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Mostrando postagens de julho, 2025

Capítulo 108

Marina Narrando Acordei com a cabeça latejando como se tivesse uma bateria da escola de samba ensaiando dentro do meu crânio. A luz que entrava pela fresta da cortina parecia uma agressão pessoal, e o gosto na minha boca era uma mistura de caipirinha, tequila e arrependimento. A primeira sensação que me veio foi ânsia de vômito. Tentei me virar na cama, mas o simples ato de mexer a cabeça fez o mundo girar duas vezes mais rápido. Sentei devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse me levar pro além. Foi aí que percebi o outro problema: meus peitos. Jesus amado. Eu não sei se era a ressaca, se era o calor ou se eu tinha virado uma vaca leiteira de repente, mas parecia que eles estavam prestes a explodir. A sensação de “transbordando” era literal. Sério, se alguém encostasse, eu corria risco de espirrar leite no teto. Olhei em volta, tentando entender onde exatamente eu estava — e graças a Deus, era meu quarto. Ainda bem, porque eu já passei por fases da vida em que acordar em luga...

Capítulo 107

Justin Narrando O processo com o visto americano aconteceu bem mais rápido do que eu imaginava. Acho que ser uma pessoa pública e a situação ser considerada urgente ajudaram bastante. Agora, oficialmente, eu era um cidadão americano — graças ao fato de meu pai ser americano por nascimento. E, automaticamente, Chloe também passou a ser. Agora, no documento dela, estava lá: Chloe Beadles Bieber. Caitlin estava mais do que agradecida. Ela já estava há tempo demais nos Estados Unidos, e aproveitou para voltar ao Canadá e passar um tempo com os pais. Levou a Chloe junto. Meu coração apertou, confesso. Queria a minha filha aqui, mas sabia que eram os últimos momentos da Chloe com a mãe, então, não me meti. Hoje era aniversário da Marina. Acordei cedo, a casa ainda estava silenciosa. Jack e Bruna dormiam profundamente, espalhados pela cama deles. Não quis acordar a Bru — eram férias de verão e, depois de tudo o que ela tinha passado, ela merecia dormir até tarde sem culpa. Fui pra cozinha, bo...

Capítulo 106

Luan Narrando 2 meses depois... Junho de 2027 Dois meses se passaram, Serena agora já estava com três meses. Aquela pequena já estava cada vez mais esperta, me surpreendendo a cada sorriso, cada olhar atento que me lançava. Eu tentava aproveitar cada momento, cada risada, cada troca de carinho. Mas nem tudo era um mar de rosas. A Marina voltou pra Los Angeles faz mais de um mês pra gravar o terceiro filme dela. Eu entendo o sonho dela, o que significa essa oportunidade, mas não vou negar que fiquei meio indignado. Ela levou a Serena com ela, claro. Contratou uma babá, e mesmo assim ela não deixava de levar a pequena pro set, pra poder amamentá-la quando dava. Fora o fato de que, no tempo que não está com a filha, a Serena fica sob os cuidados da babá. Eu não estava feliz com isso. Nem um pouco. Sinto que a Marina está se doando demais pro trabalho e, ao mesmo tempo, eu queria estar mais perto, queria que a gente tivesse aquele cotidiano junto, aquela rotina que eu sempre imaginei com e...

Capítulo 105

Bruna Narrando - Então, Bruna, no que posso te ajudar? A voz da terapeuta era calma, doce… mas aquela pergunta bateu em mim como uma avalanche. Eu pisquei algumas vezes, tentando encontrar um jeito bonito de responder. Mas não tinha. Não havia mais espaço pra floreios. A verdade é que eu estava em colapso mental. Na minha cabeça, tudo estava uma bagunça. Uma bola de neve que crescia dia após dia. E mesmo assim, lá estava eu, de maquiagem leve, jeans, blusinha social, aparentando controle — mas quebrada por dentro. Respirei fundo e olhei pra ela, antes de abrir a boca, porque eu precisava organizar o pensamento… ou pelo menos tentar. Mas na verdade, antes mesmo de falar, minha mente já despejava o caos. Tipo, o Justin teve uma filha com outra mulher. Uma filha. Como eu explico o buraco que aquilo abriu dentro de mim? Como eu lido com a dor de ter dividido o amor da minha vida com outra? Com o fato de que, sem culpa nenhuma, uma criança surgiu e virou parte de tudo, de todos? E então vei...