Marina Narrando Fiquei ali por tempo demais. Tempo demais ouvindo pedidos de desculpas que pareciam vazios. Tempo demais revivendo dores que eu passei semanas tentando enterrar. Tempo demais me segurando pra não gritar. Meus braços estavam cruzados, minhas pernas doíam por estar tanto tempo em pé, mas nada doía mais do que o peito. O olhar de Bruna, suplicando por perdão, me rasgava. E Luan... aquele silêncio dele, aquela decepção estampada no rosto, só me lembrava do quanto eu amei esse homem. E do quanto ele não confiou em mim. Soltei o ar devagar. Chega. Sem dizer uma palavra, me movi. Abri a porta devagar, como quem não quer chamar atenção, mas todo mundo me olhou. Passei por eles como se fossem estranhos. Nem uma despedida. Nem um "tchau". Fechei a porta atrás de mim, firme. Respirei fundo no corredor. Andei até o elevador com passos calmos, mesmo sentindo que estava desmoronando por dentro. Apertei o botão. Luz acesa. Espera. E ali, sozinha, sem olhares, sem cobrança, s...
"Você pertence a mim. Somos duas metades do mesmo todo. Você é a luz da minha escuridão. Pode ser estranho ou até mesmo louco, mas meu coração e minha alma sabem que não existo sem você."