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Capítulo 29

Marina Narrando

A tensão no ar era palpável.

Bruna não dizia nada, e eu podia ver nos olhos dela que sua cabeça estava a mil. Harry parecia satisfeito com a explicação, mas ainda analisava tudo ao redor, como se sentisse que algo estava errado.

E eu? Eu só queria que ele fosse embora logo.

- Bom… -Harry pigarreou, colocando as mãos nos bolsos.- Eu tava indo pro meu dormitório deixar minhas coisas, mas quis passar aqui primeiro pra ver você, amor. Depois a gente pode sair pra fazer alguma coisa?

Bruna piscou algumas vezes, parecendo processar a pergunta.

- Ah… eu… -ela passou a língua pelos lábios, nervosa.- Eu te mando mensagem, tá?

O olhar de Harry se demorou nela por um momento antes de ele assentir.

- Tá bom. -ele sorriu de leve.- Tava com saudades.

Ele se inclinou para beijá-la novamente, e dessa vez Bruna retribuiu o beijo, mas foi rápido, meio automático.

- A gente se fala depois. -ele disse, lançando um último olhar para mim e para Justin antes de finalmente sair.

A porta se fechou, e Bruna soltou um suspiro longo, fechando os olhos por um segundo.

- Eu tô fodida.

Olívia riu pelo nariz.

- Um pouco.

- Um pouco? -Bruna abriu os olhos, exasperada.- Eu acabei de beijar dois caras diferentes no intervalo de cinco minutos!

Virgínia segurou um riso.

- Bom, tecnicamente, o beijo no Harry foi meio… nhé.

Justin, que estava quieto até então, cruzou os braços e encostou-se no batente da porta.

- Sério que você vai continuar com ele depois de tudo isso?

Bruna olhou para ele como se quisesse matá-lo.

- Você não tá ajudando!

- Eu nem tô tentando ajudar. -ele deu de ombros.

Suspirei, esfregando o rosto.

- Tá, chega desse drama amoroso. -falei, tentando mudar de assunto.

Mas assim que as palavras saíram da minha boca, percebi que preferia mil vezes o drama amoroso de Bruna do que ficar sozinha com meus próprios pensamentos.

Porque a lembrança daquela noite, antes da virada do ano, ainda me assombrava.

A casa dos pais de Victor. O jantar. O pai dele.

O toque.

Engoli em seco e cruzei os braços, sentindo minha pele arrepiar.

Por Deus, eu queria esquecer aquilo.

- Marina? -a voz de Olívia me chamou de volta, e percebi que todas estavam me olhando.

- O quê?

- Você ficou estranha de repente. Tá tudo bem?

Eu abri a boca para dizer "sim", mas hesitei por um segundo a mais do que deveria.

- Claro. -respondi rápido demais.- Só tô cansada das férias.

Bruna me olhou de lado, desconfiada, mas não disse nada.

Justin também me analisou por um momento, franzindo o cenho, como se tentasse decifrar o que estava se passando na minha cabeça.

Mas antes que ele pudesse falar qualquer coisa, balancei a cabeça e sorri fraco.

- Eu só preciso de um banho e de um café.

Olívia e Virgínia pareceram aceitar a resposta, mas Bruna não.

E eu sabia que, em algum momento, ela ia me perguntar o que estava acontecendo.

[...]

O vento gelado cortava minha pele enquanto eu caminhava até a lanchonete. O inverno em Nova York não brincava, e eu me xingava mentalmente por não ter trazido luvas.

Eu nem sabia ao certo por que estava indo encontrar Victor. Depois da mensagem que ele mandou, dizendo que precisava me ver, que não estava bem, algo dentro de mim me fez querer ir. Talvez porque eu mesma não estivesse completamente bem.

Quando cheguei à lanchonete, meus olhos procuraram por ele entre as mesas. Não demorou muito para encontrá-lo, sentado no canto, de cabeça baixa, mexendo distraidamente no copo de café à sua frente.

Suspirei e fui até ele.

-;Ei.

Ele levantou o olhar rapidamente, e meu peito apertou ao vê-lo tão abatido. Havia olheiras profundas sob seus olhos, e sua expressão era de puro cansaço.

- Marina… -ele se ajeitou na cadeira, e eu sentei de frente para ele.

Por alguns segundos, ficamos em silêncio. Apenas o som das pessoas conversando ao nosso redor preenchia o ambiente.

- Como você tá? -perguntei, mesmo sabendo a resposta.

Ele soltou uma risada sem humor.

- Horrível.

Desviei o olhar, passando as mãos nos braços para tentar me aquecer.

- Eu também. Toda vez que lembro, sinto... arrepios. -confessei, apertando os lábios. 

Victor fechou os olhos e balançou a cabeça, como se odiasse ouvir aquilo.

- Isso nunca deveria ter acontecido. 

- Mas aconteceu. -dei de ombros.- É melhor você esquecer isso.

Ele me encarou com intensidade.

- Esquecer? -sua voz saiu meio rouca.- Marina, eu nunca vou esquecer isso.

- Victor...

- Eu nunca vou esquecer porque você é a pessoa que eu amo. -ele disse de uma vez, sem rodeios.

Meu coração deu um salto dentro do peito.

Eu o encarei, surpresa, sem saber o que dizer.

Victor nunca tinha falado isso antes. Nunca.

A verdade era que eu sabia que ele gostava de mim, mas ouvir aquelas palavras ditas tão diretamente fez algo dentro de mim se revirar.

Engoli em seco.

- O quê?

Ele esfregou o rosto, parecendo hesitante por um segundo. Mas quando voltou a me olhar, sua expressão era firme.

- Eu te amo, Marina.

Meu coração batia tão forte que eu sentia no pescoço.

Segurei a mão de Victor por impulso. Estava gelada, mas firme entre a minha.

- Eu também te amo. -as palavras escaparam antes que eu pudesse pensar nelas.

Os olhos dele se arregalaram ligeiramente, como se não esperasse ouvir isso, mas logo sua expressão suavizou.

- Marina...

Apertei sua mão um pouco mais forte.

- Obrigada por ter acreditado em mim. -minha voz saiu baixa, mas sincera.- Por ter me defendido, por estar aqui agora. Eu não sei o que faria sem você.

Os dedos dele se entrelaçaram nos meus, e ele levou minha mão até seus lábios, deixando um beijo suave nela.

- Eu sempre vou estar aqui pra você. Sempre.

Um calor estranho preencheu meu peito, apesar do frio lá fora.

Pela primeira vez em dias, me senti segura.

Victor manteve minha mão entre as dele, esfregando suavemente meus dedos como se quisesse aquecê-los. O frio lá fora era cortante, e a lanchonete não ajudava muito, mas naquele momento, a temperatura era o que menos importava.

- Você tá tremendo. +ele observou, franzindo a testa.

- É o frio. -menti, mesmo sabendo que parte dos calafrios vinham das lembranças daquela noite horrível.

Victor suspirou e tirou o cachecol do próprio pescoço, enrolando-o cuidadosamente ao redor do meu. O cheiro dele me envolveu no mesmo instante, trazendo um conforto inesperado.

- Assim tá melhor? -perguntou, com um meio sorriso.

Assenti, apertando o tecido macio contra meu queixo.

- Melhor.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, apenas segurando as mãos um do outro, até que ele respirou fundo, parecendo reunir coragem para falar:

- Eu queria que isso nunca tivesse acontecido com você. Eu… -ele parou, passando a mão pelo cabelo.- Só de pensar nisso, eu fico… eu fico puto.

Engoli em seco.

- Eu sei. Mas não quero que você carregue isso como se fosse sua culpa.

- Eu não carrego como culpa. -ele me olhou nos olhos, sua voz baixa, mas firme. -Eu carrego como uma promessa. Eu nunca vou deixar nada nem ninguém te machucar de novo.

As palavras dele aqueceram algo dentro de mim, algo que estava gelado desde aquela noite.

Um garçom se aproximou, perguntando se queríamos pedir algo. Victor me olhou, esperando minha decisão.

- Que tal um chocolate quente? -sugeri.

Ele sorriu, e pela primeira vez naquela manhã, seu olhar pareceu menos carregado.

- Perfeito.

E enquanto esperávamos nossa bebida, ainda segurando as mãos um do outro, eu soube que não estava sozinha.

[...]

O quarto de Victor estava aquecido, mas ainda assim, eu me encolhi mais contra seu peito, buscando o calor do corpo dele. Os lençóis estavam emaranhados ao nosso redor, nossos corpos ainda ofegantes, relaxados depois do que tínhamos acabado de compartilhar.

Ele passou os dedos suavemente pelo meu braço, desenhando padrões invisíveis na minha pele, e senti seu peito subir e descer devagar, como se estivesse tentando reunir coragem para dizer algo.

- Marina… -a voz dele saiu baixa, hesitante.

Levantei um pouco a cabeça para olhá-lo. Seus olhos castanhos estavam escuros na pouca luz do quarto, carregados de uma incerteza que me fez franzir a testa.

- O que foi? -perguntei suavemente.

Victor desviou o olhar por um momento, respirando fundo.

- Antes, na lanchonete… -ele umedeceu os lábios.- Quando você disse que me amava… você falou sério?

O coração deu um salto no meu peito.

- Como assim?

- Eu quero saber se você realmente sente isso ou… se só disse porque eu disse primeiro.

A insegurança na voz dele me partiu o coração. Ele parecia vulnerável, algo que raramente deixava transparecer.

Me apoiei no cotovelo para ter uma visão melhor do rosto dele, passando meus dedos levemente pela linha de sua mandíbula.

- Eu falei sério, Victor. -minha voz era suave, mas firme.- Eu te amo de verdade.

O olhar dele encontrou o meu rapidamente, como se precisasse confirmar que eu não estava apenas tentando agradá-lo.

- Você tem certeza?

Sorri de leve e beijei sua bochecha, depois sua testa, e por fim, rocei meus lábios nos dele antes de sussurrar:

- Absoluta.

O alívio brilhou em seus olhos, e ele me puxou para um abraço apertado, escondendo o rosto no meu pescoço.

- Eu sou completamente louco por você, sabia? -murmurou contra minha pele.

Fechei os olhos, sentindo meu peito se aquecer de um jeito que nada tinha a ver com o calor do quarto.

- Eu sei. -respondi, sorrindo.- E acredite, é recíproco.

Victor soltou um riso baixo, segurando meu rosto com as duas mãos e me beijando com uma mistura de paixão e ternura.

E ali, envolvida em seus braços, eu soube que nunca tinha dito nada tão verdadeiro quanto aquelas três palavras.

Ficamos ali, apenas sentindo a respiração um do outro, até que Victor quebrou o silêncio.

- Às vezes eu me pergunto se isso é suficiente.

Franzi a testa e levantei a cabeça para olhá-lo novamente.

- Como assim?

Ele desviou o olhar para o teto, mordendo o lábio inferior antes de continuar.

- Eu vejo o jeito que você e o Luan se olham… a cumplicidade que vocês têm. E não estou falando só da amizade, Marina. É algo mais.

Me sentei um pouco, apoiando o braço no colchão.

- Victor, eu e o Luan somos amigos. Só amigos.

- Eu sei, mas… -ele suspirou e passou a mão pelos cabelos.- Eu não sou burro. Sei que você sente alguma coisa por ele.

Um peso se instalou no meu peito. Eu queria negar, dizer que ele estava errado, mas… eu sabia que não podia mentir para ele.

- Eu… -minha voz falhou, e eu respirei fundo antes de tentar de novo.- Eu me importo muito com ele. Mas isso não muda o que eu sinto por você.

Victor riu sem humor, balançando a cabeça.

- Eu sei que você me ama, Marina. Mas eu tenho medo de que, no fundo, seu coração não seja totalmente meu.

Engoli em seco.

- Victor, eu escolhi você. Se eu quisesse o Luan, eu já teria feito algo sobre isso. Mas eu não quero. Eu quero você.

Ele ficou me olhando por alguns segundos, analisando cada traço do meu rosto, como se tentasse encontrar alguma hesitação na minha expressão.

- Você tem certeza da sua decisão? -ele perguntou, a voz mais baixa.

Segurei seu rosto entre minhas mãos e o fiz olhar nos meus olhos.

- Absoluta.

Ele suspirou, relaxando um pouco, mas ainda parecia haver algo pesando em sua mente.

- Só me promete uma coisa.

- O quê?

- Que se um dia perceber que quer outra pessoa… que vai me dizer a verdade.

Meu coração apertou.

- Victor…

- Só promete, Marina.

Mordi o lábio e assenti.

- Eu prometo.

Ele soltou um suspiro longo, como se estivesse tentando se livrar de um peso, e me puxou para mais perto, abraçando-me com força.

Ficamos ali, abraçados, enquanto a neve caía lá fora, e eu tentava ignorar a pequena pontada de incerteza que suas palavras tinham deixado dentro de mim.

Segunda-feira, 06 de Janeiro de 2025

A sala de aula estava cheia de conversas animadas enquanto os alunos se acomodavam para o início da aula de Introdução à Atuação. Eu estava sentada ao lado de Victor, mas ainda sentia um leve desconforto no peito. Tentei me distrair, afastar qualquer pensamento ruim, e foi quando algo me veio à mente.

Virei para ele, apoiando o queixo na mão.

- Ei, quando é o seu aniversário?

Victor ergueu uma sobrancelha, parecendo surpreso com a pergunta repentina.

- 6 de fevereiro.

Me endireitei na cadeira, arregalando os olhos.

- O quê?! Mas isso é literalmente daqui 1 mês! Meu Deus, Victor, eu preciso pensar num presente!

Ele riu baixo, balançando a cabeça.

- Você não precisa me dar nada, Marina.

- Claro que preciso! -cruzei os braços, já começando a pensar nas possibilidades.- Meu namorado faz aniversário e eu não vou dar nada? Isso seria imperdoável.

Ele sorriu, divertido com meu súbito entusiasmo.

- Sério, não precisa. Só de passar o dia comigo já tá ótimo.

- Ah, não, não, não. -balancei o dedo.- Agora que eu sei que é tão perto, vou caprichar. Vai ser especial, Victor. Você merece.

O sorriso dele ficou mais suave, e ele passou o braço ao redor dos meus ombros, me puxando para perto.

- Se você tá tão determinada, então acho que não tem como te impedir.

- Exato. -sorri, animada.- Agora só preciso decidir o que vou fazer.

Victor riu de novo e beijou minha têmpora.

- Tenho certeza de que vou gostar, seja o que for.

Mas na minha cabeça, eu já estava planejando. Afinal, eu queria que fosse perfeito.

No horário de almoço, eu, Bruna, Virgínia e Olívia estávamos sentadas juntas na mesa, conversando sobre as aulas da manhã. O refeitório estava cheio, como sempre, e o barulho das conversas se misturava ao som dos talheres batendo nos pratos.

Foi então que Virgínia, com um brilho nos olhos, sugeriu:

- E se a gente fizesse uma festa no nosso dormitório?

Antes que eu pudesse reagir, Olívia quase saltou na cadeira.

- Sim! Eu apoio completamente essa ideia!

Bruna sorriu de canto, olhando para Virgínia com curiosidade.

- Uma festa? Assim, do nada?

- Por que não? -Virgínia deu de ombros.- A gente sempre tá indo nas festas dos outros e nunca fizemos uma. Além disso, o semestre acabou de começar, então não estamos atoladas de trabalho ainda.

- E seria uma ótima desculpa pra nos arrumarmos e nos divertir um pouco. -Olívia acrescentou, empolgada.

Eu ri, pegando meu suco e dando um gole antes de responder.

- Ok, eu gosto da ideia. Mas como a gente vai organizar isso?

- Bom, isso vocês podem deixar comigo. -Virgínia disse, cruzando os braços.

Bruna, que estava brincando com a comida no prato, ergueu a cabeça.

- E a gente pode chamar quem?

- Isso vai depender do tipo de festa que queremos. -Virgínia respondeu.

- Algo pequeno, sem chamar a atenção. -sugeri.

- Ah, Marina, para! -Olívia resmungou.- Logo você, querendo algo sem exagero? Vai dizer que você não quer ver umas pessoas interessantes por lá?

Revirei os olhos, rindo.

- Tá bom, tá bom. Pode ter um pouco de exagero.

- Fechado! -Virgínia bateu as mãos, satisfeita.- Então temos uma festa para planejar!

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