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Capítulo 31

Luan Narrando 

O som do meu despertador ecoou pelo dormitório, me arrancando do sono de um jeito nada agradável. Resmunguei e estiquei o braço para desligá-lo, sentindo o peso da preguiça no meu corpo.

Peguei o celular para desligar o alarme. Sentei na cama, esfregando o rosto, tentando afastar o sono. As aulas tinham voltado com tudo, e essa semana já estava sendo cansativa.

Passei a mão nos cabelos, bagunçando-os mais do que já estavam, e peguei meu moletom antes de sair do quarto. Precisava de um café urgente.

No refeitório, encontrei Ryan e me juntei a ele na mesa, pegando uma caneca de café e um pão.

- E aí, pronto pra festa na sexta? -Ryan perguntou, com um sorriso animado.

Revirei os olhos.

- Todo mundo só fala nisso.

- E não é pra menos. A Bruna, a Marina, a Olívia e a Virgínia organizando uma festa pela primeira vez? Vai ser épico.

Dei de ombros, bebendo um gole do café quente. Não era como se eu não gostasse de festas, mas meu foco estava em outras coisas agora. Eu queria avançar nas aulas de música, melhorar minhas composições. 

Mas, claro, tinha algo mais me distraindo. Ou melhor, alguém.

Marina.

Desde que as aulas voltaram, a gente não teve muito tempo pra conversar direito. Ela parecia estar sempre ocupada, ou com Bruna e as meninas, ou com Victor. E eu tentava não pensar muito nisso, mas era impossível.

Eu a observava de longe no campus, rindo com ele, segurando sua mão. Um incômodo crescia dentro de mim toda vez que via aquela cena.

- Tá muito pensativo, cara. -Ryan comentou, tirando-me dos meus devaneios.

- Só tô cansado. -desconversei, terminando meu café.

Mas eu sabia que não era só cansaço.

Era saudade.

Do nada, Chloe se aproximou de mim com aquele sorriso que eu já conhecia bem. Ela puxou uma cadeira e sentou ao meu lado, apoiando o cotovelo na mesa e inclinando levemente a cabeça enquanto me olhava de um jeito sugestivo.

- Bom dia, Luan. Como você está hoje?

Dei de ombros, sem vontade de entrar em detalhes.

- Bom dia, estou ótimo e você?

Ela riu baixinho.

- Estou bem. Me parece que você tá precisando se distrair.

Seus olhos brilharam com malícia enquanto ela mordia o lábio inferior. Chloe era assim, direta. Nunca escondeu que me queria, e nós já tínhamos nos beijado uma vez. Uma única vez.

E agora, olhando pra ela, uma ideia passou pela minha cabeça.

Harry estava com Bruna. Isso significava que ele não iria se importar se eu ficasse com Chloe novamente. Ele não ia fazer drama, não ia me banir de suas festas, nem criar qualquer problema por isso.

E eu? Bom, talvez eu precisasse mesmo me distrair.

Inclinei um pouco o corpo na direção dela, observando a forma como seus olhos se estreitaram e um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios.

- E como você sugere que eu faça isso? -perguntei, minha voz saindo um pouco mais baixa.

Ela riu, aproximando o rosto do meu.

- Acho que você já sabe a resposta.

Talvez isso não fosse mudar nada. Talvez fosse apenas um erro passageiro. Mas, naquele momento, eu só queria esquecer o que estava me incomodando.

E Chloe estava ali, disposta a me ajudar nisso.

Assim que puxei Chloe para um beijo ali mesmo no refeitório, um burburinho alto tomou conta do lugar. Algumas pessoas assobiavam, outras murmuravam entre si, e eu podia sentir os olhares curiosos em nossa direção. Mas, naquele momento, eu não me importava.

Chloe aprofundou o beijo, sorrindo contra meus lábios, e quando nos afastamos, ela me olhava com um brilho travesso nos olhos.

- Isso foi inesperado, Luan. -ela murmurou, mordendo o lábio inferior, como se estivesse se divertindo com a situação.

Desviei o olhar e, por um segundo, meus olhos encontraram os de Marina. Ela estava sentada algumas mesas à frente, me encarando com a sobrancelha arqueada e um semblante sério. Não precisava dizer nada para eu entender que ela não tinha gostado nem um pouco do que viu.

Mas eu não me importei.

Voltei a olhar para Chloe, que se inclinou na minha direção e sussurrou:

- Que tal a gente matar a primeira aula?

Pensei por um instante, mas a resposta já estava na ponta da língua.

- Vamos.

Ela sorriu de canto e se levantou, esperando que eu fizesse o mesmo. Peguei minha mochila e saí ao lado dela, sentindo ainda os olhares sobre nós enquanto atravessávamos o refeitório.

Seguimos direto para o meu dormitório. Assim que entramos no meu quarto, Chloe se jogou na minha cama, deitando de lado e me olhando com expectativa.

- Então, como pretende me entreter agora? -ela perguntou, com um sorriso malicioso.

Fechei a porta e me aproximei, sentando na beira da cama.

- Você fala demais, Chloe. -murmurei antes de puxá-la para outro beijo.

Ela riu contra meus lábios, mas logo se entregou, me puxando para mais perto.

Por um momento, me deixei levar. Afinal, era exatamente disso que eu precisava: uma distração.

A química entre nós estava intensa, e eu sabia que Chloe queria o mesmo que eu. Sem pressa, aprofundei o beijo, sentindo suas mãos explorarem meu corpo enquanto as minhas percorriam suas curvas.

Ela se ajeitou na cama, puxando-me para cima dela, e eu me permiti esquecer tudo por um momento. Esquecer o olhar sério de Marina no refeitório, esquecer qualquer dúvida que pudesse passar pela minha cabeça.

- Acho que matar aula foi a melhor ideia que tive hoje. -Chloe sussurrou contra meus lábios, suas unhas arranhando de leve minha nuca. Sorri de canto. 

- E eu concordo.

Não havia ninguém para nos interromper, nenhuma preocupação para nos segurar. Apenas nós dois, naquele quarto, nos entregando ao desejo sem pensar no depois.

[...]

Deitei de costas na cama, sentindo minha respiração ainda um pouco descompassada. Chloe estava ao meu lado, com um sorriso satisfeito nos lábios enquanto passava os dedos pelo meu peito.

- Você deveria matar aula mais vezes. -ela brincou, me olhando com aquele olhar travesso.

Soltei uma risada nasal. 

- Isso foi muito mais interessante do que qualquer professor poderia ensinar.

Ela riu.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, olhando para o teto. Agora que a adrenalina tinha passado, comecei a sentir o peso do que fiz. Não era arrependimento exatamente, mas uma sensação estranha.

Chloe percebeu e se apoiou no cotovelo para me encarar.

- Tá pensando em quê?

Virei o rosto para ela e forcei um sorriso.

- Nada demais. Só… faz tempo que eu não fazia isso sem nenhuma preocupação depois.

Ela riu baixo. 

- Ah, então você é desses que pensa demais depois?

- Não costumo ser. Mas acho que a universidade tem esse efeito em mim.

Chloe mordeu o lábio, analisando meu rosto, e então traçou círculos no meu peito com a ponta dos dedos.

- Relaxa, Luan. A gente só se divertiu, sem pressão, sem cobranças. Tá tudo certo.

Assenti, tentando me convencer disso. Talvez fosse exatamente disso que eu precisava. Nada de complicações. Só curtir o momento.

Chloe se inclinou e me deu um selinho antes de sair da cama, indo até suas roupas espalhadas pelo chão. Ela vestiu a calcinha e começou a procurar o resto das peças, enquanto eu ainda estava deitado, observando-a.

- Vou ter que ir antes que percebam que sumimos ao mesmo tempo. -ela disse, vestindo a blusa.

- Acho que já perceberam. -comentei, lembrando do burburinho no refeitório quando nos beijamos.

Ela riu. 

- Melhor ainda. Vai que você finalmente entra no meu radar oficial, né?

Ergui uma sobrancelha. 

- Seu radar oficial?

- Uhum. Garotos com quem eu fico mais de uma vez.

Dei uma risada nasal e balancei a cabeça. Chloe era mesmo imprevisível.

- Então já tá planejando uma próxima?

Ela terminou de colocar os sapatos e se inclinou sobre mim, com aquele sorriso travesso.

- Quem sabe? -ela piscou e me deu um selinho antes de se afastar.

Apenas a observei sair do quarto, deixando um cheiro doce de perfume no ar. Assim que a porta se fechou, suspirei e passei as mãos no rosto.

Levantei, vesti uma cueca e fui até o banheiro, ligando a torneira para lavar o rosto. O espelho refletia minha expressão, e eu nem sabia direito o que pensar sobre aquilo. Não me arrependia, mas algo dentro de mim parecia inquieto. Talvez fosse só o fato de que minha mente automaticamente pensou em Marina assim que Chloe saiu.

- Para com isso, Luan. -murmurei para mim mesmo.

Resolvi tomar um banho rápido antes de me vestir e ir para a próxima aula. Já tinha perdido a primeira, não podia deixar que o resto do dia fosse desperdiçado também.

Assim que a terceira aula terminou, eu e Justin já estávamos guardando nossas coisas quando ouvimos o professor nos chamar. Ele estava sorrindo de um jeito animado, o que era meio incomum, já que normalmente ele mantinha uma expressão mais séria.

- Luan, Justin, podem ficar um minuto?

Nós nos entreolhamos rapidamente antes de nos aproximarmos da mesa dele. Justin cruzou os braços e eu fiquei com a mochila pendurada em um ombro, esperando.

- Queria dizer que fiquei realmente impressionado com o trabalho de vocês nos clipes. -o professor começou, olhando para nós com um brilho no olhar.- Vocês capturaram exatamente o que eu esperava ver. A entrega emocional, a interpretação, a presença... Tudo foi excepcional.

Não vou mentir, ouvir isso me deixou orgulhoso. Eu tinha dado o meu máximo, e pelo jeito, Justin também.

- Obrigado, professor. -Justin disse, sorrindo de lado.

- Isso significa muito. -acrescentei, sentindo uma satisfação interna crescer.

- E tem mais. -ele continuou, apoiando as mãos na mesa.- Por conta desse desempenho, vocês já têm cinco pontos de vantagem neste semestre.

Justin assobiou baixinho, claramente satisfeito, e eu ergui as sobrancelhas, surpreso. Conseguir essa vantagem logo no começo era uma grande coisa.

- E mais uma coisa. -o professor ajeitou os óculos e pegou um papel em cima da mesa.- Eu tomei a liberdade de enviar os clipes de vocês para alguns produtores que conheço. Achei que seria um desperdício manter esse talento apenas dentro da sala de aula.

Meu coração deu um salto. Justin também pareceu surpreso, porque se endireitou na hora.

- Sério? -perguntei, ainda processando a informação.

- Muito sério. -o professor confirmou, sorrindo.- Não prometo nada, mas quem sabe? Se algum deles se interessar, vocês podem receber uma ligação em breve.

- Uau… -Justin passou a mão pelo cabelo, parecendo tão surpreso quanto eu.

Eu mal sabia o que dizer. Isso podia significar uma oportunidade real para nós dois. Eu estava nesse colégio lutando pelo meu sonho, e agora havia uma chance de que alguém de fora realmente visse meu trabalho.

- Obrigado, professor. De verdade. -falei, sentindo a gratidão tomar conta de mim.

- Só fiz o que achei certo. -ele disse.- Continuem dando o melhor de vocês. Isso pode ser só o começo.

Ele nos dispensou, e eu e Justin saímos da sala ainda assimilando o que tinha acabado de acontecer. Quando chegamos ao corredor, Justin olhou para mim com um sorriso convencido.

- Aposto que eu recebo uma ligação primeiro.

Revirei os olhos, mas acabei rindo.

- Veremos, Bieber. Veremos.

Na hora do almoço, eu estava na fila esperando para pegar comida, distraído, quando percebi que estava atrás de Marina e Victor. Eles estavam tão concentrados na conversa que também não tinham notado minha presença.

Falavam baixo, mas eu conseguia ouvir claramente o que diziam.

- Eu não consigo parar de pensar naquela noite na minha casa. -Victor murmurou, sua voz carregada de preocupação.

Marina suspirou, como se já esperasse que ele voltasse a tocar nesse assunto.

- Victor, eu já pedi pra você deixar isso pra lá. -ela respondeu, com um tom cansado.

- Como você espera que eu deixe pra lá? -ele rebateu, virando um pouco o rosto para encará-la.- Aquilo foi muito sério, Marina. Você deveria ter feito uma denúncia.

Marina ficou alguns segundos em silêncio antes de responder.

- Eu não vou fazer isso. -ela disse, num tom firme.

Victor franziu a testa.

- Por quê? Marina, ele passou a mão em você! 

- Eu sei disso. -ela admitiu, num tom tenso. -Mas é do seu pai que estamos falando, Victor. Além disso, ele é advogado, tem nome, tem influência… Você sabe como essas coisas funcionam.

Victor respirou fundo, parecendo ainda mais frustrado.

- E daí que ele tem influência? Ele não pode sair impune!

Marina mexeu no cabelo, nervosa.

- E eu sou só uma universitária. -ela murmurou.- Você acha que, se eu fizer uma denúncia, vão acreditar em mim? Que não vão distorcer tudo para parecer que eu estou mentindo?

Victor apertou os punhos e desviou o olhar por um momento.

- Isso não está certo…

- Eu sei que não está. -Marina respondeu, sua voz mais baixa, carregada de angústia.- Mas às vezes a gente tem que escolher nossas batalhas.

Eu fiquei parado ali, sem saber o que pensar. Eu não sabia sobre isso. Não sabia que algo assim tinha acontecido com Marina. E agora que eu sabia, sentia um nó no estômago.

Victor passou a mão pelo rosto, claramente frustrado.

- Eu odeio isso. -ele murmurou.

- Eu também. -Marina disse, pegando sua bandeja e saindo da fila, sem perceber que eu estava logo atrás.

Eu respirei fundo e peguei minha comida em silêncio, minha mente girando com aquela conversa.

Mais tarde, enquanto eu andava pelo campus, vi Marina sentada em um dos bancos de madeira próximos ao jardim central. O sol finalmente tinha dado as caras depois de dias de frio intenso, e ela parecia estar aproveitando aquele pequeno momento de calor, mesmo que ainda usasse um casaco grosso.

Ela estava olhando para frente, perdida em pensamentos, enquanto segurava um copo de café quente entre as mãos. Seu cabelo estava solto, e o vento fazia alguns fios balançarem levemente.

Sem pensar muito, me aproximei e me sentei ao lado dela. Marina desviou o olhar do horizonte e me encarou, um pouco surpresa com minha presença ali.

- E aí? -ela disse, tomando um gole do café.

Eu a observei por alguns segundos, tentando decidir como puxar o assunto. Não queria parecer intrometido, mas depois do que ouvi na fila do almoço, eu simplesmente não conseguia fingir que não sabia de nada.

- Eu ouvi você e o Victor conversando mais cedo. -soltei de uma vez.

O corpo dela ficou tenso imediatamente. Marina desviou o olhar e colocou o copo sobre o banco ao seu lado, antes de cruzar os braços.

- Ah. -foi tudo o que ela disse.

- Marina… -suspirei.- O que aconteceu naquela noite?

Ela continuou olhando para frente, como se tentasse decidir se deveria me contar ou não.

- Não foi nada. -murmurou, mas sua voz não tinha convicção.

- Não pareceu "nada" quando você disse que não queria denunciar porque ele era advogado e tinha influência. -rebati, observando sua expressão mudar.

Ela fechou os olhos por um momento e respirou fundo.

- O pai do Victor… ele… -ela mordeu o lábio e mexeu nos dedos, inquieta.- Ele passou dos limites comigo.

Meu peito apertou.

- O que você quer dizer com "passou dos limites"?

Ela hesitou antes de responder:

- Ele colocou a mão em mim. -finalmente disse, sua voz baixa, quase como se tivesse medo de que alguém ouvisse.- Passou a mão na minha bunda.

Eu senti uma raiva instantânea subindo pelo meu corpo. Me endireitei no banco, cerrando os punhos.

- Marina, isso é sério. Ele não pode sair impune.

Ela soltou um riso sem humor e balançou a cabeça.

- E você acha que eu não sei disso? Mas o que você quer que eu faça? Denuncie e veja ele virar a história contra mim? Ele tem dinheiro, tem contatos… e eu sou só uma universitária que namora o filho dele.

- Isso não significa que ele pode fazer o que quiser! -minha voz saiu mais alta do que eu pretendia.

Ela olhou para mim com cansaço nos olhos.

- Eu sei, Luan. Mas eu realmente não quero falar mais sobre isso.

Eu apertei os lábios, ainda frustrado, mas assenti.

- Tudo bem. Mas se algum dia você quiser fazer algo sobre isso… saiba que eu tô aqui.

Ela me deu um sorriso pequeno, mas genuíno.

- Obrigada, Luan.

Ficamos em silêncio depois disso, apenas sentados ali, sentindo o sol em nossas peles frias. Eu queria fazer alguma coisa. Mas, por enquanto, tudo o que podia fazer era estar ali por ela.

Depois de alguns minutos de silêncio, Marina pegou o copo de café novamente e tomou um gole, me olhando de canto de olho.

- E você? -perguntou casualmente.- Como tá indo com a Chloe?

Eu arqueei uma sobrancelha, sem entender muito bem aonde ela queria chegar.

- Com a Chloe? -repeti.

- É. -ela deu um meio sorriso, brincando com a borda da xícara.- Não foi com ela que você sumiu depois do beijo no refeitório?

Revirei os olhos e suspirei.

- Não tem nada entre a gente.

Marina soltou um riso baixo e debochado.

- Aham, claro.

- Sério. -insisti, olhando para frente.- Foi só… uma distração.

Ela fez um som com a boca, como se não acreditasse.

- E foi uma boa distração?

Virei meu rosto para encará-la, notando a provocação no olhar dela.

- Por que tá tão interessada?

Ela riu.

- Só tô curiosa. Você sabe… pra ver se foi o suficiente pra você esquecer quem realmente queria beijar.

Minha expressão endureceu na hora.

- Marina…

- O que foi? Acertei? -ela arqueou as sobrancelhas, tomando mais um gole do café.

Eu respirei fundo e desviei o olhar. Ela sempre soube ler as entrelinhas, o que às vezes era irritante.

- Não sei do que você tá falando. -menti, cruzando os braços.

Ela sorriu de lado.

- Tudo bem, Luan. Continua fingindo que Chloe foi uma boa distração pra você não pensar em quem realmente queria estar.

Eu não respondi. Apenas encarei o chão, sentindo minha mandíbula travar. Marina sempre soube como me desestabilizar, e dessa vez não foi diferente.

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