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Capítulo 74

Bruna Narrando 

- VOCÊ TÁ BRINCANDO COMIGO, MARINA!

Eu nem consegui controlar. Minha respiração ficou pesada e, mesmo tentando manter a calma por causa do bebê, as palavras explodiram da minha boca.

- Você tá dormindo com o Victor e mandando mensagem pro Luan dizendo que sente saudade? Cê acha isso normal? Você tá ILUDINDO o meu irmão, Marina!

Ela me olhou, atordoada, como se tivesse levado um tapa na cara. Virgínia e Olívia arregalaram os olhos, mas eu não conseguia parar.

- O Luan terminou com você justamente por causa da insegurança dele com o Victor, e no fundo… no fundo ele tava certo, não tava?!

Marina respirou fundo e avançou um passo.

- Bruna, para. Eu nunca trai o Luan. NUNCA. Aconteceu com o Victor muito tempo depois do término. E não foi planejado, foi... confuso, foi natural. Mas eu jamais faria isso com ele enquanto ainda estávamos juntos. Você me conhece!

- Conheço? -rebati, a voz embargada.- Conheço e, sinceramente, não sei mais se eu posso confiar. Porque o Luan ainda gosta de você. E você sabe disso. E mesmo assim fica respondendo ele, sendo carinhosa, dizendo que sente saudade... enquanto se joga nos braços do Victor. Isso é cruel, Marina. Cruel.

- Você tá me chamando de cruel?! -ela deu uma risada sem humor, o rosto ficando vermelho.- Você tem coragem de me chamar de cruel quando foi você quem transou com o Zach?! O MESMO cara que foi o motivo do seu término com o Justin?!

As palavras dela cortaram o ar. Virgínia engasgou e Olívia deixou cair o copo de refrigerante que estava em sua mão.

- O QUÊ?! -Virgínia gritou, chocada.- Bruna, isso é verdade?!

Eu senti o coração disparar, a vergonha subindo feito fogo nas bochechas.

- Não é disso que a gente tá falando!

- Ah não? Claro que não! Porque quando é você, é “mais complicado”, é “um momento de fraqueza”, né? Mas quando sou eu, você me crucifica. Hipócrita.

- Eu tô GRÁVIDA, Marina! Você não pode me tratar assim!

- É, e é por isso que eu to indo embora. Porque você tá gerando meu sobrinho. Porque eu não quero que nada de ruim aconteça com ele. 

Ela passou por mim e entrou, foi até o sofá e pegou a mochila. Olívia tentou segurá-la pelo braço.

- Mari, espera. Calma. Vocês tão nervosas. Fala com ela amanhã, com a cabeça fria…

- Não, Liv. Não dessa vez. Eu não mereço esse tipo de julgamento vindo de quem não tem moral nenhuma pra julgar ninguém. Eu vou embora antes que eu diga mais coisas que eu me arrependa.

Ela me lançou um último olhar. Não de raiva, mas de mágoa. Uma mágoa que me fez querer chorar na hora.

- Cuida do meu sobrinho. E… se você quiser saber o que é cruel, olha no espelho. Boa noite.

E saiu, batendo a porta.

O silêncio que ficou foi ensurdecedor.

Eu desabei no sofá, levando as mãos à barriga enquanto sentia o pequeno Jack mexer, como se tivesse sentido o peso daquela briga também. Virgínia me abraçou de lado, em choque, e Olívia me olhava como se estivesse tentando entender se tudo aquilo era real.

1 mês depois...

Os dias passaram devagar, como se cada um carregasse uma lembrança nova daquilo que eu queria esquecer. Desde aquela noite no apartamento, eu e Marina não nos falamos mais. Nenhuma mensagem, nenhuma tentativa de reconciliação. O silêncio virou rotina. E só quem sabia da briga eram Virgínia e Olívia. Eu preferi não envolver o Luan. Ele já tinha se machucado demais… e dessa vez, eu queria poupar ele de mais uma decepção.

Com o Justin, tudo seguiu… tranquilo. Ele continuava sendo o cara presente, o pai do Jack em cada detalhe. A gente conversava todos os dias. Ria, falava do bebê, ele até me perguntava como eu estava emocionalmente — mesmo sabendo que às vezes eu mentia com um “tô bem”.

Hoje era um dia importante. Dia de ultrassom. A ansiedade no peito batia diferente. Eu estava de 6 meses e meio agora, e cada batidinha do coração do Jack fazia tudo parecer mais real, mais nosso.

- Pronta? -Justin me perguntou, entrando no consultório com aquele sorriso bobo e encantado que ele sempre dava quando falava do filho.

- Prontíssima. -respondi, tentando parecer mais tranquila do que realmente estava.

Ele se sentou ao meu lado, ajeitou o boné pra trás e pegou minha mão, naturalmente. Como se não tivéssemos nunca nos afastado, como se ainda fôssemos aquele casal de antes.

A médica entrou sorrindo, já me conhecia pelas consultas anteriores.

- Bruna! E aí, tudo certo? E o papai, pronto pra mais uma espiadinha?

- Sempre pronto. -Justin respondeu, rindo.

Deitei na maca, levantei a blusa e senti o gel gelado escorrer pela barriga. O coração já batia acelerado antes mesmo de ouvir o do Jack. Quando a imagem surgiu na tela, meus olhos se encheram de lágrimas.

- Aí está ele. -a médica disse, animada.- Um meninão lindo. Tá crescendo muito bem.

O som do coração do Jack ecoou na sala, forte, acelerado, perfeito.

Justin apertou minha mão e soltou um “caramba…” quase sussurrado, os olhos marejando.

- Ele é… perfeito. -ele murmurou.- Você tá fazendo um ótimo trabalho, Bru.

Eu virei o rosto pra ele, emocionada.

- Ele é nosso. E você tá fazendo um ótimo trabalho também… como pai.

Ficamos ali, em silêncio, ouvindo o coração do nosso filho bater. Um momento simples, mas que parecia o mundo todo pra mim.

- O Jack tá ótimo, Bruna. -a médica disse, com um sorriso tranquilo, enquanto mexia no transdutor e acompanhava os batimentos dele.- Tudo dentro do esperado, o crescimento tá adequado, líquido amniótico normal, placenta ótima. Um bebezão saudável.

Soltei o ar que nem percebi que tava prendendo. Justin ainda segurava minha mão, e eu percebi que ele também relaxou quando ouviu aquilo.

- Ai, graças a Deus. -falei, com um sorriso aliviado.- Eu fico tão ansiosa antes do ultrassom.

- É super normal, principalmente em mães de primeira viagem. -ela comentou.- Ah, e já temos uma estimativa oficial: a data provável do parto é 4 de agosto.

Assenti com a cabeça.

- Eu já sabia… mas ainda assim é estranho ouvir. Dá uma sensação de “é real mesmo”.

- É real sim, e tá cada vez mais perto. Mas lembra que essa data é só uma estimativa. O Jack pode nascer um pouco antes ou depois. A gestação pode ir até 42 semanas, se tudo estiver bem.

- Nossa… então eu posso ter um leonino ou um canceriano? -perguntei rindo, olhando pro Justin.

- Ih, cuidado com o signo, hein. -ele brincou.- Vai que puxa a mãe… dramático.

Revirei os olhos, rindo também.

- A partir de agora, Bruna, é importante você pensar no seu plano de parto. -a médica continuou, anotando algumas coisas.- Já sabe se vai querer parto normal, cesárea? Quer esperar entrar em trabalho de parto ou prefere agendar? Quer analgesia? Banheira? Música ambiente? É bom começar a anotar tudo isso.

- Eu tô bem aberta, na verdade. -respondi.- Quero muito tentar o normal, mas se precisar de cesárea, vou tranquila também.

- Ótimo. O mais importante é que você esteja confortável com as decisões. E, claro, tudo vai ser avaliado com base na sua saúde e na do bebê. Combinado?

- Combinado. -falei, sorrindo.

Quando a médica terminou o exame, limpou o gel da minha barriga e entregou o laudo com as imagens mais lindas do mundo: o rostinho do Jack mais nítido do que nunca.

- Olha isso. -murmurei, mostrando pra Justin.

- Ele tem seu nariz. -ele disse com um sorriso bobo, segurando a imagem com tanto carinho que parecia uma relíquia.

Saímos do consultório com um silêncio confortável entre nós. Era como se aquela visita tivesse aquecido nossos corações e, por um instante, nos feito esquecer de tudo.

Justin dirigia tranquilo, uma das mãos no volante e a outra segurando o laudo do ultrassom como se fosse um mapa do tesouro. A música ambiente era baixinha, alguma playlist que ele sempre colocava quando eu tava com ele — suave, cheia de acústicos e melodias calmas.

- Não sei você, mas… eu ainda fico em choque que tem uma pessoinha crescendo dentro de você. -ele falou, quebrando o silêncio enquanto parávamos num semáforo.- Tipo, olha isso. O Jack tá ali, com um rosto, com mãos, com pés… com o meu queixo e seu nariz.

Sorri, virando o rosto pra janela antes que ele percebesse meus olhos marejados.

- É surreal mesmo. -murmurei.- Cada ultrassom parece um tapa de realidade. Ele tá chegando, Justin.

- E a gente vai estar prontos pra ele. -ele garantiu, sem hesitar.- Você tá mandando muito bem. De verdade. Ver você lidando com tudo isso… me dá ainda mais certeza de que o Jack vai ter a melhor mãe do mundo.

Mordi o lábio, tentando conter as emoções. 

- Obrigada, Justin. -falei baixo.- Por estar aqui. Por não ter fugido.

Ele olhou de canto, arqueando uma sobrancelha.

- Fugido? Bruna, a única coisa que eu fujo é de cogumelos.

Soltei uma risada sincera, e ele sorriu também.

- É sério. Podia ser mais fácil. Podia ser outro cenário. Mas… não tem outra pessoa que eu queira ao meu lado nessa doideira. Nem pra escolher a cor do quarto, nem pra ver esse bebê dar os primeiros passos.

Fiquei em silêncio. A vontade de dizer “eu também” quase escapou, mas me controlei.

- Tem falado com a Marina? -ele perguntou, de repente.

Senti meu estômago virar.

- A gente não se fala muito esses dias. Tá todo mundo meio ocupado, né? -respondi, evitando seu olhar.

- Ela tem me evitado também, deve ta gravando, parece que o primeiro filme fez tanto sucesso, que ela terminou o segundo e já está gravando o terceiro.

- Caramba, não sabia...

- Estranho vocês não estarem tão grudadas… Mas tudo bem. Manda pra ela as fotos do ultrassom. Ela vai pirar quando ver.

Sorri fraco.

- Vai sim…

Mas lá no fundo, doía saber que minha melhor amiga e futura tia do Jack ainda não tinha visto o rostinho dele. E que, talvez, nem quisesse ver agora.

Alguns dias depois...

Os dias estavam passando rápido demais. A faculdade parecia um furacão prestes a me engolir. Faltava pouco pro fim do semestre, e eu já tava adiantando trabalhos e entregando projetos do próximo, porque sabia que depois das férias de verão, eu já não voltaria. Licença maternidade. Era estranho pensar nisso. Ao mesmo tempo em que meu corpo gritava que tinha um bebê crescendo dentro de mim, minha mente ainda tentava entender que a vida ia mudar completamente.

Estava tudo uma bagunça: casa, cabeça, coração.

Virgínia e Olívia tentavam me manter de pé, como boas amigas que sempre foram. Naquela tarde, estávamos no refeitório da faculdade. Eu comia uma salada sem graça — culpa da minha nutricionista — enquanto as duas devoravam um combo de batata frita e milkshake de morango.

- Você precisa falar com a Marina, Bru. -Virgínia soltou, como quem já não aguentava mais guardar aquilo.

Revirei os olhos.

- De novo isso?

- De novo. -Olívia reforçou, firme.- Já se passaram um mês. E acredite, a gente entendeu seu ponto, você tava com raiva, cheia de hormônios, sentindo que ela tava iludindo seu irmão… mas, cara, vocês são irmãs de alma. Isso tá machucando vocês duas.

Suspirei, deixando o garfo cair dentro do potinho.

- Eu sei… -confessei, a voz mais baixa.- Só não sei como voltar. Não sei nem se quero. Foi pesado o que a gente disse uma pra outra.

Olívia me olhou com carinho.

- Pede desculpas. Pelo tom, pelas palavras. Não precisa anular sua dor, mas reconhecer que exagerou já é um passo.

Eu encarei meu reflexo no copo d’água. Meu rosto tava redondinho, meu cabelo preso num coque malfeito, e meu coração? Parecia mais desorganizado que minha agenda acadêmica.

Nesse momento, vi Zach se aproximando com uma caixinha nas mãos.

- Trouxe um agrado. -ele disse, sorrindo, me entregando um presente pequeno com laço vermelho.

- Oi? -arregalei os olhos.- Isso é pra mim?

- Uhum. Chocolate belga. Não sabia se você tava podendo, mas... achei que ia gostar.

Abri com cuidado e sorri sem jeito.

- Obrigada, Zach. É... foi gentil.

- Vi você meio estressada nos últimos dias. E, bom… você vai ser mãe. Achei que merecia um carinho.

Virgínia e Olívia se entreolharam como quem tinha mil teorias na cabeça, mas ficaram quietas.

Zach se despediu com um beijo no topo da minha cabeça e foi embora. Assim que ele virou o corredor, Olívia soltou:

- Não sabia que ele era fofo.

- Nem eu. -murmurei, ainda surpresa.

Virgínia me cutucou com o ombro.

- E aí, além de chocolates, vai ter pedido de desculpa?

Suspirei outra vez.

Eu odiava admitir, mas talvez estivesse na hora de engolir meu orgulho. Pelo Jack. Pela Marina. Por mim.

Mais tarde naquele mesmo dia...

Tentei manter minha cabeça focada nas tarefas da faculdade, mas minha mente não me deixava em paz. As palavras da Virgínia e da Olívia ecoavam, e mesmo que eu estivesse com mil e um motivos pra não falar com a Marina, eu sabia que continuar assim estava corroendo a gente por dentro.

Peguei o celular. Hesitei por alguns minutos, meus dedos pairando sobre o teclado. E então respirei fundo e fui direto ao ponto.

"A gente precisa resolver isso. De verdade. E não tô mandando essa mensagem pra relembrar a briga, nem pra discutir de novo. Só acho que se você ainda sente alguma coisa pelo Luan, deveria ser honesta com ele. Contar sobre o Victor."

A resposta não demorou.

"Não tô mais tendo nada com o Victor, então não tem nada pra contar."

Rolei os olhos e bufei. Sério?

"Você acha mesmo que ele vai engolir essa? Que todo mundo vendo vocês dois grudados, e ele ouvindo os boatos por aí, vai acreditar que vocês estão só como colegas de elenco?"

"E você acha que tem moral pra cobrar alguma coisa? Eu conto sobre o Victor se você contar pro Justin que transou com o cara que foi o motivo do término de vocês. E pior: grávida do filho dele."

Senti meu estômago embrulhar. Ela foi baixa. Muito baixa.

"Você não tem ideia do que tá falando."

"Sei sim. Tô falando com alguém que me chamou de cruel por algo que nem foi traição, mas esconde do próprio namorado que teve um remember com o cara que destruiu o relacionamento deles. E ainda grávida. Isso sim é crueldade, Bruna."

Fechei os olhos com força. As lágrimas vieram antes mesmo de eu perceber.

"Eu tô tentando resolver. Você só quer jogar na cara."

"Você quis fazer isso comigo primeiro. Eu só tô devolvendo na mesma moeda."

Demorei pra digitar. E quando digitei, foi mais forte do que eu:

"Então pronto, Marina. Talvez a gente seja melhores afastadas mesmo. Porque sinceramente, eu não reconheço mais você."

A resposta dela demorou. E quando chegou, foi seca.

"Fica tranquila. A distância me fez bem. Boa noite, Bruna."

Bloqueei a tela e joguei o celular longe da cama.

Meu coração doía.

Não só pela discussão.

Mas por perder, pouco a pouco, a minha melhor amiga. 

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