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Capítulo 34

Bruna Narrando

As semanas foram passando e, antes que eu me desse conta, já era fevereiro. O inverno ainda persistia, e o frio lá fora era cortante. Apesar disso, Marina e eu resolvemos sair um pouco. Não estávamos afim de passar a tarde trancadas no dormitório, então viemos ao shopping.

Marina estava determinada a encontrar um presente para Victor, já que o aniversário dele seria em três dias. Eu a acompanhava pelos corredores do shopping, observando enquanto ela analisava cada vitrine com atenção. Ela estava concentrada, mas também parecia um pouco distraída.

- O que você acha que ele gostaria de ganhar? -perguntei, tentando ajudá-la. Ela suspirou, cruzando os braços.

- Eu não sei… Ele não é muito de falar o que quer.

- Alguma coisa que ele usa bastante? Perfume, relógio, roupa?

Marina mordeu o lábio, pensativa.

- Ele gosta de relógios. Tem uma coleção deles.

Assenti.

- Então já é um bom começo.

Continuamos andando até pararmos em frente a uma joalheria. A vitrine exibia vários modelos de relógios masculinos, alguns mais discretos, outros chamativos. Marina analisou cada um com atenção, mas parecia hesitante.

- Você acha que ele vai gostar de ganhar outro relógio? -ela perguntou, olhando para mim.

- Se ele gosta de colecionar, com certeza.

Ela assentiu lentamente, mas não entrou na loja. Ficou ali parada, mordendo a unha do polegar, claramente indecisa.

- O que foi? -perguntei, estreitando os olhos.

Ela suspirou.

- Nada… Só estou pensando.

Eu a conhecia bem demais para acreditar nisso. Marina estava inquieta desde que começamos a andar pelo shopping, e não era apenas por causa do presente.

- Tá pensando em quê? -cruzei os braços, encarando-a.

Ela hesitou por um momento antes de dar de ombros.

- No Victor.

- O que tem ele?

Ela passou a mão pelo cabelo, parecendo desconfortável.

- Eu gosto dele, Bruna. De verdade. Ele é um cara legal, me trata bem… Mas não sei se sinto por ele o que deveria sentir.

Não era novidade para mim. Eu já tinha percebido isso há muito tempo.

- Você não é apaixonada por ele.

Ela desviou o olhar, mordendo o lábio.

- Não sei… Talvez eu só esteja me forçando a sentir algo que não está lá.

- Você gosta dele, mas não o suficiente.

Ela suspirou de novo.

- Eu queria gostar mais.

Fiquei em silêncio por alguns segundos antes de dizer:

- Então por que ainda está com ele?

Ela me olhou, surpresa com a pergunta.

- Porque ele é uma boa pessoa. Porque gosto da companhia dele. Porque… não sei, talvez seja mais fácil assim.

- Fácil? -franzi a testa.

Ela deu de ombros.

- Sim. Ele gosta de mim. Eu gosto dele o suficiente para não querer machucá-lo. Mas às vezes… -ela parou, sem terminar a frase.

- Às vezes o quê?

Ela respirou fundo antes de me encarar.

- Às vezes acho que estou sentindo algo por outra pessoa.

Minha curiosidade aumentou.

- Outra pessoa quem?

Ela desviou o olhar, um rubor fraco subindo por suas bochechas.

- Ninguém. Esquece.

Não insisti, mas fiquei intrigada. Algo me dizia que essa pessoa era Luan.

Ela suspirou e olhou novamente para a vitrine.

- Acho que vou comprar o relógio mesmo.

Assenti.

- Boa escolha.

Entramos na loja, e enquanto ela escolhia o modelo, minha mente continuava girando. Algo me dizia que esse relacionamento não ia durar muito tempo.

E que talvez Marina já soubesse disso.

Assim que Marina pagou pelo relógio e saímos da loja, meus olhos foram atraídos por uma vitrine ao lado. Era uma loja de lingerie. O manequim exibia um conjunto vermelho de renda, extremamente sexy, e aquilo me deu uma ideia.

Olhei para Marina com um pequeno sorriso.

- Já que você quer dar um presente para o Victor, por que não um presente pra vocês dois?

Ela arqueou uma sobrancelha.

- Como assim?

Apontei para a vitrine.

- Uma lingerie nova… Para apimentar as coisas.

Os olhos dela brilharam com interesse.

- Hum, boa ideia.

Sem hesitar, ela entrou na loja, e eu a segui. Marina não tinha vergonha de nada, sempre foi mais destemida do que eu. Eu, por outro lado, já sentia meu rosto aquecer um pouco só por estar ali.

Assim que pisamos no interior da loja, fomos recebidas por uma vendedora loira e simpática.

- Boa tarde, meninas! Posso ajudá-las?

Marina sorriu.

- Sim! Quero algo bem sexy.

A vendedora sorriu de volta.

- Algo específico em mente?

Marina olhou ao redor e logo apontou para uma peça exposta: um conjunto vermelho de renda, com detalhes delicados, mas provocantes.

- Esse.

- Excelente escolha. Vermelho é uma cor poderosa.

A vendedora pegou o conjunto no tamanho dela e entregou.

- Você quer levar um também? -Marina perguntou para mim, empolgada.

Senti meu rosto esquentar.

- Eu?

- Sim! Compra um pra usar com o Harry.

- Marina! -sussurrei, olhando para os lados.

Ela riu da minha reação.

- Ah, qual é, Bruna! Você namora um dos caras mais lindos do campus. Tenho certeza de que ele ia adorar.

- Não é isso… -murmurei, ainda sentindo meu rosto queimando.

A vendedora, que parecia achar graça da nossa interação, sorriu para mim.

- Se quiser, posso sugerir algo especial. Temos muitas opções lindas e sofisticadas.

Eu hesitei, olhando para os conjuntos em exposição. Tinham peças realmente bonitas, algumas mais discretas, outras bem ousadas.

Antes que eu respondesse, a vendedora disse:

- Aliás, além das lingeries, temos uma seção especial nos fundos da loja. Produtos sensuais para casais. Vocês gostariam de dar uma olhada?

Marina praticamente pulou de empolgação.

- Sério?!

Eu vi os olhos dela brilharem de entusiasmo, e já sabia que ela estava prestes a dizer “sim”.

Antes que ela respondesse, sorri educadamente para a vendedora e disse:

- Não, obrigada. Estamos só olhando lingeries mesmo.

Marina me encarou indignada.

- Bruna!

Dei de ombros.

- Você quer apimentar as coisas, não virar uma estrela de filme adulto.

Ela bufou, cruzando os braços.

- Você é muito careta.

- E você se empolga demais.

A vendedora riu.

- Bom, se mudarem de ideia, me avisem.

Marina pegou sua lingerie nova, ainda resmungando um pouco sobre como eu era “sem graça”.

- Você não tem curiosidade nenhuma? -ela perguntou, cruzando os braços.

- Nenhuma! -respondi rápido demais, o que fez ela rir.

- Ah, Bruna… você tem muito a aprender.

Revirei os olhos.

- Marina, pelo amor de Deus…

Ela me ignorou completamente e olhou para a vendedora de volta.

- Só por curiosidade, vocês têm aqueles de… -ela fez uma pausa dramática, me olhando de canto.- 30 centímetros?

Senti meu rosto queimar na hora.

- Marina!

A vendedora, profissional ao extremo, apenas sorriu educadamente.

- Temos, sim. Diferentes modelos e texturas.

Marina bateu palmas, animada.

- Agora eu realmente quero ver.

- Meu Deus, me tira daqui! -falei, cobrindo o rosto com as mãos.

Marina riu alto.

- Relaxa, Bruna, é só curiosidade acadêmica.

- Ah, claro! Super educativo.

Ela me abraçou de lado, ainda rindo da minha vergonha.

- Um dia você vai me agradecer por expandir seus horizontes.

Duvidava muito disso.

Antes que Marina pudesse abrir a boca para pedir para a vendedora nos levar até a sessão de sex shop, tratei de cortar o assunto rapidamente:

- Eu queria ver algumas opções de lingerie roxa. Você pode me mostrar?

A vendedora assentiu de imediato, parecendo satisfeita por voltar ao assunto principal.

- Claro! Temos vários modelos lindos nessa cor. Me acompanhem.

Marina bufou ao meu lado.

- Você estragou minha diversão.

- Eu te salvei de passar vergonha. -retruquei, cruzando os braços.

Ela riu.

- Eu não tenho vergonha, Bruna. Você que tem demais por nós duas.

Talvez fosse verdade, mas naquele momento, minha prioridade era sair daquele assunto o mais rápido possível.

A vendedora nos levou até uma parte da loja onde estavam várias lingeries roxas, de diferentes estilos e rendas. Peguei algumas peças e comecei a analisar.

- Alguma preferência de tom? -a vendedora perguntou.

- Acho que um tom mais escuro… -respondi, pegando um conjunto de renda vinho e observando os detalhes. Era elegante e sexy na medida certa.

Marina, por outro lado, estava pegando os modelos mais ousados e me encarando com um sorrisinho.

- Acho que o Harry ia gostar mais desse. -ela levantou um conjunto minúsculo, feito quase só de tiras e renda.

Olhei para aquilo e depois para ela.

- Nem em um milhão de anos.

Ela gargalhou.

- Ai, Bruna… um dia ainda vou te corromper.

Revirei os olhos e continuei olhando as opções, ignorando as risadinhas dela ao meu lado.

Depois de finalmente escolher minha lingerie — um conjunto de renda roxa elegante, mas nada exagerado como as sugestões de Marina —, fomos até o caixa, pagamos nossas compras e saímos da loja. Marina ainda ria, se divertindo às minhas custas.

- Você devia ter visto sua cara quando eu mostrei aquele conjunto. -ela zombou enquanto caminhávamos pelo shopping.

Revirei os olhos, mas não pude evitar um pequeno sorriso.

- Você tem um gosto muito… ousado, isso sim.

- Eu apenas sei o que fica bonito. -ela deu de ombros, convencida.- E você devia se arriscar mais, Bruna. Harry ia adorar.

Senti meu rosto esquentar.

- Eu não quero falar sobre isso.

Marina gargalhou.

- Você fica toda tímida! Isso é tão fofo.

Suspirei, exasperada.

- Vamos logo comer.

Seguimos para o Burger King e fizemos nossos pedidos. Enquanto esperávamos, Marina ainda me olhava com um sorriso travesso.

- O que foi agora? -perguntei, pegando meu refrigerante.

- Só estou lembrando da sua cara quando a vendedora falou da seção de sex shop. -ela riu novamente.- Eu nunca te vi negar algo tão rápido.

Bufei.

- Eu não queria ficar ali ouvindo você perguntar sobre brinquedos de trinta centímetros!

Ela riu ainda mais alto.

- Ah, Bruna, você me conhece. Eu só estava me divertindo.

Pegamos nossos lanches e nos sentamos em uma mesa mais reservada. Marina ainda tinha aquele sorriso no rosto, claramente se divertindo às minhas custas, mas logo sua expressão ficou um pouco mais séria.

- Falando sério agora… Você tá bem com o Harry?

Mordi um pedaço do meu sanduíche antes de responder.

- Sim, por quê?

- Sei lá… você sempre parece meio receosa quando o assunto é sexo.

Suspirei.

- Não é isso… só acho que essas coisas são mais íntimas. Não vejo graça em sair comentando por aí.

Marina assentiu, parecendo entender.

- Tudo bem, eu respeito. Mas se precisar de conselhos, já sabe.

Sorri para ela.

- Sei sim.

Continuamos nossa refeição, conversando sobre outros assuntos, até que meu celular vibrou com uma mensagem de Harry.

"Oi, amor. Tá ocupada?"

Marina espiou por cima do meu ombro e sorriu.

- Fala nele e ele aparece.

Ri, balançando a cabeça, antes de responder.

"Estou no shopping com a Marina. E você?"

Harry respondeu rápido.

"Estou no dormitório. Pensei em te chamar para sair mais tarde. Que acha?"

Li a mensagem e mordi o lábio, pensando. Antes que eu respondesse, Marina já estava espiando a tela do meu celular com aquele olhar travesso dela.

- Vai sair com ele?

- Talvez… -respondi, sem querer dar muito assunto.

- Ah, Bruna! -Marina revirou os olhos, exageradamente.- Se você não quiser ir, manda ele vir até aqui.

Revirei os olhos e digitei.

"Talvez. Quer vir até o shopping?"

Ele demorou um pouco mais para responder.

"Pode ser. Em uns 20 minutos estou aí."

Mostrei a mensagem para Marina, que sorriu satisfeita.

- Ótimo. Assim eu vejo se ele merece mesmo aquela sua lingerie nova.

- Marina! -soltei, horrorizada, e ela caiu na risada.

- O quê? Eu sou uma boa amiga!

Ignorei seus comentários e terminei meu lanche enquanto conversávamos sobre o presente de Victor. Marina estava animada, mas eu percebia que não era aquela empolgação toda. 

- E você? Está ansiosa para o aniversário do Victor? -perguntei.

Ela deu de ombros.

- Ansiosa pra reação dele vendo minha lingerie nova.

- Misericórdia, Marina.

Ela riu.

- Brincadeira. Mas, sinceramente, acho que ele está mais animado que eu.

Antes que eu pudesse responder, senti mãos suaves tocarem meus ombros por trás. Virei o rosto e encontrei os olhos azuis de Harry me encarando com um sorriso.

- Oi, amor. -ele disse, inclinando-se para me dar um beijo rápido.

Senti Marina se ajeitar na cadeira, claramente interessada na interação.

- Oi. -sorri, feliz por vê-lo.- Você foi rápido.

- Eu já estava a caminho.

Ele se sentou ao meu lado e olhou para Marina.

- Oi, Marina.

- Oi, Harry. -ela respondeu com um sorrisinho.- Sua namorada aqui acabou de fazer uma compra bem interessante.

Senti meu rosto esquentar imediatamente.

Harry me olhou curioso.

- Que compra?

- Nada! -respondi rápido, enquanto Marina ria.

- Ok… -ele ergueu uma sobrancelha, mas não insistiu.

Passei a mão no rosto, envergonhada, e olhei para Marina com um olhar de repreensão.

- Você é impossível.

Ela apenas riu mais e continuamos a conversa.

- Você quer me matar de vergonha, né? -murmurei para Marina, enquanto mexia no canudo do meu refrigerante.

- Relaxa, Bruna. O Harry já sabe que você não dorme de pijama de ursinho. -ela piscou para mim, se divertindo às minhas custas.

Harry riu baixo ao meu lado e me olhou.

- Você fica fofa envergonhada.

Revirei os olhos e tomei um gole do meu refrigerante.

- Vamos mudar de assunto?

- Ah, que sem graça! -Marina fez um bico.- Mas tudo bem. Já escolhi o presente do Victor e já comi. Acho que minha missão aqui acabou.

- Você quer ir embora? -perguntei.

- Depende. -ela apoiou o queixo na mão, olhando para mim e Harry com um sorrisinho.- Vocês querem ficar um tempo sozinhos?

Engasguei com o refrigerante. Harry deu um sorriso contido, achando graça, mas esperou minha resposta.

- Não seja ridícula, Marina.

- O que foi? Só estou sendo uma boa amiga!

- Pode parar.

Ela riu e se levantou.

- Tudo bem, eu vou dar uma volta então. Talvez veja aqueles "produtos de 30 centímetros" que você me proibiu de olhar…

- Oh Marina! -soltei, horrorizada, enquanto ela gargalhava.

Harry franziu o cenho.

- Do que vocês estão falando?

- Nada! -respondi rápido, enquanto Marina saía rindo.

Harry olhou para mim, ainda desconfiado.

- Vocês são muito suspeitas.

- Ignora. Marina não tem filtro.

Ele sorriu e segurou minha mão sobre a mesa.

- Então… quer dar uma volta comigo?

Eu assenti e saímos do Burger King, caminhando pelo shopping de mãos dadas. A vergonha que Marina me fez passar foi esquecida quando Harry me puxou delicadamente para mais perto e roçou os lábios nos meus.

- Estava com saudade de você.

Sorri, sentindo o coração acelerar.

- A gente se viu hoje mais cedo.

- E daí? Poucas horas já é muito tempo.

Meu sorriso aumentou e ele me beijou de novo, suave, sem pressa. O shopping estava cheio, mas, por um momento, parecia que só existíamos nós dois.

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