Marina Narrando Acordei com a cabeça latejando como se tivesse uma bateria da escola de samba ensaiando dentro do meu crânio. A luz que entrava pela fresta da cortina parecia uma agressão pessoal, e o gosto na minha boca era uma mistura de caipirinha, tequila e arrependimento. A primeira sensação que me veio foi ânsia de vômito. Tentei me virar na cama, mas o simples ato de mexer a cabeça fez o mundo girar duas vezes mais rápido. Sentei devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse me levar pro além. Foi aí que percebi o outro problema: meus peitos. Jesus amado. Eu não sei se era a ressaca, se era o calor ou se eu tinha virado uma vaca leiteira de repente, mas parecia que eles estavam prestes a explodir. A sensação de “transbordando” era literal. Sério, se alguém encostasse, eu corria risco de espirrar leite no teto. Olhei em volta, tentando entender onde exatamente eu estava — e graças a Deus, era meu quarto. Ainda bem, porque eu já passei por fases da vida em que acordar em luga...
"Você pertence a mim. Somos duas metades do mesmo todo. Você é a luz da minha escuridão. Pode ser estranho ou até mesmo louco, mas meu coração e minha alma sabem que não existo sem você."