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Capítulo 80

Justin Narrando

Eu já tinha visto muita coisa nessa vida. Palcos gigantes, multidões gritando meu nome, flashes incessantes. Mas nada — absolutamente nada — me preparou pro que eu vi naquela sala de parto.

Bruna estava deitada na maca, exausta. O rosto completamente suado, o cabelo grudado na testa. Ela chorava, tremia, arfava, e mesmo assim, ainda encontrava forças pra continuar. Foram quase 12 horas vendo ela lutar contra as próprias dores. Eu sentia o coração apertar a cada contração. Doía mais do que qualquer pancada que eu já levei na vida.

A médica olhou pra ela e falou com firmeza:

- Bruna, chegou a hora. Você já está com dilatação total. Vamos pra fase de expulsão, ok? Respira fundo e faz força comigo. Vamos trazer o Jack ao mundo.

Bruna fechou os olhos, uma lágrima escorreu pela lateral do rosto, mas ela assentiu. E então começou. Aquela parte que parecia impossível. Ela segurou nas alças da cama e fez força como se toda a vida dela dependesse daquilo. Os gritos rasgaram o ar. Eu fiquei ali, do lado, segurando sua mão.

- Você consegue, Bruna. -falei, com a voz embargada.- Você tá indo muito bem, tá ouvindo?

Ela apertava minha mão com tanta força que parecia querer quebrar meus dedos. Mas eu não soltei. Não iria soltar por nada.

- Bruna, mais uma! Força agora! -incentivou a médica.- Ele tá vindo, só mais um pouco!

Bruna chorava de dor, de medo, de exaustão. Gritou alto, empurrou com tudo, o corpo inteiro tremendo.

- AAAHHHHHHH!!!

E então... o som mais lindo que eu já ouvi em toda minha vida encheu aquela sala.

O choro do Jack.

O meu filho.

Meu corpo inteiro ficou em choque. As pernas bambearam. Eu olhei pra Bruna, ela já não conseguia falar, só chorava. Uma mistura de alívio, dor e amor. E eu... eu chorei junto. Sem vergonha, sem esconder. Porque nada naquele momento era mais importante do que ele. Do que ela. Do que nós três.

A médica levantou o bebê, ainda sujo de sangue e vernix, e sorriu:

- É um menino forte. Nasceu muito bem.

Me cortou por dentro ver o quanto Bruna estava esgotada. Mas também me curou ver o jeito que ela olhou pro nosso filho quando ele foi colocado no seu peito.

- Oi, meu amor... oi, Jack... -ela sussurrou entre lágrimas.

E eu só conseguia pensar: ele é perfeito.

Mesmo com tudo que a gente viveu. Com as mágoas, os erros, as feridas. Nada disso importava agora. Jack era real. Era nosso. E eu daria a vida por ele.

A enfermeira me chamou com um sorriso gentil.

- Papai, quer cortar o cordão umbilical?

Balancei a cabeça, tentando conter o choro. Peguei a tesoura com as mãos trêmulas e cortei, sentindo como se, naquele exato instante, uma nova versão de mim nascesse também.

Jack era a melhor coisa que eu já fiz.

A enfermeira enrolou o Jack numa manta azul clara, limpou o rostinho dele com todo cuidado e depois se aproximou de mim com aquele pacotinho frágil nos braços.

- Quer segurá-lo um pouco, pai? -ela perguntou com um sorriso calmo, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Mas pra mim… era tudo, menos natural.

Eu travei por um segundo. Olhei pra Bruna, que mesmo esgotada, ainda teve forças pra me encorajar com um pequeno aceno e um olhar emocionado.

- Vai... ele é seu filho.

Respirei fundo e estendi os braços.

E então… ele foi colocado em mim.

Jack.

Meu filho.

Ele era tão pequeno. Tão leve. E ao mesmo tempo… tão pesado de significado. O mundo todo pareceu parar quando eu olhei pro rosto dele. As bochechas arredondadas, a boquinha entreaberta, os olhos ainda inchados. Meu coração se partiu e se refez num mesmo segundo.

- Oi, filho… -sussurrei, com a voz completamente falha.- Eu sou o papai…

Minha garganta travou. Um nó gigante se formou ali. O rosto dele era o mais puro reflexo de algo bom. Um milagre que eu nunca achei que fosse viver tão cedo — e tão intensamente.

Eu encostei a testa na cabecinha dele e fechei os olhos.

- Eu prometo que vou cuidar de você… mesmo com todos os meus erros, com tudo que aconteceu… você é a coisa mais importante da minha vida agora.

As lágrimas escorriam, e eu nem tentei segurar.

- Você tem uma mãe incrível. Forte. E você me tem também, Jack. Eu vou ser o pai que você merece, mesmo que eu precise aprender tudo do zero.

Abri os olhos e percebi que Bruna me olhava. Tão cansada, mas com um brilho diferente. E nós dois sorrimos. 

O Jack deu um resmunguinho, um som suave, como se já respondesse ao que eu dizia. E eu encostei os lábios na testa dele.

- Bem-vindo ao mundo, meu pequeno. Você mudou tudo.

E eu juro… naquele instante, eu nunca me senti tão vivo.

Eu voltei pra sala de espera ainda meio fora do ar. Meus braços pareciam vazios agora que a enfermeira tinha levado o Jack pro berçário, só pra fazer os últimos procedimentos antes de levá-lo pro quarto.

Quando entrei, todo mundo se levantou de um salto. Minha mãe, meu pai, Ashley, Melanie, Luan e Marina.

- E aí? -minha mãe foi a primeira a falar, com os olhos arregalados.

- Ele nasceu. -soltei, sorrindo.- Jack nasceu.

A emoção foi geral. Meu pai deu um tapinha nas minhas costas, minha mãe colocou as mãos no rosto chorando baixinho, Melanie parecia sem acreditar, e Ashley sorriu largo, tocando o braço do William.

- Ele é perfeito. -completei, ainda sem saber onde guardar tudo que eu tava sentindo.- Tá saudável. Bruna foi incrível.

Luan assentiu, sério, mas com um olhar quase aliviado. Marina, por outro lado, parecia distante.

- A gente pode ver ela? -perguntou Melanie, animada.

- Ela já foi pro quarto. A enfermeira disse que em alguns minutos vão levar o Jack pra lá também. Vocês podem ir entrando, mas... com calma. -dei um pequeno riso.- Ela tá exausta.

Todos começaram a se mover, saindo aos poucos da sala, mas aí Marina falou, de repente:

- Eu não quero ver a Bruna. Quero ver o Jack.

A sala congelou.

Melanie parou no meio do caminho e virou pra Marina com uma expressão confusa, e até meu pai olhou pra Marina com surpresa. Eu… fiquei sem reação.

- Como assim? -perguntei, dando um passo mais perto.- Você não vai ver a Bruna?

Marina cruzou os braços.

- Só quero ver o bebê.

- Marina… -comecei, tentando entender.- Você tá bem?

Ela desviou o olhar e deu de ombros.

- Tô. Só… tenho meus motivos.

Luan olhou de lado, visivelmente irritado, mas não disse nada.

Eu não sabia se perguntava mais, se insistia, ou se só aceitava. A tensão era tão palpável que dava pra sentir no ar. E eu não sabia de onde aquilo vinha. Alguma briga? Ciúmes? Culpa?

Ela simplesmente saiu andando na frente de todo mundo, com a postura dura, decidida. E eu fiquei ali, tentando juntar as peças, mas com uma certeza:

Alguma coisa tava acontecendo.

Eu não consegui simplesmente ignorar aquilo. Enquanto todos seguiam para o quarto da Bruna, falando baixo e cheios de expectativa, fui atrás da Marina. Ela caminhava apressada pelo corredor, como se quisesse fugir da situação toda.

- Marina! -chamei, tentando não parecer tão aflito quanto estava.

Ela parou, mas não se virou de imediato. Só depois de alguns segundos, respirou fundo e me encarou.

- O que foi, Justin?

- O que aconteceu? -perguntei direto.- Por que você falou daquele jeito? Tá tudo bem entre você e a Bruna?

Ela desviou o olhar e balançou a cabeça.

- Não é hora pra isso, Justin.

- Mas eu tô vendo que tem alguma coisa. Pensei que vocês estavam bem, pelo menos Bruna nunca deu indícios de que vocês duas estavam brigadas. Eu tô confuso, Marina.

Ela respirou fundo e passou as mãos no rosto.

- Olha, eu sei que fui dura. Mas... eu não quero falar sobre isso agora. -sua voz saiu mais baixa, quase cansada.- Hoje é o dia do Jack. Eu esperei tanto por isso, você não faz ideia. Só quero ver ele, e... guardar esse momento.

Fiquei olhando pra ela por alguns segundos. Havia um brilho estranho no olhar dela. Era emoção, sim… mas também algo mais. Dúvida? Tristeza? Arrependimento?

- Tá. -cedi, dando um passo pra trás.- Eu respeito isso. Mas depois… a gente vai conversar, Marina. Eu quero entender.

Ela assentiu devagar, sem me encarar totalmente, e continuou andando na direção do berçário, onde já dava pra ver uma enfermeira saindo com o bercinho móvel.

Eu fui atrás, e por mais que minha cabeça ainda estivesse cheia de perguntas, meu coração amoleceu quando vi Marina parando diante do bercinho, com os olhos brilhando, os lábios entreabertos e aquele sorrisinho quase infantil.

Fiquei ali, parado, observando a Marina diante do bercinho como se o tempo tivesse parado só para ela e o Jack. O jeito como ela olhava para ele… era como se já o amasse antes mesmo de vê-lo.

- Ele é tão pequenininho… -ela sussurrou, com um sorriso emocionado.- E tão lindo…

Ela estendeu a mão devagar e encostou levemente os dedos na mãozinha do Jack. Ele, meio sonolento, apertou com uma força surpreendente. Marina soltou um risinho baixo, com os olhos marejados.

- Oi, meu amor… eu sou sua tia, sabia? Tia Marina… E olha… você acabou de nascer e já é a melhor coisa que aconteceu esse ano. -ela falou baixinho, como se fosse um segredo só entre os dois.- Eu prometo que vou cuidar de você, tá? Sempre.

Eu senti um nó na garganta. Era impossível não me emocionar também. Por mais confuso que tudo estivesse, ver Marina daquele jeito, tão entregue, tão verdadeira… me fez lembrar por que ela era especial.

A enfermeira sorriu gentilmente.

- Vamos levá-lo para o quarto agora. -avisou, ajeitando o bercinho para seguir o trajeto.

Marina se afastou com relutância, mas ainda sorrindo.

- Vai lá, Jack… deixar todo mundo babando em você.

Ela me olhou depois, um pouco mais serena.

- Vai lá ver sua família, Justin. Esse momento é de vocês.

- Você também é minha família. -a abracei.- Obrigado por estar aqui.

Ela apenas balançou a cabeça, desfazendo o abraço, com um olhar doce.

Nos despedimos e fui até o quarto de Bruna, assim que entrei, senti o calor daquelas primeiras horas de uma nova vida. O Jack estava no bercinho, já cercado por olhares babões e sorrisos emocionados. Minha mãe chorava baixinho, Melanie tirava fotos com o celular, meu pai e Ashley se entreolhavam encantados, e Luan apenas olhava em silêncio, com uma expressão que eu não consegui decifrar.

Me aproximei devagar, tentando absorver cada detalhe. Jack dormia tranquilo, com o rostinho rosado e a boquinha entreaberta. Era inacreditável que aquele serzinho ali tinha acabado de chegar ao mundo. E era meu filho.

Bruna me notou e sorriu fraco, exausta, mas com o olhar mais bonito que já vi.

- Ei… -ela murmurou, estendendo a mão pra mim.

A peguei com carinho, sentando ao lado da cama.

- Você foi incrível. -falei, com sinceridade.- Sério, Bruna… Eu não consigo nem imaginar a força que você teve.

Ela soltou um suspiro risonho, cansado.

- Eu achei que não ia conseguir. Mas aí olhei pra ele… e tudo fez sentido.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, só ouvindo os cochichos emocionados dos outros.

Então ela virou o rosto um pouco na minha direção e perguntou, quase como quem tenta disfarçar:

- E a Marina? Ela… Ela veio ver ele?

Travei por um segundo. Aquela pergunta bateu mais forte do que eu esperava. Olhei rapidamente para os outros, que pareciam distraídos com o Jack, antes de responder.

- Ela... veio sim. -menti, baixo.- Ela ficou um pouquinho no berçário com ele. Mas foi descansar. Estava esgotada.

Bruna assentiu lentamente, como se tentasse engolir aquela informação.

- Que bom que ela veio… -disse apenas, com um tom que me pareceu mais triste do que aliviado.

Apertei sua mão um pouco mais forte e levei a outra até sua testa, afastando um fio de cabelo molhado de suor.

- Agora descansa. Você merece.

Ela fechou os olhos por alguns segundos. Mas logo se ouviu um chorinho suave no bercinho. Jack, ainda que pequeno, já parecia saber a hora certa de chamar atenção.

- Parece que o protagonista quer se pronunciar. -brinquei.

Bruna riu fraco.

- Vai lá, pai. Mostra que você sabe trocar fralda.

A risada dos outros invadiu o quarto e, por um instante, o clima tenso que pairava sobre tudo pareceu dar uma trégua. Jack estava ali. E com ele, talvez um novo começo.

[...]

Era começo da noite quando a porta do quarto se abriu devagar. Eu estava ali, sozinho, sentado na poltrona com Jack no colo, embalando ele com cuidado. Bruna dormia profundamente desde a última mamada, exausta depois de tudo que passou. O quarto estava silencioso, só o som suave da respiração dele preenchia o espaço — e, de alguma forma, aquele som me acalmava também.

Levantei o olhar ao ouvir a porta ranger. Reconheci o casal na mesma hora: Antônio e Marta. Os pais da Bruna.

Ela tinha o mesmo olhar firme da mãe, mas o sorriso cansado do pai. Marta entrou primeiro, com os olhos marejados, e Antônio logo atrás, carregando uma bolsa e um buquê pequeno de flores.

- Justin… -Marta disse baixo, como se tivesse medo de acordar Bruna.- Podemos entrar? -ela perguntou em inglês pra mim.

Assenti com um sorriso pequeno, ajeitando Jack nos braços para que pudessem vê-lo melhor.

- Esse é o Jack. -falei, com a voz quase num sussurro.- Seu neto.

Marta levou a mão à boca, emocionada, e veio até mim devagar. Ela se ajoelhou ao meu lado, os olhos fixos no rostinho do bebê.

- Meu Deus… Ele é lindo.

Antônio ficou mais atrás por alguns segundos, visivelmente tocado, mas tentando manter a postura. Quando se aproximou, colocou a mão em meu ombro e disse, com a voz firme:

- Obrigado por estar com ela, Justin.

Engoli em seco e só balancei a cabeça. 

- Ela tá descansando. Foi um parto bem difícil, mas ela foi incrível.

- Sempre foi forte. -Marta comentou, com um carinho visível na voz.- Como a avó dela.

Ficamos ali em silêncio por alguns instantes, olhando para Jack. Ele soltou um bocejo pequeno, abrindo os olhos rapidinho, e depois voltou a fechar, como se dissesse que ainda não estava pronto pra esse mundo.

- Posso segurar ele? -Marta pediu, com os olhos brilhando.

Sorri e assenti, passando Jack com cuidado pros braços dela.

- Claro. Ele vai adorar conhecer a vovó.

A cena me pegou de jeito. Ver aquela mulher forte e cheia de opiniões, que um dia não me olhou com bons olhos, agora segurando meu filho como se fosse a coisa mais preciosa do mundo, me deu uma paz estranha.

Talvez a vida estivesse mesmo tentando consertar as coisas. De um jeito torto, mas real.

Jack já estava nos braços do Antônio agora, dormindo profundamente. Marta o observava com uma expressão cheia de ternura, enquanto eu só observava a cena de longe, tentando guardar cada segundo na memória.

Foi quando ouvi um murmúrio atrás de mim.

- Justin... -a voz da Bruna, rouca, fraca.

Me virei imediatamente e fui até ela. Ela piscava devagar, tentando ajustar a vista à claridade suave do quarto. Me aproximei da cama.

- Ei… tô aqui. -falei, pegando leve em sua mão.

- Que horas são?

- Passa um pouco das sete. Você dormiu bastante, precisava. Tá tudo bem, tá?

Ela levou a outra mão até o rosto e soltou um suspiro aliviado.

- O Jack… ele tá bem?

Assenti com um sorriso pequeno.

- Tá perfeito. Tá ali, com seus pais.

Ela arregalou um pouco os olhos, como se só então processasse a informação.

- Meus pais?!

- Chegaram faz pouco tempo. 

Bruna tentou se erguer na cama, ainda com certa dificuldade, então ajudei devagar, ajeitando os travesseiros atrás dela. Seus olhos varreram o quarto até encontrarem Marta e Antônio.

- Mãe? Pai?

Marta se virou no mesmo instante, os olhos se enchendo de lágrimas ao ver a filha acordada.

- Filha… -foi tudo o que ela conseguiu dizer antes de ir até a cama e abraçá-la com cuidado, tentando não apertá-la demais.

- Ai, mãe… -Bruna se emocionou, encostando o rosto no ombro dela.

Antônio, com Jack ainda nos braços, veio mais perto e deu um beijo leve na testa da filha.

- Você foi incrível, minha menina. Estamos muito orgulhosos de você.

Bruna sorriu entre as lágrimas.

- Cadê ele?

Antônio, com o maior cuidado do mundo, colocou Jack nos braços da filha. E ali, naquele instante, parecia que o tempo parava. Bruna olhou pro filho como se estivesse vendo o universo inteiro. Os olhos dela brilharam de um jeito que eu nunca tinha visto antes.

- Oi, meu amor… -ela sussurrou, passando o dedo com delicadeza pela bochecha dele.- Mamãe tá aqui.

Fiquei ali, em pé ao lado da cama, observando aquela cena em silêncio. Uma parte de mim doía, porque a gente não estava mais junto. Mas outra parte… essa parte só conseguia sorrir. Porque Bruna merecia aquele momento. E Jack merecia uma mãe como ela.

Bruna olhou pra mim, com os olhos ainda molhados.

- Ele tem seu nariz.

Sorri, me sentindo um pouco mais leve.

- Mas a boca é sua.

Ela soltou uma risada baixa, emocionada. Depois, sua expressão ficou levemente confusa.

- E a Marina? Ela veio aqui de novo?

Hesitei por um segundo, depois respondi:

- Não veio.

Bruna assentiu lentamente, como se estivesse decepcionada. Voltou o olhar pro bebê e o silêncio se instalou de novo, mas era um silêncio bom.

Um silêncio cheio de amor.

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