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Capítulo 118

Luan Narrando

Eu já tava decidido: ia arrastar a Marina dali antes que ela me deixasse maluco de vez. Mas ela quem me puxou pela mão em direção à saída, porém ela freou de repente.

- Calma! -disse, tropeçando nos pés e rindo.- A gente não pode ir embora sem se despedir dos noivos. Imagina, eles vão nos matar!

Suspirei fundo, tentando achar um mínimo de racionalidade dentro da minha cabeça que rodava mais que a pista de dança.

- Tá bom, mas rápido… porque se a gente enrolar muito, eu vou acabar te pegando aqui mesmo, na frente de todo mundo.

Ela gargalhou alto, me puxando de volta. Caminhamos meio cambaleando até achar Bruna e Justin, que ainda estavam no meio da galera, óculos de sol na cara e rindo como se a festa fosse durar mais três dias.

- Brunaaa! -Marina gritou, já a abraçando como se não tivesse visto ela há um ano.- Foi a melhor festa da minha vidaaaa!

Justin olhou pra mim, rindo, e deu aquele aperto de mão que só ele sabe dar.

- Vão embora já, mano?

- Cara… se eu não levar essa doida agora, ela me desmonta no meio da pista. -respondi baixo, mas Marina ouviu e me beliscou.

- Mentiroso! -ela protestou, gargalhando.- Ele que não para de me agarrar!

Bruna arqueou a sobrancelha, rindo da cena.

- Vocês dois são impossíveis. Vão logo, antes que a Marina comece a dançar em cima da mesa de novo.

- Ei, eu nunca dancei em cima da mesa! -Marina rebateu, fingindo indignação.- Quer dizer… só uma vez.

Todo mundo riu. Eu puxei ela de novo pela cintura, antes que ela inventasse mais alguma.

- Parabéns, viu? — falei sério, olhando pros dois.- Vocês merecem. E podem contar com a gente sempre.

Justin sorriu de volta, e Bruna me abraçou enquanto Marina abraçava o Justin.

Quando finalmente viramos as costas, Marina sussurrou no meu ouvido, com aquele sotaque carregado de álcool e desejo:

- Agora sim… vamos logo, porque eu vou acabar te dando aqui mesmo.

Engoli em seco. Se eu não corresse com ela pro carro, a gente ia virar manchete no dia seguinte.

Peguei firme na mão dela e acelerei o passo em direção ao elevador, ouvindo as risadinhas dela atrás de mim. Não dei tempo nem da Marina pegar as sandálias, ia descalça mesmo.

Assim que entramos no carro, eu já sabia que ia ser uma viagem complicada. Marina se jogou no banco do passageiro, rindo sozinha, cabelo todo bagunçado, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

- Amor… -ela virou a cabeça pra mim, com os olhos semicerrados, um sorriso safado.- sabia que você é muito gato dirigindo?

Eu ri, ligando o carro.

- Você tá é muito bêbada.

- E você também! -ela retrucou, apontando o dedo pra mim como se tivesse ganhado a discussão.

Dei de ombros. Não vou mentir, o álcool ainda rodava na minha cabeça, mas eu tava bem mais controlado que ela. Pelo menos era o que eu queria acreditar.

Não deu nem dois minutos de estrada e ela já começou a se arrastar pro meu lado, encostando a mão na minha coxa.

- Para de dirigir um pouco, vai… -murmurou, mordendo o lábio.- Eu tô querendo te dar agora.

Quase freei o carro de susto.

- Marina! Você tá maluca? A gente tá na estrada!

- Ué, encosta! -ela deu risada, a mais sem vergonha do planeta.- Não vai ser a primeira vez que alguém faz besteira no carro, né?

Olhei de canto de olho pra ela, rindo nervoso.

- Você não existe.

Ela começou a cantar qualquer coisa, desafinada, e entre uma frase e outra vinha com aquelas declarações absurdas:

- Eu te amo tanto, sabia? -me olhou séria por dois segundos, depois explodiu numa risada.- E também quero montar em você assim que chegar em casa.

Engoli em seco, acelerando só um pouco mais.

- Se você continuar falando essas coisas, eu juro que encosto o carro e a gente não chega nem em casa.

- Promete? -ela provocou, quase se jogando no meu colo.

Com uma mão, segurei o volante. Com a outra, precisei empurrar ela de volta pro banco.

- Segura aí, mulher. Se a gente bater, não vai ter cama nenhuma pra gente aproveitar.

Ela bufou, cruzando os braços como se fosse uma criança contrariada. Mas não durou nem um minuto — logo tava gargalhando sozinha de novo, cantando alguma música baixinho, balançando a cabeça.

Quando olhei de novo, ela já tava com os pés descalços apoiados no painel, cabelo voando na janela aberta, me olhando como se eu fosse a última coisa que existia no mundo.

- Luan… -ela sussurrou, mais calma agora.- A gente casa logo, né?

Sorri, sentindo meu coração acelerar de outro jeito.

- Claro que sim. -respondi, sem hesitar.- Você acha que eu vou te largar depois de tudo isso?

Ela sorriu bêbada, mas com aquele brilho nos olhos que só ela tinha. Depois fechou os olhos e encostou a cabeça no banco, como se finalmente tivesse se acalmado.

Mas bastou eu parar no primeiro semáforo que ela abriu um olho e murmurou:

- Só não demora muito… porque eu ainda vou dar pra você hoje.

Revirei os olhos, rindo sozinho, e pisei no acelerador. Era melhor correr.

A porta do apartamento mal tinha batido atrás de nós e Marina já tava grudada em mim. Nem precisei acender a luz — a gente tropeçou pela sala às cegas, a risada bêbada dela se transformando em suspiro quente contra a minha boca.

Beijei com fome, segurando firme na cintura dela, e quando percebi já a tinha prensado contra a parede. Marina gemeu baixo, puxando meu cabelo como se quisesse me deixar louco.

- Eu esperei a festa inteira pra isso… -ela sussurrou no meu ouvido, arranhando minhas costas por cima da camisa.

- Eu também, amor. -respondi, sem conseguir desgrudar a boca do pescoço dela. O gosto de álcool ainda tava nos nossos lábios, misturado com a nossa pressa.

A cada passo, a gente ia batendo nos móveis, rindo rápido e voltando a se devorar, até o quarto finalmente aparecer. Joguei ela na cama sem cerimônia, o vestido subindo nas coxas dela, revelando pele demais pra eu conseguir me controlar.

Ela arqueou o corpo, me puxando por cima, olhos brilhando mesmo na pouca luz.

- Eu te quero agora, Luan.

Não deu tempo de pensar. As roupas começaram a voar pelo quarto, cada peça arrancada às pressas. Minhas mãos tremiam de ansiedade ao desabotoar o sutiã dela, enquanto ela lutava com o meu cinto. Nossas mãos exploravam sem paciência, como se a gente tivesse medo de perder tempo. O calor da pele dela, finalmente nua contra a minha, me deixava em chamas.

Beijei cada pedaço do corpo que a luz fraca me permitia ver: a curva do seu pescoço, a suavidade dos seios, o ventre. Ouvia seus gemidos se misturarem com minha respiração pesada, cada som me levando mais longe. Marina era desejo puro, e naquele momento parecia ainda mais. 

- Por favor, Luan… agora. -ela suplicou, com a voz rouca e cheia de necessidade.

Subi em cima dela, alinhando nossos corpos. Olhei nos seus olhos, vendo o mesmo reflexo de loucura que eu devia ter no meu. Quando finalmente me afundei nela, um arrepio percorreu meu corpo inteiro. Era uma sensação de casa, de calor, de se encaixar perfeitamente. Ela arqueou as costas, um gemido longo e profundo escapando de sua boca.

Ela agarrou meus ombros, arranhando, gemendo meu nome de um jeito que só me deixava mais insano.

- Isso, amor… mais… -pedia entre respirações curtas.

Comecei a me mover, primeiro devagar, saboreando cada centímetro, cada contração dela em volta de mim. Mas a lentidão durou pouco; a fome era grande demais. O ritmo acelerou, tornou-se primal e urgente. O quarto parecia pequeno demais pra nossa intensidade. A cama rangia em um ritmo que ecoava nossos corpos suados. Eu segurava seu quadril com força, aprofundando cada penetração, e ela gritava, enterrando o rosto no travesseiro.

Cada toque era gasolina no fogo. Minhas mãos exploravam seu corpo, apertando, acariciando, possuindo. Ela me puxou para cima dela de novo, suas pernas envolvendo minha cintura, me trazendo ainda mais para dentro, como se quisesse que nossos corpos se fundissem.

- Eu sou sua, Luan. -ela gemeu no meu ouvido, e aquelas palavras foram a minha sentença.

O mundo lá fora podia ter parado, a única coisa que importava era o corpo dela, o som dos nossos gemidos, o suor que grudava nossa pele. A pressão dentro de mim cresceu até eu não aguentar mais. Com um último empurrão profundo, me perdi nela, e ela se perdeu em mim. 

Quando chegamos juntos ao limite, o grito abafado dela contra meu peito foi a certeza de que não existia lugar melhor no mundo do que aquele.

Deitamos ofegantes, abraçados, como se nossos corpos ainda não quisessem se separar. Marina acariciava meu rosto com um sorriso preguiçoso, enquanto eu beijava sua testa.

- Eu te amo tanto… -ela murmurou, quase num suspiro.

- Eu também te amo, minha vida. -respondi, puxando ela mais pra perto.- E amanhã a gente faz de novo… mas sóbrio.

Ela riu baixinho, fechando os olhos, e dormiu colada em mim, ainda com o coração disparado no mesmo ritmo do meu.

1 semana depois...

Aquela semana passou como um foguete. Justin e Bruna estavam curtindo a lua de mel na Grécia, Chloe tinha ido visitar os avós maternos no Canadá e o Jack estava no Brasil com meus pais, se esbaldando de colo e chamego de vó. 

Eu estava deitado no sofá, com o celular na mão, rolando feed sem muita atenção. Serena dormia no quarto dela, naquele soninho pesado da tarde, e Marina estava na bancada da cozinha, de cabelo preso de qualquer jeito, um copão de café gelado na mão porque o calor de Nova York estava de matar.

Enquanto eu só perdia tempo no celular, ela resolvia mil coisas no tablet. Mandava áudios para a Katherine, a cerimonialista do nosso casamento, falando sobre flores, decoração, detalhes de buffet… até que, do nada, ouvi um engasgo.

- Quase cuspi meu café, cacete! -ela disse, se levantando às pressas.

Arregalei os olhos e me sentei.

- O que foi, amor?

Ela estava em pé, a mão tremendo segurando o tablet, o olhar fixo na tela.

- Eu não tô acreditando…

- Vai, fala logo.

Ela deu um gritinho agudo, literalmente pulando no lugar.

- LUAN! É um convite! Eu fui chamada pra uma minissérie! Parceria da Globo com a Sony! -ela me mostrou a tela, com os olhos brilhando.- As gravações vão ser no Rio, em São Paulo… até no Uruguai!

Fiquei olhando, meio sem reação.

- Tá falando sério?

Ela se jogou no sofá ao meu lado, batendo as pernas de tanta animação.

- E não é qualquer papel, amor. Olha isso! -ela abriu o PDF do estudo da personagem.- Vou interpretar a Ana, uma cantora de boate que se envolve com o tráfico… cheia de drama, cheia de camadas. É forte, é intenso, é tudo que eu sempre quis!

Eu fiquei ali, tentando absorver.

- Mas… pera. Isso significa o quê? Que você vai morar lá?

Ela segurou minhas mãos, o olhar firme e apaixonado.

- Significa que a gente pode mudar. Olha só: o Brasil é o país onde você nasceu, tá no sangue da nossa filha, e eu amo aquele lugar. Você sabe que eu falo português fluente, que sempre tive essa conexão. Amor, pode ser uma chance da gente sair dessa rotina de Nova York e viver algo novo.

Fiquei quieto por alguns segundos, encarando aquele sorriso radiante dela. Marina sempre foi movida por sonhos, e ver os olhos dela brilhando assim me desmontava.

Suspirei, rindo de leve.

- Você fala como se já tivesse arrumando as malas.

Ela riu também, apoiando a cabeça no meu ombro.

- Talvez eu já esteja, aqui ó. -apontou pra própria cabeça, rindo.- Amor, isso pode mudar tudo pra gente.

Olhei pro teto, tentando processar. Mudar pro Brasil… Serena crescendo com essa conexão, minha família mais perto, ela realizando um sonho gigante. E eu? Eu só conseguia pensar que faria qualquer coisa pra ver Marina feliz daquele jeito.

Olhei pra Marina, ainda tentando processar.

- Tá, mas… pra quando seria isso?

Ela respirou fundo, mordendo o lábio antes de responder.

- Provavelmente pro começo do ano que vem, não sei. -falou com um brilho no olhar.- Mas, Luan… é uma oportunidade incrível. E o Brasil não é estranho pra você, pelo contrário. É sua raiz, é de onde você veio. A gente poderia morar em São Paulo, ou até no Rio… imagina?

Eu franzi a testa, meio dividido.

- Tá, mas e a minha gravadora aqui? Todo o meu trabalho em Nova York… como eu faço?

Ela veio até mim, se inclinou e segurou meu rosto com as duas mãos.

- Amor… você é o Luan Santana. Você não precisa implorar por nada, são as gravadoras que vão implorar pra ter você com elas. Você já tem carreira, tem nome, tem fãs no mundo inteiro. Lá, as oportunidades vão bater na porta.

Eu fiquei olhando pra ela, absorvendo cada palavra. Marina tinha aquele jeito de me dar um choque de realidade ao mesmo tempo que me fazia acreditar que eu podia qualquer coisa. Suspirei, balançando a cabeça em rendição.

- Quer saber? Então aceita.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

- Sério?

- Sério. Vai lá, responde esse e-mail. Diz que sim.

Antes que eu pudesse piscar, Marina soltou um grito e pulou no meu colo, me abraçando forte, as pernas em volta de mim.

- EU TE AMO! -disse quase gritando no meu ouvido.

Eu comecei a rir, girando ela comigo no sofá.

- Eu também te amo, sua maluca.

Ela me encheu de beijos no rosto, toda empolgada, quase derrubando a gente no chão.

- Você não tem noção de como isso significa pra mim. A gente vai viver tudo, Luan… tudo.

Eu apertei a cintura dela, olhando nos olhos.

- Então vamos. Brasil que nos aguarde. Mas ó… vamos manter isso entre a gente por enquanto.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

- Como assim? Eu tô explodindo de vontade de gritar pro mundo, Luan!

- Eu sei, amor. -ri, passando o polegar pela bochecha dela.- Mas é muita coisa pra digerir de uma vez. A gente tem que organizar, pensar em como vai ser, preparar tudo direitinho. Imagina se a gente solta e já começa um monte de fofoca, especulação, cobrança? Melhor deixar em segredo por enquanto.

Ela suspirou, fez uma cara emburrada e depois mordeu o lábio, cedendo.

- Tá bom… segredo nosso.

- Nosso. -confirmei, encostando a testa na dela.- Até a hora certa.

Marina me beijou de novo, mas dessa vez foi mais calmo, como se estivesse selando aquele pacto silencioso entre nós. Quando se afastou, respirou fundo e riu sozinha.

- Eu vou pirar guardando isso, sabia?

- Sabia. -falei rindo.- Mas eu vou estar aqui pra segurar sua onda. -passei a mão no cabelo dela.- Se a gente for levar isso a sério… já dá pra ir adiantando algumas coisas da Serena.

Marina levantou uma sobrancelha, curiosa.

- Como assim?

- Ué, apesar dela ter nascido aqui, é filha de brasileiro. -sorri, orgulhoso.- Ela pode ter dupla nacionalidade. Se a gente agilizar a papelada, já deixa tudo pronto pra quando for a hora.

Marina ficou me olhando, boquiaberta, até bater palminha baixinho, igual criança.

- Amor, você é um gênio! Eu não tinha nem pensado nisso!

- Pois é. -falei, rindo da empolgação dela.- E depois do nosso casamento, a gente pode resolver a sua situação também. Você pode solicitar um visto ou até uma autorização de residência por reunião familiar. Isso dá pra fazer na Polícia Federal, já estando no Brasil… ou até antes, pelo consulado brasileiro daqui.

Marina arregalou os olhos.

- Você tá falando sério?

- Seríssimo. -segurei a mão dela.- Se essa oportunidade é o que você quer… eu quero estar junto em cada detalhe.

Ela mordeu o lábio, emocionada, e me abraçou apertado, escondendo o rosto no meu pescoço.

- Eu te amo tanto, Luan.

Sorri contra o cabelo dela, sentindo o coração bater mais forte.

- Eu também te amo, minha atriz internacional.

Marina se afastou devagar, ainda com os olhos brilhando. Ela respirou fundo, mas em menos de cinco segundos já tava com o tablet na mão, o café abandonado em cima da bancada.

- Pera, pera, pera… -ela dizia, deslizando os dedos na tela freneticamente.- Nacionalidade brasileira para filhos de brasileiro… dupla cidadania… consulado… documentos necessários…

Eu não aguentei e comecei a rir da cena.

- Amor, calma. Nem deu tempo de eu terminar de falar e você já tá montando um dossiê.

- Claro, né! -ela retrucou, sem nem levantar o olhar.- Isso muda tudo, Luan! Se a Serena tiver a dupla nacionalidade antes da gente se mudar, a transição vai ser muito mais fácil. E olha só, precisa da certidão de nascimento traduzida, fotos recentes… Ai, meu Deus, eu já quero ligar pro consulado agora!

Ela falava tão rápido que parecia que ia engolir as próprias palavras.

- Ei, calma, mulher. -falei, segurando o tablet por um instante pra ela me encarar.- Vamos fazer isso direito, no nosso tempo. Ninguém precisa saber ainda, lembra? É nosso segredo.

Ela respirou fundo, mordendo o lábio, e depois sorriu daquele jeito maroto que só ela sabia dar.

- Tá bom… mas só porque você pediu. -pegou o tablet de volta e me deu uma piscada.- Mas vou salvar esses links aqui, porque eu não perco tempo.

Eu ri, puxei ela pro meu colo de novo e beijei a testa dela.

- É por isso que eu te amo… você nunca deixa nada pra depois.

E ela, ainda rindo, murmurou baixinho:

- É porque eu quero a nossa vida perfeita no Brasil, Lu. Deixa eu te falar de um lugar em São Paulo, Alphaville, você já deve ter ouvido falar. É tipo um condomínio fechado, super seguro, cheio de casas lindas, com clube, tudo organizado… e é pertinho da capital. -os olhos dela brilhavam mais que a tela do tablet.- Imagina a Serena crescendo num lugar assim, andando de bicicleta tranquila, tendo amiguinhos, escola boa…

Eu sorri, deixando ela viajar.

- Já tá escolhendo endereço, é?

Ela me cutucou, rindo.

- Claro que tô! Você me conhece, né? Eu não consigo só imaginar meio-termo. Ou eu sonho até o fim, ou eu nem começo. -ela apoiou a cabeça no meu ombro, suspirando.- São Paulo parece ideal, sabe? Eu adoro o Rio, mas… pra criar a Serena, eu acho que SP dá mais estabilidade. E Alphaville parece o equilíbrio perfeito entre morar numa cidade grande e ter paz.

Eu acariciei os cabelos molhados dela e brinquei:

- Já tô até vendo… Você pesquisando casa de dez suítes, piscina olímpica e estúdio de música no quintal.

Ela gargalhou, batendo de leve no meu peito.

- Ai, Lu, para! Mas confessa… você ia amar ter um estúdio particular dentro de casa.

Eu fingi pensar, encostando o queixo na cabeça dela.

- Tá, confesso. Mas ó, primeiro a gente garante os documentos, depois o resto. Não adianta construir castelo se não tiver o terreno.

Ela levantou o rosto, me encarando com aquele sorriso malandro.

- Mas sonhar não custa nada… e eu já tô apaixonada por essa ideia.

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