisa: o Justin lá na frente, no altar. Ele estava parado, impecável de terno, os olhos marejados, a boca entreaberta como se estivesse sem fôlego. A cada passo que eu dava, parecia que a música se encaixava na batida do meu coração.

Meu pai e eu caminhávamos devagar, e eu conseguia ver o brilho nos olhos de cada pessoa querida que estava ali. Vi minha mãe chorando discretamente, Pattie se abanando com um lencinho, e até as madrinhas e padrinhos trocando olhares cúmplices, como se também estivessem vivendo esse momento comigo.

Olhei pra frente de novo, e o Justin não tirava os olhos de mim. Ele parecia estar hipnotizado, os olhos brilhando de emoção. A cada passo, eu via ele engolir em seco, respirar fundo, e eu tinha certeza que se ele não estivesse se controlando, já estaria correndo pelo corredor até mim.

A letra de “Sparks” ecoava: “But I promise you this, I'll always look out for you...” e parecia que a música contava nossa história, nossas idas e vindas, os altos e baixos, mas também o fato de que, no fim, nós sempre voltávamos um para o outro.

Chegando ao final do corredor, meu pai parou comigo diante do altar. Ele me deu um beijo na testa, como havia feito lá no quarto, e segurou a mão do Justin. Com os olhos marejados, colocou minha mão na dele e disse, baixo:

- Cuida dela.

Justin apenas assentiu, emocionado, e me puxou delicadamente, como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo.

Eu estava de frente para o Justin, de mãos dadas com ele, e a música se dissipou aos poucos. O celebrante sorriu para nós, sua voz calma ecoando pelo espaço.

- Queridos amigos e familiares, hoje estamos reunidos diante de Deus e de todos vocês para celebrar o amor e a união de Bruna e Justin. O casamento é um compromisso sagrado, um pacto de amor, respeito e cumplicidade. E hoje, eles escolhem não apenas selar esse amor, mas também compartilhar a vida, os sonhos e os desafios que virão.

Eu já sentia minhas lágrimas ameaçando cair. Justin apertou minha mão, firme, e aquele gesto me deu forças.

- Justin, Bruna -continuou o celebrante-, o matrimônio é feito de escolhas diárias. E hoje, diante de todos aqui presentes, vocês irão declarar seus votos, suas promessas de amor eterno. -ele olhou para mim primeiro.- Bruna, você gostaria de começar?

Meu coração disparou. Respirei fundo, olhei para o Justin e senti o mundo desaparecer ao redor. Apenas nós dois existíamos ali.

- Justin… -minha voz saiu trêmula, mas logo firmei.- Quando você entrou na minha vida, eu não fazia ideia do quanto ela mudaria. Você me mostrou o verdadeiro significado do amor, aquele que é paciente, que perdoa, que se entrega. Ao seu lado, eu aprendi a ser mais forte, mas também a ser vulnerável. Você me viu nos meus melhores e piores momentos e nunca soltou a minha mão.

Justin sorria com os olhos já marejados, e eu continuei, chorando também:

- Eu prometo ser a sua parceira em tudo. Prometo rir das suas piadas, mesmo quando não fizerem sentido, cuidar de você nos dias bons e, principalmente, nos dias difíceis. Prometo respeitar os seus sonhos e caminhar ao seu lado em cada passo da vida. Hoje, diante de todos aqui, eu prometo te amar todos os dias, até o fim da minha vida.

As lágrimas já rolavam pelo rosto dele. O celebrante sorriu, comovido, e fez sinal para que Justin falasse.

Ele respirou fundo, ainda segurando minhas mãos, e começou:

- Bruna… eu sempre soube que o amor existia, mas só descobri o que era de verdade quando encontrei você. Você me mudou de dentro pra fora, me mostrou que amar é escolher todos os dias, mesmo quando é difícil. Com você, eu descobri o que é ter um lar, não importa onde a gente esteja.

A voz dele falhou, e ele apertou minha mão, emocionado.

- Eu prometo te proteger, te respeitar, ser seu melhor amigo e o maior fã dos seus sonhos. Prometo não desistir de nós nunca, mesmo quando a vida tentar nos derrubar. Eu escolho você hoje e vou escolher você amanhã, e em todos os dias que Deus me permitir viver. Bruna, eu te amo mais do que palavras conseguem explicar, e é com você que eu quero envelhecer.

As lágrimas escorreram pelo meu rosto, e nós dois sorrimos no meio do choro. O celebrante então prosseguiu:

- Que promessas lindas. Agora, é hora de selarem esse compromisso com as alianças.

De repente, as portas do salão se abriram discretamente e todos os convidados se viraram. A música suave de “I See the Light”, da trilha sonora de Enrolados, começou a tocar.

E então, lá vinham eles. Chloe, com seu vestidinho clarinho rodado, trazia nas mãozinhas uma almofadinha branca com as alianças presas. Ao lado dela, o pequeno Jack vinha sorridente, dando passinhos animados e meio desengonçados, como se estivesse achando tudo uma grande brincadeira.

Meu coração quase explodiu de amor.

- Olha eles, meu Deus… -sussurrei, emocionada, enquanto todos ali derretiam de ternura.

Chloe andava concentrada, como uma mocinha responsável, segurando firme a almofada, enquanto Jack às vezes parava, olhava para os convidados e dava um sorrisinho banguela que arrancava risadas.

Justin não tirava os olhos dos nossos pequenos e eu percebia que ele respirava fundo, tentando não chorar mais.

Quando chegaram até nós, Chloe entregou a almofadinha ao celebrante com toda a delicadeza, e Jack foi correndo para os braços do pai, que o pegou no colo e o encheu de beijos. Chloe me olhou e eu a abracei com carinho, sussurrando:

- Você foi perfeita, minha princesa.

Ela sorriu orgulhosa, puxou Jack e foi até a Ashley, que os esperava ali pertinho.

O celebrante então pegou as alianças e nos entregou.

- Essas alianças são o símbolo do amor de vocês. Que sejam o lembrete diário do compromisso que assumem hoje, de viver lado a lado, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe.

Justin segurou minha mão com delicadeza e colocou a aliança em meu dedo, dizendo com a voz embargada:

- Com essa aliança, eu selo meu amor por você, hoje e para sempre.

Chorando, eu fiz o mesmo, encaixando a aliança no dedo dele, e repeti:

- Com essa aliança, eu selo meu amor por você, hoje e para sempre.

O celebrante então sorriu, abrindo os braços:

- Eu vos declaro marido e mulher. Justin, pode beijar a noiva.

Justin segurou meu rosto com as duas mãos, olhou fundo nos meus olhos e me beijou com toda a intensidade e amor do mundo. O salão explodiu em aplausos, e eu senti que naquele instante, enfim, estávamos completos.

Começou a tocar “Let Me Love You” na voz do meu agora marido — aquilo deixou tudo ainda mais mágico. Eu mal conseguia acreditar que o amor da minha vida era também quem estava cantando a música que nos acompanhava na nossa primeira saída como casal.

De braços dados com Justin, passamos pelo corredor, sorrindo e chorando ao mesmo tempo, enquanto os convidados batiam palmas, gritavam nossos nomes e alguns até assobiavam. Eu sentia meu coração leve, flutuando.

Os convidados foram todos direcionados pra dentro, ficando só nós dois com o fotógrafo. Justin me abraçava, me rodava, me beijava sem parar, e cada clique parecia uma cena de filme. Eu não parava de pensar: Meu Deus, eu sou oficialmente Bruna Domingos Santana Bieber. O nome soava surreal, mas ao mesmo tempo tão certo, tão nosso.

- Tá feliz, senhora Bieber? -Justin sussurrou no meu ouvido, me olhando com aquele sorriso de garoto apaixonado.

- Mais do que nunca na minha vida. -respondi, com a voz embargada.

Depois de várias fotos, o fotógrafo pediu um último registro espontâneo. Justin sorriu malicioso, puxou dois copinhos de tequila que estavam preparados numa mesinha e me entregou um.

- Um brinde à nossa nova vida, baby.

- Um brinde! -respondi, erguendo o copinho.

Viramos a tequila juntos, rindo com a careta ardida da bebida, e nos beijamos de novo, antes de correr para a festa.

As portas do salão se abriram, e a batida de “Dance Monkey” começou a ecoar pelas caixas de som. Nossa cerimonialista, Abigail, anunciou:

- Senhoras e senhores… recebam pela primeira vez como marido e mulher: Justin e Bruna Bieber!

Entramos de mãos dadas, pulando, dançando, e a galera foi à loucura. Aplausos, gritos, assobios, até alguns amigos batendo nos copos como torcida organizada. Chloe e Jack estavam na frente, batendo palminhas, e Luan me olhava rindo, emocionado.

Justin não perdeu tempo: puxou minha mão e me fez girar bem no meio do salão, como se fosse pista de dança. Eu rodopiei com o vestido esvoaçando e todo mundo gritou ainda mais. Era impossível não sorrir, impossível não sentir que aquele momento era o auge da felicidade.

A festa só estava começando, mas já parecia inesquecível.

Justin e eu, de mãos dadas, passamos pelos convidados, cumprimentando um por um, sorrindo, abraçando, beijando. Eu via tantos rostos queridos e emocionados ali.

E também algumas presenças que me fizeram arregalar os olhos: Kylie Jenner estava sentada elegante em uma mesa próxima, junto de Kendall, Kim e Khloe, todas sorridentes quando Justin as abraçou rapidamente e eu as cumprimentei também — eu estava surtando tendo a presença das Jenner-Kardashian no meu casa; Will Smith com sua esposa também estavam ali, ele sempre carismático, levantou-se para mos cumprimentae também. Billie Eilish, Usher, Timothée Chalamet, Chris Brown, Lil Wayne, e entre outros tantos famosos estavam ali, e eu me peguei rindo nervosa de tanta gente famosa e incrível estar no nosso casamento.

Depois de alguns minutos entre risadas, abraços e flashs, Abigail se aproximou com seu jeito firme e doce, anunciando:

- Está na hora da primeira dança dos noivos.

Meu coração disparou. Eu tinha escolhido Die With A Smile, música que sempre mexeu comigo. Mas antes que eu pudesse dar o primeiro passo, Justin me segurou pela cintura, sorrindo misteriosamente.

- Espera, amor… -disse ele, olhando nos meus olhos.- Eu preparei uma surpresa.

Antes que eu pudesse perguntar o que era, ele me puxou para o centro da pista. Um pequeno palco com cortina estava montado bem ao fundo. O salão inteiro ficou em silêncio.

Então, os primeiros acordes de Die With A Smile ecoaram. A cortina subiu devagar, revelando nada mais, nada menos que Lady Gaga e Bruno Mars, ao vivo, de carne e osso, microfones em mãos, iluminados por uma chuva de luzes douradas.

Eu literalmente levei a mão à boca, sentindo minhas pernas tremerem. O salão inteiro explodiu em aplausos e gritos, e eu só consegui olhar pro Justin, completamente em choque.

- Justin! -sussurrei, quase sem voz.- Você tá brincando comigo?!

Ele riu, me puxando ainda mais perto.

- Não, baby… isso é real. Só o melhor pra você, pra gente.

Bruno Mars sorriu na nossa direção e começou a cantar, sua voz enchendo o salão. Lady Gaga o acompanhava no piano, mas com o microfone a postos pra ela brilhar. E ali, no meio de todo mundo, Justin entrelaçou sua mão na minha e começou a me conduzir na dança.

Eu chorava, sorria, me perdia entre os braços dele e a música que parecia ter sido escrita exatamente para nós. Cada verso soava como uma promessa, cada movimento era um lembrete de que aquele era o nosso momento, único, eterno.

As luzes baixaram um pouco, focando só na gente. Eu podia ouvir o público suspirando, alguns convidados gravando, outros limpando discretamente as lágrimas.

Justin encostou a testa na minha, enquanto girávamos devagar:

- Eu te amo tanto, Bruna. Isso tudo é só o começo da nossa história.

Eu mal consegui responder de tanto que chorava, mas forcei um sorriso em meio às lágrimas:

- Eu também te amo, Justin. Até o fim da vida.

E quando Lady Gaga e Bruno Mars chegaram ao refrão juntos, Justin me ergueu pela cintura, me rodopiando, arrancando ainda mais aplausos e gritos da plateia.

Foi a dança mais mágica, surreal e perfeita da minha vida.

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