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Capítulo 88

Justin Narrando

2 meses depois...

Novembro chegou sem pedir licença.

Dois meses se passaram desde o chá revelação da Serena. E, honestamente? Muita coisa mudou… e ao mesmo tempo, nada mudou.

Bruna e eu seguimos nessa corda bamba que chamam de “convivência saudável pelo bem do filho”. Às vezes funciona, às vezes… nem tanto. Jack tá com três meses agora. Sorridente, esperto, adora uma musiquinha — puxou isso de mim, não tem nem discussão.

A vida parecia ter tomado rumos diferentes pra todo mundo. Inclusive pra Bruna.

Eu percebia isso nas fotos dela, nas mensagens mais objetivas, no jeito dela se vestir de novo, na leveza que ela carregava. Tava mais vaidosa, mais sorridente. Tinha voltado a usar gloss, a prender o cabelo daquele jeito que ela sempre odiou porque deixava uma mecha solta caindo no olho — agora parecia que fazia de propósito.

E eu sabia que ela ainda tava encontrando aquele cara da corrida. Nathan. Era esse o nome dele?

Só de pensar, meu peito apertava. Não como raiva. Mas como incômodo. Um incômodo familiar. Um que eu já senti antes, mas fingi não conhecer.

Hoje eu teria um show em Boston, mas por conta da tempestade que caiu no litoral, cancelaram. E eu fiz o que qualquer cara idiota com o coração machucado faria: voei direto pra Nova York.

Queria ver o Jack. Precisava.

Desci do carro e subi direto pro apartamento. Bati na porta e, segundos depois, ela apareceu.

Rindo de algo que provavelmente era engraçado demais pra estar acontecendo enquanto eu sofria por dentro.

Ela tava com uma taça de vinho na mão, o cabelo solto e ondulado, uma blusa de moletom caída num dos ombros. Quando me viu…

O riso morreu.

O sorriso deu lugar a um nervosismo visível. Ela mordeu o lábio e piscou devagar, como se quisesse processar minha presença ali.

- Oi. -eu disse, seco.

Ela se recompôs, ajeitou a taça na mão e perguntou, meio sem jeito:

- O que você tá fazendo aqui?

- Vim ver o Jack. A tempestade cancelou o show. Queria passar o fim de semana com ele. Levar pra casa da minha mãe.

Ela hesitou por um segundo. Respirou fundo, depois abriu mais a porta, me dando passagem.

- Claro… entra.

Entrei. O cheiro do apartamento era o mesmo, mas tinha algo diferente no ar. Algo que me deixava desconfortável. O tipo de coisa que você sente, não vê.

E antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, escutei uma voz masculina vindo do corredor:

- Bru, o Jack fez arte... sujou todo o lençol com... -ele ria, e parou quando dobrou o corredor e me viu ali na sala.

Ele tava com meu filho no colo.

O silêncio que se seguiu doeu mais do que qualquer soco.

O cara me encarou, sem saber se sorria, se pedia desculpas ou se devolvia meu filho na hora.

Bruna estava congelada.

Ela engoliu seco e, com aquele nervosismo estampado no rosto, disse, tentando soar casual:

- Justin… esse é o Nathan. Nathan, esse é o Justin, pai do Jack.

Ele se aproximou de mim com um sorriso educado, meio sem graça. Com uma das mãos segurava o meu filho. Com a outra — a livre — estendeu pra mim, num gesto educado.

Mas eu…

Eu não consegui.

Olhei pra mão dele, depois pra ele, depois pro Jack.

Meu filho, no colo dele.

Minha mandíbula travou e meu maxilar doeu com a força que eu fazia pra não explodir.

Não estendi a mão. Só assenti com a cabeça, como se fosse o suficiente.

Bruna percebeu. Claro que percebeu. Ela me conhece.

- Eu… vou arrumar a malinha do Jack. -disse, apressada. Nem me olhou nos olhos. Virou as costas e sumiu no corredor.

Ficamos só eu, o tal Nathan e meu filho ali.

O clima? Tenso, silencioso, desconfortável.

Ele ajeitou o Jack nos braços, sorrindo pra ele como se já fosse íntimo, e eu senti meu estômago embrulhar.

Ele limpou a garganta, tentando puxar conversa:

- O Jack é um bebê incrível. Sério. Tô encantado por ele.

Encantado?

Tive vontade de mandar ele soltar meu filho. Mas respirei fundo.

- É. Ele é.

Só isso. Frio. Seco. Sem mais palavras.

- Acho que ele quer o pai. -Nathan disse, estendendo Jack pra mim com cuidado.

Peguei meu filho nos braços com delicadeza. O calor do corpinho dele contra o meu peito me trouxe um alívio doloroso. Jack encostou a cabecinha no meu ombro e deu um suspiro.

Aquele som valeu mais que qualquer desculpa ou conversa.

Nathan deu um passo pra trás, visivelmente sem graça.

- Vou… deixar vocês dois a sós. Vou ver se a Bruna precisa de ajuda.

Assenti de novo, sem olhar diretamente pra ele.

Fiquei ali, com Jack no colo, o balançando suavemente. No fundo, tudo o que eu queria perguntar era:

Desde quando ele frequenta aqui? Ele dorme aqui? Ele cuida do meu filho com que frequência?

Mas nada saiu.

Jack passou a mãozinha no meu rosto, e eu sorri, tentando manter a calma.

Meu filho é tudo.

E talvez... Bruna não seja mais minha.

Mas Jack é.

Fiquei ali, parado na sala, com o Jack nos braços, embalando ele devagarzinho. O silêncio só era quebrado pelo som baixo da TV ligada ao fundo e o barulhinho da respiração calma do meu filho.

Depois de alguns minutos, Bruna voltou. Veio do corredor com a bolsa do Jack no ombro e carregando a cadeirinha com a outra mão. Ela parecia nervosa, o olhar evitava encontrar o meu.

Ela colocou a cadeirinha no chão, pegou a bolsa e a encaixou na parte de trás. Olhou pra mim, e então soltou um suspiro meio derrotado.

- Justin… me desculpa, tá? Eu juro que… eu não sabia que você viria hoje. Se eu soubesse, nem tinha chamado o Nathan.

Revirei os olhos, tentando controlar o incômodo.

- Tá tudo bem, Bruna. -menti. Mas minha voz saiu ríspida.

Ela notou. Mordeu o lábio inferior, um velho hábito dela quando estava nervosa. Passou a mão pelo cabelo preso em um coque frouxo.

- Ele só veio porque... a gente ia jantar e... o Jack tinha acabado de acordar. Eu não ia deixar ele sozinho, óbvio.

- Não precisa se explicar. -cortei.- É sua vida.

Ela abaixou o olhar. Ficou em silêncio por alguns segundos e depois murmurou:

- Mesmo assim... eu devia ter te avisado que não tava sozinha.

- Como se eu fosse te impedir de viver.

Aquelas palavras saíram mais amargas do que eu pretendia.

Jack, ainda no meu colo, emitiu um resmunguinho e esfregou o rostinho contra meu ombro. Eu imediatamente suavizei o tom, beijando a cabeça dele com carinho. Bruna percebeu isso e, mesmo sem dizer nada, entendeu: meu problema não era com o Jack. Era com ela.

Ela deu um passo pra frente, como se quisesse dizer algo, mas recuou logo em seguida.

- Tá tudo aí na bolsa. -disse, indicando com o queixo a mochilinha. — Pomada, fraldas, lenço, leite, mamadeira... ah, e tem umas trocas de roupa extra.

Assenti.

Ela então se abaixou, prendeu a cadeirinha no suporte e me ajudou a encaixar Jack com delicadeza. Nossos dedos se tocaram por um breve instante, e ela se afastou rápido demais.

- Bom... boa viagem.

- Valeu.

Puxei a alça da cadeirinha com cuidado e fui até a porta. Antes de sair, me virei.

Ela estava parada no meio da sala, de braços cruzados, olhando pro chão.

Pensei em dizer alguma coisa. Qualquer coisa.

Mas não disse.

Só saí.

Entrei no carro com a cadeirinha do Jack, fechei a porta com cuidado. O silêncio preencheu tudo ao redor.

Dei partida e comecei a dirigir pelas ruas já escuras de Nova York, as luzes dos prédios e das vitrines passando como borrões do lado de fora. Jack dormia tranquilo, embalado pelo movimento suave do carro e talvez pelo meu próprio silêncio.

Mas minha cabeça… ah, minha cabeça nunca estava em silêncio.

Agora o apartamento é só deles dois.

Bruna e Nathan.

Sozinhos.

Sem mais interrupções, sem bebê no colo, sem ex-namorado batendo na porta.

Só eles.

Minha mente era traiçoeira. Um filme passava, inteiro, na minha cabeça — sem eu querer. Um filme que eu não pedi pra assistir. Bruna rindo do nada, deitada com ele. Os dois dividindo o jantar que ela preparou. Talvez brindando com aquela mesma taça de vinho que ela segurava quando abriu a porta hoje mais cedo.

E o Jack?

Será que ele vai chamar aquele cara de “pai”?

Balancei a cabeça, tentando afastar o pensamento. Segurei o volante com mais força.

- Para com isso, Justin. -murmurei pra mim mesmo.

Mas não adiantava.

Eu ainda a amava.

E não existia um botão pra desligar isso.

Parei num semáforo. Olhei pro retrovisor. Jack seguia dormindo com aquela paz que só os bebês têm. E foi aí que me veio a pior pergunta:

E se ela amar o Nathan?

Não só se envolver. Amar.

Do jeito que um dia... amou a mim?

Engoli em seco.

De todas as coisas que a gente perdeu, talvez o mais doloroso fosse a cumplicidade. O nosso “nós” não existia mais. Agora era ela e alguém novo. Eu e o vazio.

O sinal abriu, e eu segui o caminho até a casa da minha mãe.

Uma hora e quarenta minutos. Esse foi o tempo exato da viagem de Nova York até Nova Jersey. Longo o bastante pra minha mente me torturar em looping. Curto o bastante pra eu não conseguir me livrar de nenhum pensamento.

Jack dormiu o caminho inteiro, como se nada no mundo pudesse abalar a tranquilidade dele. Eu, por outro lado, cheguei moído. O cansaço não era físico. Era emocional. Um peso estranho entre o coração e o estômago.

Encostei o carro na frente da casa da minha mãe. A luz da varanda já estava acesa. Ela sempre deixava acesa quando sabia que eu vinha.

Peguei a cadeirinha do banco de trás com cuidado. Jack se remexeu um pouco, mas não acordou. Cobri ele melhor com a mantinha, respirei fundo e fui até a porta. Antes mesmo de eu tocar a campainha, a porta se abriu.

- Meus bebês. -disse minha mãe, com aquele sorriso maternal que só ela sabia dar. O mesmo desde que eu tinha dez anos e acordava chorando por causa de um pesadelo.

- Oi, mãe. -murmurei, sem disfarçar o cansaço.

Ela abriu mais a porta e me deixou passar. A casa cheirava a bolo de milho e café fresco, como sempre. A paz daquele lugar batia diferente. Era um lar. Um dos poucos que ainda se sentiam assim.

- Charlie está no andar de cima, finalizando um relatório. -ela disse, dando uma olhada rápida no Jack.- Vou te ajudar a colocar ele no quarto.

Subimos em silêncio. Meu corpo estava em modo automático, mas minha cabeça ainda estava presa no apartamento da Bruna. No sorriso nervoso dela. No olhar que dizia mais do que qualquer desculpa.

Coloquei a cadeirinha no chão do quarto de hóspedes, onde o berço já estava montado, deixei Jack ali com cuidado. Minha mãe cobriu ele com delicadeza e ficou olhando por uns segundos.

- Vocês dois estão exaustos. -ela sussurrou, me olhando em seguida.- Mas você me parece pior.

- Tô bem, mãe. -menti, tirando o casaco.

Ela cruzou os braços, cética.

- Essa cara de zumbi não me convence nem um pouco, Justin Drew Bieber.

Soltei um riso fraco, cansado. Sentei na ponta da cama, esfregando as mãos no rosto.

- Ela tá com outro cara. Um cara legal. Mais velho. E ele tava lá. Com meu filho no colo. Rindo com ela.

Minha mãe sentou ao meu lado. Não disse nada de imediato. Apenas passou a mão nas minhas costas, devagar.

- Não tem nada que eu possa dizer que vá aliviar isso agora. Só que… amar alguém e não ser mais correspondido dói. Principalmente quando você ainda precisa estar perto por causa de um filho.

Eu encarei o chão. As palavras dela acertaram em cheio.

- Eu odeio pensar que o Jack vai crescer chamando outro homem de “pai”.

- Claro que não, Jack vai saber quem você é. -ela respondeu com firmeza.- E vai amar você por isso. Porque você vai estar presente. Porque você é um bom pai. Um excelente pai. Ninguém pode tirar isso de você.

Fechei os olhos, sentindo as lágrimas arderem, mas não deixei cair.

- Eu só queria voltar no tempo, mãe.

Ela me puxou pra um abraço apertado. Aquele que só mãe sabe dar.

- Eu sei, meu amor. Eu sei.

Ficamos ali, em silêncio. Jack dormia tranquilo no canto do quarto. Minha mãe me abraçava como se eu tivesse dez anos de novo. 

Já era se madrugada quando o som baixo, mas insistente, me despertou. Era um chorinho abafado. Confuso. Eu demorei uns segundos pra entender onde estava. O quarto escuro, o teto diferente, o cheiro familiar de lavanda e madeira polida. A casa da minha mãe.

Me sentei devagar na cama, escutando melhor. Era o Jack. Reconheceria aquele som em qualquer lugar do mundo. Ele não chorava forte, só… daquele jeitinho dele. Reclamando. Incomodado. Talvez um pesadelo, ou só procurando um peito que não existia mais ali pra ele.

Me levantei, calçando os chinelos, e fui até o berço onde ele dormia. 

Me aproximei do berço e vi Jack se remexendo, os olhinhos ainda fechados, as mãos abertas num gesto de busca. Aquele rostinho redondo, já tão cheio de expressões, me desmontava toda vez.

- Ei, filhote… papai tá aqui.

Peguei ele no colo com cuidado, apoiando a cabecinha no meu ombro. Ele resmungou, mas não chorou mais. Só ficou ali, agarrado na minha camiseta como se aquilo bastasse.

Fui até a poltrona ao lado da janela, aquela que minha mãe usava pra ler, e me sentei com ele. Comecei a balançar devagar, no ritmo do coração dele contra o meu.

Fiquei ali por minutos. Horas talvez. O tempo perde o sentido quando se segura o mundo nos braços.

- Você não faz ideia, né? -sussurrei pra ele.- Do quanto eu tô tentando acertar… mesmo sem ter ideia do que eu tô fazendo.

Ele soltou um suspirinho, e eu sorri.

- Eu errei muito com a sua mãe. Errei comigo mesmo. Mas com você… com você eu vou tentar fazer tudo diferente.

Ele estava quase dormindo de novo. Os dedinhos agarrados na minha camiseta, o rosto colado no meu pescoço.

Ali, naquele quarto silencioso, com a lua atravessando a cortina, eu fiz uma promessa só minha:

“Você vai crescer sabendo que tem um pai. Mesmo que eu tenha errado em tudo, você nunca vai duvidar do amor que eu sinto por você.”

Fechei os olhos e segurei ele mais forte.

O frio naquela madrugada era mais forte do que eu esperava. Segurar o Jack no colo naquela poltrona já estava me congelando, e ele parecia desconfortável também, mexendo os bracinhos, tentando se ajeitar.

Sem pensar muito, levantei devagar, segurando ele com cuidado, e fui até a cama. Minha mãe ainda estava na sala, eu sabia, mas não queria acordar ninguém. Queria só que o Jack ficasse quentinho e tranquilo.

Deitei no colchão, puxei o cobertor, e coloquei ele no meu peito, pele com pele, sentindo o calor dele contra mim. Ele se ajeitou, relaxou o corpinho, e logo aquele chorinho parou. Ele já estava dormindo de novo, com o rosto colado no meu pescoço.

O silêncio da casa só era quebrado pela respiração calma dele e o barulho distante do vento na janela.

Fiquei ali, imóvel, quase hipnotizado pela sensação de proteção e também pela responsabilidade que crescia a cada segundo que ele dormia ali comigo.

Era um momento simples, mas cheio de significado.

[...]

O sol ainda nem tinha aparecido por completo quando eu senti o Jack se mexer contra meu peito. Dei uma olhada no relógio na mesinha de cabeceira: 6h12 da manhã. O quarto ainda estava escuro, só um fio de luz alaranjada se esgueirava pela fresta da cortina.

Jack soltou um suspiro cansado, e logo veio o chorinho manhoso. Eu sorri, mesmo com os olhos pesados.

- Bom dia, campeão. -murmurei, passando a mão com carinho nas costas dele.- Já quer começar o dia causando, é?

Me levantei devagar, com ele ainda nos braços, e fui direto pra cozinha. Minha mãe já estava acordada, com um casaco grosso de lã e uma xícara de café na mão. Ela sorriu ao nos ver.

- Ele dormiu com você? -ela perguntou, se aproximando.

- Fez muito frio de madrugada… eu não consegui deixar ele no berço.

- Fez bem. -ela respondeu, passando a mão na cabecinha do Jack, que ainda resmungava.- O contato é importante.

Preparei a mamadeira com fórmula, lembrando de cada instrução que a Bruna me passou naquela mensagem gigantesca do WhatsApp. A cada passo, era como se eu escutasse a voz dela: "não pode esquentar muito a água", "testa no pulso antes", "balança bem, mas sem fazer espuma".

Sentei com Jack no sofá e fui alimentando ele com calma, e enquanto ele mamava, meus olhos passearam pela sala da casa da minha mãe. 

Antes, eu vinha pra cá pra fugir da realidade. Hoje, eu venho carregando a realidade nos braços.

Jack terminou a mamada, soltando aquele suspiro típico de quem ficou satisfeito, e deitou de novo no meu peito. Ficamos ali, um tempo em silêncio.

Eu olhei pra minha mãe, que me observava em silêncio, e ela sorriu.

- Você tá sendo um bom pai, Justin. Jack tem sorte.

- Eu é que tenho. -respondi, apertando ele um pouco mais contra mim.

E ali, naquela manhã fria de novembro, com Jack nos meus braços e minha mãe me observando com carinho, eu soube: eu vou sobreviver.

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