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Capítulo 33

Marina Narrando

Eu estava no meio da sala, dançando e bebendo, quando senti um braço em volta da minha cintura. Olhei para o lado e vi Virgínia sorrindo.

- Você mandou muito bem nessa playlist! -ela disse alto, tentando se fazer ouvir por cima da música.- Tá todo mundo curtindo!

Sorri, satisfeita. Eu sabia que tinha bom gosto.

- Eu disse que ia ser um sucesso. -respondi, balançando o copo em minha mão antes de dar um gole generoso.

Estava tudo perfeito. A festa estava cheia, a música animada, e eu realmente precisava desse momento de distração depois da semana pesada que tive.

Depois de dançar um pouco mais, senti o álcool começar a bater. Resolvi subir para ir ao banheiro antes de beber mais. Atravessei o corredor, desviando de algumas pessoas que estavam encostadas nas paredes conversando, e quando cheguei à porta do banheiro, vi que estava apenas encostada.

Empurrei devagar e congelei ao ver Victor inclinado sobre a pia, inalando uma fileira de cocaína. Ele levantou a cabeça rapidamente ao me notar, os olhos arregalados, claramente pego de surpresa.

- Droga, Marina! -ele resmungou, passando a mão no nariz, tentando disfarçar.

Revirei os olhos, cruzando os braços.

- Sério, Victor? Aqui na minha festa? No banheiro que divido com as meninas?

Ele bufou, pegando o saquinho com o pó e enfiando no bolso.

- Relaxa, não é como se fosse um crime capital. -retrucou, dando um sorrisinho de canto.

Suspirei, sentindo meu estômago revirar. Eu odiava quando ele fazia isso. Desde que comecei a sair com ele, já sabia do seu envolvimento com drogas, mas sempre tentava fingir que isso não era um problema. No entanto, vê-lo ali, tão à vontade, como se fosse algo normal, me fez sentir um nó na garganta.

- Você precisa parar com isso. -falei firme, cruzando os braços.- Isso tá te destruindo, Victor.

Ele riu debochado.

- Ai, Marina, para. Eu sei o que eu tô fazendo. Eu me controlo.

- Se controla? Em toda festa você cheira! Desde que te conheço. Você não sabe se divertir sem isso?

Ele apenas me olhava, aquele maldito sorriso nos lábios, como se estivesse achando graça da minha indignação.

- Quer um pouco? -perguntou, tirando o saquinho do bolso e balançando na minha direção.

Me afastei de imediato, olhando para ele como se tivesse acabado de me xingar.

- Tá brincando comigo? -perguntei, incrédula.

Ele deu de ombros.

- Vai dizer que nunca teve curiosidade?

- Nunca. -rebati na hora.

Ele me encarou por alguns segundos, como se tentasse ver se eu falava sério. Então riu, balançando a cabeça.

- Você é engraçada. -disse.- Tá toda certinha agora, mas bebe igual uma esponja e se joga nas festas como ninguém.

- Beber é uma coisa, cheirar é outra completamente diferente. -retruquei, já perdendo a paciência.

Victor suspirou, guardando a droga novamente e passando a mão no cabelo.

- Tá bom, tá bom. Esquece isso. Não precisa me dar sermão agora.

Eu não queria brigar, mas essa cena me incomodou mais do que deveria. Apenas balancei a cabeça, respirando fundo.

- Só… Para com isso, Victor. Por favor.

Ele me olhou por um momento e depois estendeu a mão para segurar minha cintura, me puxando para mais perto.

- Para de se preocupar comigo. -murmurou- Tá tudo bem.

Mas não estava. Eu sabia que não. Não o respondi. Apenas me afastei dele e lhe dei as costas.

A música alta ecoava pelo dormitório enquanto eu descia as escadas de volta para a festa, tentando ignorar o enjoo que subia pelo meu estômago. Não sabia se era o álcool, a visão de Victor no banheiro ou a mistura dos dois.

A vontade de ir ao banheiro já tinha passado, e agora minha atenção estava voltada para outra coisa. No meio da sala, entre as pessoas dançando, meus olhos encontraram Luan. Mas ele não estava sozinho.

Chloe estava ali, beijando ele.

Minha expressão se fechou na hora. Eu sabia muito bem que ninguém tinha convidado essa garota. Na verdade, do grupinho dela, a única que chamamos foi Alicia, porque, entre todas, ela era a única suportável.

Mas Chloe?

Chloe estava ali, toda plena, agarrada no Luan como se fosse dona do lugar.

Meu sangue ferveu. Não sei se era pelo fato dela ter vindo de penetra ou pelo fato de estar beijando ele. Mas, sinceramente, não importava. Só sei que comecei a andar na direção deles, sentindo alguns olhares me acompanhando, esperando a treta acontecer.

Quando cheguei perto, cutuquei o ombro dela três vezes, interrompendo aquele beijo nojento. Ela abriu os olhos devagar, claramente irritada por eu ter atrapalhado.

- O que foi? -ela perguntou, secando a boca com o dorso da mão e me lançando um olhar impaciente.

Cruzei os braços, arqueando a sobrancelha.

- Entrar de penetra em festa é muito feio, sabia?

Chloe revirou os olhos e riu debochada.

- Ah, por favor, quem é você? A dona da festa?

- Basicamente, sim. -sorri falsa.- E se você não foi convidada, não deveria estar aqui.

Luan, que estava ao lado dela, suspirou pesadamente, claramente incomodado com a situação.

- Marina, qual é? É só uma festa. -ele disse, tentando amenizar.

Olhei para ele sem paciência.

- Não te perguntei nada, Luan.

Ele estreitou os olhos para mim, mas eu já tinha voltado minha atenção para Chloe, que cruzou os braços, como se estivesse me desafiando.

- Relaxa, Bieber. Só estou aqui para curtir a festa como todo mundo.

- Não. Você está aqui porque é uma folgada. -ela me lançou um olhar irritado, e eu retribuí com um sorriso sarcástico.- Mas já que você gosta de se enfiar onde não é chamada, eu posso muito bem pedir para alguém te tirar daqui. O que acha?

Chloe apertou os lábios, claramente incomodada, mas tentou segurar a pose.

- Nossa, você é muito recalcada.

Soltei uma risada curta.

- E você muito inconveniente. Agora, seja esperta e vá embora por conta própria.

Ela bufou, mas pegou a bolsa e saiu pisando forte, chamando Alicia no meio do caminho.

Virei para Luan e soltei um suspiro pesado.

- Sério?

Ele passou a mão pelos cabelos e me olhou impaciente.

- Qual é o seu problema?

- Meu problema? Meu problema é você ficar com qualquer garota nojenta que aparece!

Ele riu sem humor.

- Ah, então é isso.

Fuzilei ele com os olhos.

- Só para deixar claro: eu não me importo, tá? Só acho patético.

Luan me encarou por alguns segundos, como se estivesse tentando entender alguma coisa, mas depois apenas balançou a cabeça, pegou um copo de cerveja e saiu andando.

Eu bufei, irritada, e fui pegar mais uma bebida. 

Peguei mais uma bebida e dei um longo gole, sentindo o álcool descer quente pela garganta. Eu não deveria estar irritada com Luan, mas estava. Na verdade, estava irritada com muita coisa. Com Victor, com Chloe, com essa festa que estava começando a me dar dor de cabeça.

Soltei um suspiro pesado e me virei para voltar a dançar, mas, antes que pudesse dar um passo, senti alguém agarrar meu braço com força.

- Marina, preciso falar com você. -a voz de Justin soou séria, mas um pouco arrastada.

Olhei para ele e franzi a testa na hora. Meu irmão estava com os olhos vermelhos, as pupilas dilatadas, um sorriso meio torto nos lábios. Ele estava chapado. E não era só de álcool.

Puxei meu braço de volta, estreitando os olhos.

- O que foi? -perguntei, já sem paciência.

Justin olhou para os lados, como se estivesse conferindo se alguém estava prestando atenção na gente. Então, segurou meu rosto com as duas mãos e se inclinou mais perto, falando num tom mais baixo:

- Marina, escuta, tem uma parada séria rolando no campus.

Revirei os olhos e empurrei suas mãos para longe.

- Ah, pelo amor de Deus, Justin. Você tá doidão e quer vir com papo sério agora?

Ele franziu a testa, claramente frustrado.

- Eu não tô doidão. -argumentou, mas seu tom de voz o entregava completamente.

Cruzei os braços.

- Não? Então por que seus olhos tão vermelhos? Por que você tá falando assim?

Justin passou a mão no rosto e bufou.

- Tá bom, tá bom. Eu fumei um pouco. Mas isso não tem nada a ver! O que eu tô falando é sério, Marina.

Suspirei, impaciente.

- Olha, seja lá o que for, fala comigo amanhã. Eu não vou ter essa conversa com você assim.

- Mas é importante!

- E você tá chapado! -retruquei, aumentando o tom de voz.

Ele me encarou por alguns segundos, respirando fundo, como se tentasse achar um jeito de me convencer. Mas eu já tinha decidido que não ia ouvi-lo agora.

- Justin, se manda. - falei, pegando meu copo e dando as costas.

- Marina…

Ignorei e voltei para a pista de dança, decidida a esquecer essa cena.

Eu já tinha problemas o suficiente para lidar essa noite.

A música alta e as luzes coloridas ajudavam a distrair minha mente, mas, no fundo, tudo que eu queria era que essa festa acabasse logo. Eu já não tinha mais paciência para lidar com Victor se afundando nas drogas, Luan pegando qualquer garota só para me provocar, Chloe se enfiando onde não foi chamada, e agora Justin aparecendo do nada, completamente alterado, querendo falar de algo "importante".

Respirei fundo e balancei a cabeça, tentando me focar na batida da música enquanto movia o corpo de maneira automática. Virgínia apareceu ao meu lado, segurando dois copos e me entregando um.

- Você tá com uma cara péssima. -ela comentou, estreitando os olhos.

Peguei o copo e dei um gole antes de responder:

- Essa festa tá começando a me irritar.

- O que rolou?

- Victor cheirando cocaína no nosso banheiro, Chloe de penetra beijando Luan na minha festa, e meu irmão doidão tentando me contar um segredo super sério. -revirei os olhos.- Escolhe o que é pior.

Virgínia arregalou os olhos.

- Tá de brincadeira.

- Queria.

Ela bufou, balançando a cabeça.

- Olha, eu nem sei por onde começar, mas todo mundo sabe que o Victor tá nessa. Você que insiste em achar que ele vai mudar.

Fiz uma careta, sem vontade de discutir sobre isso agora.

- E quanto à Chloe… -Virgínia continuou, virando o resto do seu drink.- Se você quiser, eu mesma coloco ela pra correr da próxima vez.

Ri de leve, mas logo suspirei.

- Eu só quero que essa noite acabe logo.

Antes que ela pudesse responder, senti meu celular vibrando no bolso. Peguei o aparelho e vi uma mensagem de Victor.

"Desculpa pelo que rolou no banheiro. Tô saindo, mas te vejo depois?"

Revirei os olhos e bloqueei a tela sem responder. Eu realmente não tinha mais energia para lidar com ele hoje.

- Quem era? -Virgínia perguntou.

- Victor.

Ela soltou um longo suspiro.

- Marina…

- Eu não vou atrás dele. Não hoje.

Ela me analisou por um segundo e, então, assentiu.

- Então vem dançar. Esquece essa merda toda.

Eu queria. Deus sabe que eu queria. Mas, antes que pudesse seguir seu conselho, vi Justin do outro lado da sala, encostado na parede, bebendo algo enquanto falava com Ryan e Anthony. Seu olhar cruzou com o meu por um momento, e eu juro que vi algo diferente ali.

Preocupação.

Justin raramente ficava sério com qualquer coisa. Mas agora, mesmo sob o efeito da droga que usou, havia algo nos seus olhos que me fez hesitar.

Talvez eu devesse tê-lo escutado.

Mas já era tarde para isso.

Decidi que não queria mais ficar na festa, então subi as escadas para ir ao meu quarto. A música continuava alta no andar de baixo, mas eu já não tinha mais paciência para a festa. Tudo que eu queria era deitar na minha cama e esquecer essa noite.

Assim que cheguei ao meu quarto, girei a maçaneta e entrei, fechando a porta atrás de mim. Tirei as sandálias com um suspiro, sentindo os pés doerem depois de tantas horas em pé.

Acendi a luz e, quando me virei, levei um susto.

Luan estava ali.

Ele estava encostado na parede perto da janela, o corpo meio relaxado, mas os olhos fixos em mim. Seu olhar estava turvo, os cabelos bagunçados e um copo de bebida ainda em sua mão. Ele estava visivelmente bêbado.

- Que merda… -murmurei, passando a mão no rosto.- O que você tá fazendo aqui, Luan?

Ele soltou uma risada baixa, dando um gole na bebida antes de largar o copo na mesinha ao lado.

- A porta tava aberta. -ele deu de ombros, como se isso justificasse tudo.

Cruzei os braços.

- E isso significa que você pode simplesmente entrar?

Luan ignorou minha pergunta e caminhou na minha direção com passos lentos, mas determinados. Meu coração acelerou quando ele parou à minha frente, perto o suficiente para que eu sentisse o cheiro da bebida misturado ao perfume amadeirado que ele usava.

- Você ficou com ciúmes, né? -ele perguntou, com um sorrisinho preguiçoso.

Revirei os olhos.

- Nossa, Luan, pelo amor de Deus…

Tentei dar um passo para trás, mas ele segurou minha cintura antes que eu pudesse me afastar.

- Relaxa, Marina… -sua voz saiu baixa, rouca. Seus dedos apertaram minha pele levemente por cima do tecido da minha roupa.- Eu sei que você quer.

Meu coração bateu forte no peito.

- Você tá muito bêbado. -tentei manter a voz firme, mas minha respiração já estava irregular.

Luan aproximou o rosto do meu pescoço, roçando os lábios ali. Fechei os olhos por um segundo, sentindo um arrepio subir pela minha pele.

- Você também tá… -ele murmurou contra minha pele.- Não precisa fugir de mim.

Minha mente gritava que isso era uma péssima ideia. Mas meu corpo parecia não se importar. Eu queria negar, dizer para ele sair, mas, quando suas mãos deslizaram pela minha cintura e sua boca traçou um caminho quente pelo meu pescoço, todo o ar escapou dos meus pulmões.

Minhas mãos foram parar involuntariamente em seu peito, como se fosse um reflexo. Mas, em vez de empurrá-lo, acabei segurando sua camisa entre os dedos.

- Luan… -minha voz saiu baixa, quase como um suspiro.

Ele ergueu o rosto e nossos olhos se encontraram. Havia um brilho intenso nos dele, algo entre desejo e provocação.

- Para de se fazer de difícil, Bieber… -ele sussurrou, deslizando uma das mãos para a curva das minhas costas.

Minha mente estava uma bagunça. Eu sabia que ele estava bêbado. Eu sabia que isso não era certo. Mas, ao mesmo tempo, meu corpo reagia a cada toque dele, a cada palavra dita em um tom rouco.

Se eu cedesse, sabia que não teria volta.

Então, engoli em seco e tomei uma decisão.

Com as mãos em seu peito, o empurrei com força suficiente para criar uma distância entre nós. Luan franziu a testa, confuso.

- Você precisa sair. -falei, firme dessa vez.

Ele riu baixo, como se não acreditasse.

- Sério?

- Sim. Você tá bêbado. E eu tenho namorado.

Luan passou a língua pelos lábios e balançou a cabeça.

- Tá bom, tá bom… -ele ergueu as mãos em rendição, mas ainda havia um sorrisinho no canto dos lábios.- Mas eu sei que você quer.

Cruzei os braços, estreitando os olhos para ele.

- Boa noite, Luan.

Ele riu de novo, pegou o copo que tinha deixado na mesinha e caminhou até a porta. Antes de sair, lançou um último olhar para mim.

- Isso ainda vai acontecer, Bieber. Você sabe disso.

E então, ele se foi.

Soltei um longo suspiro, sentindo meu coração ainda acelerado.

Que droga.

Essa noite não podia acabar logo?

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