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Capítulo 9

Marina Narrando

Acordei com a luz suave do dia filtrando pelas cortinas do quarto de Luan. Meu corpo ainda estava relaxado, mas minha mente trabalhava a mil. Eu sabia que aquilo ia acontecer mais cedo ou mais tarde. O que eu não esperava era que fosse daquela forma, naquela noite, e com aquela intensidade.

Luan ainda dormia ao meu lado, o peito subindo e descendo lentamente. Olhei para ele por um momento, lembrando de tudo que tinha acontecido entre a gente.

Flashback On

Subimos pro quarto dele, e assim que a porta se fechou, nos beijamos, o beijo era urgente, minhas mãos bagunçavam seu cabelo. Sentia suas mãos firmes em minha cintura, me apertando, enquanto seu corpo se fundia com o meu. 

A camisa dele foi jogada em qualquer canto, minhas unhas fizeram o trabalho naquelas costas largas, os lábios dele percorriam meu pescoço, deixando algumas mordidas em pontos que me tiravam do sério.

Corpos suados, as bocas se encaixando com perfeição. Nos olhávamos nos olhos algumas vezes e sorrisos brotavam, talvez pelo teor alcoólico que havia em nosso sangue, tesão, ou qualquer outra coisa. Palavras de baixo calão e eu já estava perto de conhecer o céu graças à Luan Santana.

O empurrei na cama, assumindo o controle, subi em seu colo, um arrepio desceu pela minha espinha quando eu senti o quanto ele estava excitado. Suas mãos foram em direção as minhas coxas enquanto eu beijava seu pescoço.

Então, desci meu corpo e meus beijos, deixando uma trilha úmida pelo seu pescoço, por um de seus mamilos, pela sua barriga e, finalmente, no cós da sua bermuda, quando parei ajoelhada. 

Fiz todo o trabalho de puxar sua bermuda para baixo e, em resposta, assisti Luan molhar os lábios e arquear as costas.
Sorri, jogando a peça para o lado. Ela bateu em cima da mesinha e o abajur caiu.

Sentei em seu colo novamente e rocei nossas intimidades, ainda por cima das peças íntimas que naquele momento, serviam de barreira para nós.

Luan passou a língua pelos próprios lábios, suas mãos estavam novamente na minha cintura, ele me empurrou para a frente e eu saí de seu colo, voltando a ficar em pé. Ele girou meu corpo, de forma que eu ficasse de costas para ele. Suas mãos ágeis passaram pela minha barriga, deixando um rastro de pele arrepiada por onde seus dedos acariciavam.

Ele jogou meu cabelo para frente e, enquanto eu sentia sua língua em minha nuca, suas mãos abriram facilmente o fecho do meu sutiã. Joguei meus braços pra trás e enterrei meus dedos na sua nuca, enrolando a pontinha dos seus cabelos.

As mãos de Luan exploraram cada parte das minhas costas antes de me virar de frente, ele colou nossos corpos e nos deitou na cama novamente.

Todo o peso, toda a pele, toda a carne dele sob mim.

Surpreendendo-me, Luan nos virou, eu fiquei por cima e ele puxou meu rosto pela nuca, beijando-me de uma forma diferente.
Seus lábios passearam novamente pelo lóbulo da minha orelha. Suas mãos fortes no meu quadril.

Nossas línguas se enrolaram e se acariciaram juntas enquanto nossas mãos se perdiam ao longo do corpo um do outro. Ele separou o beijo dando uma mordidinha no meu lábio inferior. Levantou-se e se sentou com as costas apoiadas na parede, eu permaneci no seu colo, sua excitação ainda mais distinta sob a minha.

Aproveitando a posição favorável - seu rosto na altura do meu busto -, Luan me puxou pelas costas, tomando meu seio direito na boca. Sua língua quente fazia movimentos circulares em meu mamilo, seus lábios o sugavam e o beijavam, enquanto uma de suas mãos voava para meu outro seio, apertando-o. Uma onda quente de prazer se espalhou pelo meu corpo. 

Gemi rouca e longamente em seu ouvido, Luan me sugou com mais força, nossos sexos pressionados um no outro numa fricção espontânea. Pendi a cabeça para trás, sentindo aquela sensação deliciosa se espalhar pelo meu corpo.

Ainda era só o começo.

Luan subiu seus beijos e nossas bocas se encontraram novamente, uma das minhas mãos arranhou sua nuca enquanto a outra descia em direção ao seu quadril.
Brinquei com a ponta do elástico da boxer antes de escorregar a mão para dentro dela. Segurei com força o membro pulsante e comecei a fazer movimentos lentos de vai-e-vem.

Luan gemeu lindamente contra minha boca.
Nossos corpos foram escorregando até deitarmos novamente. Luan resmungou em protesto quando eu tirei a mão de dentro da sua boxer, mas sorriu quando entendeu o que eu iria fazer. Repetindo a trilha de beijos pelo seu corpo, dessa vez sentindo todos seus músculos se contrairem de ansiedade sob a minha língua, eu encarei a boxer preta diante de mim.

Com os dentes, eu a arrastei para baixo, e terminei de tirá-la com as mãos. Parei em frente ao seu membro ereto, passei a língua pelos lábios enquanto olhava pra cima. Luan estava apoiado pelos cotovelos e me olhava com toda a luxúria que pode conter um olhar.
Senti a superfície da sua glande com a minha língua, circulei-a e a passei pelo freio, ouvindo Luan gemer audivelmente.

Lentamente, e o segurando pela base, deixei que entrasse tudo o que cabia em minha boca e comecei a sugá-lo.
Senti Luan arquear as costas mais uma vez antes de soltar mais um gemido rouco, suas mãos foram para meu cabelo. Não para me empurrar, ditando velocidade. Seus dedos apenas se enroscaram nos meus fios, em uma forma de carinho enquanto eu aumentava gradativamente a velocidade que o chupava.

- Marina... E-eu... Eu v-vo-ou... -e, gradativamente, diminuí os movimentos, até parar.

Eu mal havia subido de volta e Luan atacou meus lábios com tanta força que eu os senti latejar.

Suas mãos se perderam pela minha cintura e seios, ele ficou em cima de mim e eu enlacei minhas pernas no seu quadril, nos juntando ainda mais.

Luan passou as mãos pelos meus quadris e desceu em direção as minhas coxas, levando minha calcinha junto. Ele se ajoelhou no chão e escorregou minha última peça de roupa pelas minhas pernas antes de jogá-la em algum canto. Puxou um dos meus pés para si e escorregou sensualmente seus lábios por toda a extensão do peito do pé, do tornozelo, canela, coxa, virilha, quadris, barriga, entre os seios, meu colo, meu pescoço - senti seu corpo vir subindo novamente sob o meu -, seus lábios no meu queixo - a sensação das nossas peles juntas, barriga com barriga, peito com peito, coxa com coxa, sexo com sexo -, minha boca. Seus lábios finalmente percorreram minha boca e nós iniciamos um beijo menos afoito do que os anteriores.

Luan apoiou seus cotovelos na cama, nos lados do meu corpo, e passou as mãos por baixo dos meus ombros enquanto eu envolvia meus braços em seu pescoço e o puxava para mais um beijo antes dele me penetrar.

Ele fazia devagar, colocava e retirava somente a pontinha de seu membro dentro de mim, fazendo-me gemer pela sua tortura.
Eu estava tão ensandecida que tudo o que eu mais queria era que ele penetrasse o mais forte possível em mim.

Num movimento rápido, passei minhas pernas por seu quadril, pegando-o de surpresa e forçando a penetração. Luan começou com movimentos lentos e intensos, tirava quase o membro por inteiro para depois forçá-lo de volta.

Meu corpo todo tremia de arrepios com as sensações que estavam tomando minha sanidade, Luan respirava pesadamente no meu ouvido. Ora ou outra beijava meu pescoço, meu rosto, meus lábios com avidez. Nossos corpos aumentando o ritmo da dança aos poucos, enquanto o pré-prazer ia nos torturando. Eu estava ofegante, empurrava meu quadril com força contra o dele, a fim de intensificar o sexo, a sanidade me abandonando de vez.

- Mais... Forte. -proferi em sua boca, em meio aos milhares de gemidos e sussurros meus que morriam em seus lábios. 

Com algum poder inumano, Luan aumentou a velocidade dos movimentos e os fez mais fortes contra mim, nos fazendo delirar em prazer.

E foi assim, que nós dois chegamos ao nosso ápice juntos, Luan caiu do meu lado da cama, que apesar de ser de solteiro, servia perfeitamente para nós dois. Ainda estava ofegante, quando me forcei levantar da cama para poder ir embora, mas ele segurou minha mão.

- Fica aqui. -ele pediu.

Normalmente, eu teria ignorando seu pedido, me vestido e ido embora, mas algo me fez ficar, então deitei novamente, nos posicionamos confortavelmente, com Luan abraçado em mim, e adormecemos.

Flashback Of

Suspirei e me forcei a sair da cama devagar, tentando não acordá-lo. Precisava de um tempo para processar tudo. Vesti minha roupa e prendi meu cabelo em um coque bagunçado antes de pegar meu celular na mesinha de cabeceira.

Vi no relógio que era 06:30 da manhã, e nada de mensagens novas. Isso era bom. Significava que ninguém tinha sentido minha falta.

Me virei para olhar Luan mais uma vez. Ele parecia tranquilo dormindo ali, e por um segundo, senti um aperto no peito, uma vontade louca de ficar ali com ele, mas eu precisava ir, antes que os meninos acordassem.

Saí do quarto em silêncio, fechando a porta com cuidado atrás de mim.

Desci as escadas em silêncio, saindo do dormitório dos garotos sem chamar atenção. O corredor ainda estava vazio, e o campus parecia tranquilo àquela hora da manhã. Meus passos eram rápidos, mas minha mente estava uma bagunça.

Assim que entrei no meu dormitório, encontrei Olivia sentada no sofá, mexendo no celular. Quando ela me viu, ergueu uma sobrancelha, como se soubesse exatamente de onde eu vinha.

- Bom dia para você também. -ela disse, cruzando os braços.

- Bom dia. -murmurei, jogando meus sapatos em algum canto. Olivia deu um sorriso curioso e apontou para mim.

- Está voltando de onde exatamente? Com a mesma roupa que saímos ontem a noite, sendo que bem me lembro termos voltado juntas.

Suspirei e sentei no sofá, escondendo o rosto nas mãos por um instante antes de encará-la.

- Do quarto do Luan.

Ela arregalou os olhos e bateu palmas baixinho, como se estivesse comemorando um grande feito.

- Meu Deus, finalmente! E aí? Como foi? -balancei a cabeça e suspirei.

- Foi... foi intenso. Foi incrível. Mas ao mesmo tempo, sei lá...

Olivia me olhou com atenção, deixando de lado a empolgação para prestar atenção no meu tom de voz.

- Você tá arrependida?

- Não! -respondi rápido demais, e então ri sem graça.- Não é arrependimento, é só... eu não sei o que isso significa pra ele. -Olivia assentiu devagar.

- Você gosta dele, né?

Fiquei em silêncio por alguns segundos antes de responder:

- Não sei, estou confusa com meus sentimentos. E ainda também tem o Victor na história. -ela se aproximou e segurou minha mão.

- Então organiza seus sentimentos. Mas sem surtar antes da hora, tá?

Eu queria acreditar que era simples assim.

No outro dia...

Segunda-feira chegou rápido demais. Depois de um fim de semana que parecia ter virado meu mundo de cabeça para baixo, eu precisava focar na faculdade. Então, assim que saí do dormitório, fui direto para a aula de Introdução à Atuação.

Mas antes mesmo de entrar na sala, vi Victor encostado na parede do corredor, claramente me esperando.

- Bom dia, estrela de Hollywood. -ele disse, abrindo um sorriso de canto.

Revirei os olhos e tentei passar direto, mas ele deu um passo à frente, bloqueando meu caminho.

- Calma aí, Marina. Quero falar com você.

Cruzei os braços, esperando.

- Tá. Fala.

Ele esfregou a nuca, parecendo meio desconfortável.

- Queria pedir desculpas pela forma que agi no sábado. Eu tava... chapado. -ele apontou para o próprio nariz, e eu entendi imediatamente. Revirei os olhos.

- Sério, Victor? Você tava cheirado? -ele deu de ombros, como se não fosse grande coisa.

- Acontece. Mas não foi por isso que te parei.

- Então foi por quê?

Ele inclinou a cabeça, analisando minha expressão.

- Você e o Luan... é sério? -minha expressão endureceu.

- Não é da sua conta.

Victor sorriu de canto, como se já esperasse essa resposta.

- Relaxa, só queria saber. Se for sério, eu fico na minha. Mas se for só algo casual... -ele fez uma pausa, mordendo o lábio antes de continuar:- Eu ainda quero manter algo casual com você também.

Fiquei alguns segundos em silêncio, piscando devagar, tentando entender se ele realmente tinha acabado de dizer aquilo.

- Por quê? -perguntei, finalmente.

Ele se inclinou um pouco mais perto, a voz mais baixa.

- Porque nunca transei com uma garota como você. Você age que nem homem, e eu acho isso engraçado.

Não consegui evitar o riso.

- Isso foi pra ser um elogio?

Ele riu junto, erguendo as mãos.

- Talvez.

Balancei a cabeça, ainda rindo, e passei por ele, entrando na sala sem responder.

Victor entrou na sala junto comigo, e foi só quando ele puxou a cadeira ao meu lado que eu me lembrei que tínhamos essa aula juntos.

- Sério? -resmunguei, olhando pra ele. Ele abriu um sorriso inocente.

- Que foi? Esse lugar tava vazio.

Suspirei, decidindo ignorá-lo. A professora já estava na frente da sala, organizando algumas anotações, e eu aproveitei pra abrir meu caderno e me concentrar.

Mas, claro, Victor não ia deixar barato.

- Ficou pensativa, Marina. Tá lembrando de sábado? -bufei e olhei pra ele, sem paciência.

- Tô tentando prestar atenção na aula, Victor. Já tentou fazer isso alguma vez?

- Algumas... mas eu prefiro observar o talento natural das pessoas. -ele piscou pra mim, e eu revirei os olhos.

- Você quer dizer o seu talento pra ser inconveniente? -ele riu baixo.

- Pode ser. Mas, falando sério, você atua bem. Fiquei impressionado com você no exercício da outra aula.

Fiquei surpresa com o elogio, mas tentei não demonstrar.

- Valeu.

Ele sorriu de canto, como se soubesse que tinha conseguido me desarmar um pouco.

- Mas, voltando ao assunto... ainda não me respondeu.

- Sobre o quê?

- Eu sou um cara paciente, mas gosto de respostas diretas. Vai me dizer se foi só uma vez ou se a gente tem chance de repetir?

Suspirei, virando meu rosto pra encará-lo melhor.

- Victor, sério... você não cansa? -ele sorriu.

- Só quando vale a pena insistir.

A professora chamou a atenção da turma, e eu aproveitei pra cortar o assunto ali. Mas a sensação de que Victor não ia desistir tão fácil ficou martelando na minha cabeça.

Tentei ignorar Victor pelo resto da aula, mas ele parecia determinado a me tirar do sério. Toda vez que eu anotava alguma coisa, ele se inclinava um pouco mais perto, como se estivesse tentando espiar, mas eu sabia que era só provocação.

- Victor, eu tô tentando assistir à aula. -ele fingiu um suspiro dramático.

- Ok, ok, só me responde uma coisa: eu ainda tenho alguma chance ou Luan me tirou do jogo? -revirei os olhos.

- Isso não é um jogo, Victor.

- Mas eu ainda posso jogar? -virei a cabeça lentamente para encará-lo, cruzando os braços.

- E se eu disser que não? -ele deu de ombros, um sorriso brincando nos lábios.

- Aí eu só espero a próxima rodada. -soltei uma risada nasal, incrédula.

- Você é ridículo.

- Eu prefiro "persistente".

A professora nos lançou um olhar de advertência, e eu voltei minha atenção para frente, torcendo para que o resto da aula passasse rápido.

Quando o sinal tocou, comecei a recolher minhas coisas rapidamente, mas Victor foi mais rápido e ficou na minha frente, impedindo minha passagem.

- Marina, tô falando sério agora. -cruzei os braços, esperando.- Se eu quiser sair com você de novo, vou ter que lidar com o Luan? -respirei fundo.

- Se eu quiser sair com você de novo, Victor, você vai ter que lidar comigo. -ele abriu um sorriso convencido.

- Isso quer dizer que ainda tem chance?

Suspirei, olhando para o teto por um instante antes de encará-lo novamente.

- Se você parasse de ser tão insistente, eu poderia considerar. -ele ergueu uma sobrancelha, divertido.

- Então, quer matar aula comigo? -soltei uma risada incrédula.

- Sério, Victor? -ele deu de ombros, com aquele sorriso irritante no rosto.

- Tô com saudades de você.

Fiquei um segundo em silêncio, tentando ler se ele estava brincando ou falando sério. Mas era Victor. Ele nunca jogava limpo.

- Você é impossível. -murmurei, tentando ignorar o frio inesperado na barriga.

- E então? -ele insistiu, dando um passo para trás, me dando espaço para sair, mas ainda me bloqueando parcialmente.- Só uma horinha, ninguém vai sentir sua falta.

- Você diz isso como se soubesse da minha rotina melhor do que eu.

- E sei. Eu te observo mais do que você imagina. -cruzei os braços e franzi a testa, fingindo estar indignada.

- Isso deveria ser assustador?

- Depende. Você tá assustada?

Ele sorriu daquele jeito insolente, como se soubesse que não estava. E a verdade era que não estava mesmo. Victor era… Viciante. O problema era que eu já sabia que ele gostava de brincar e que, no final, quem acabava pegando fogo era sempre eu.

Mas naquele momento, com a adrenalina do fim de semana ainda circulando no meu corpo, a lembrança de Luan grudada na minha pele e o olhar de Victor me desafiando, eu considerei.

- Só uma horinha? -perguntei, testando os limites. Os olhos dele brilharam.

- Prometo.

Bufei. Eu definitivamente me arrependeria disso depois.

- Tá, vamos logo antes que eu mude de ideia.

Ele sorriu satisfeito e pegou minha mão, me puxando pelo corredor.

- Você vai gostar, prometo.

De alguma forma, essa frase me soou um pouco mais perigosa do que deveria.

Victor não soltou minha mão enquanto me guiava pelo campus, cortando caminho entre os prédios.

- Onde a gente tá indo mesmo? -perguntei, desconfiada. Ele sorriu de lado.

- Meu dormitório.

Parei no meio do caminho, estreitando os olhos para ele.

- Sério, Victor? Você me convenceu a matar aula pra isso?

- Você achou que eu ia te levar pra um passeio no parque? -revirei os olhos, mas continuei andando.

- Eu deveria voltar.

- Mas não vai.

Ele não estava errado. Uma parte de mim queria ver até onde isso iria.

Quando chegamos ao dormitório, Victor abriu a porta e me deixou entrar primeiro. Subimos pro seu quarto, que dessa vez estava arrumado, com um leve cheiro de perfume masculino misturado a cigarro. Coloquei minha bolsa no chão e me joguei na cama dele, cruzando os braços atrás da cabeça.

- E agora? -perguntei.

Victor fechou a porta e se aproximou, parando ao lado da cama.

- Agora, eu finalmente tenho você só pra mim.

Ele se inclinou, apoiando as mãos ao lado do meu corpo.

- Você sempre tem resposta pra tudo, Marina… Menos quando eu tô perto assim.

Senti meu coração acelerar, mas mantive minha expressão impassível.

- Isso é o que você acha.

Ele sorriu, passando os dedos pelo meu rosto.

- Então me prova.

Eu poderia sair dali naquele momento. Mas ao invés disso, puxei Victor pela gola da camisa, aproximando nossos rostos.

- Você vai se arrepender de ter me chamado pra matar aula. -sussurrei contra os lábios dele.

Victor sorriu antes de me beijar.

Assim que tudo terminou, fui a primeira a me levantar e começar a me vestir. Peguei minha blusa no chão e a vesti rapidamente, enquanto Victor continuava deitado, com um sorriso preguiçoso nos lábios.

- Você com certeza foi um homem na vida passada. -ele riu, me observando.- Depois do sexo, é sempre a primeira a levantar e ir embora.

Revirei os olhos, pegando minha calça e colocando-a sem pressa.

- Não enche, Victor.

Ele se apoiou nos cotovelos, me observando de um jeito curioso.

- O que o Luan achou quando você fez isso com ele? -perguntou, com um tom meio divertido, meio provocador.

Minhas mãos pararam por um instante enquanto eu puxava meu cabelo para fora da blusa. Não respondi. Porque a verdade era que… eu não tinha ido embora. Eu tinha ficado. Dormido ao lado de Luan.

O sorriso de Victor diminuiu quando percebeu minha reação.

- Ah… Então você ficou. -ele arqueou as sobrancelhas.- Interessante.

Bufei, terminando de calçar meus sapatos.

- Não começa com crise de ciúmes, Victor. O que a gente tem é casual.

- E com o Luan? -ele estreitou os olhos. Cruzei os braços, encarando-o.

- Você deveria se sentir lisonjeado. Com você já foi a segunda vez. Com Luan, foi só uma. -ele soltou uma risada nasal.

- Isso devia me fazer sentir melhor?

Dei de ombros, pegando minha bolsa do chão e caminhando até a porta.

- Você que sabe.

Victor balançou a cabeça, ainda sorrindo, e se levantou da cama.

- Vai sair assim, sem nem me dar um beijo de despedida? -mostrei o dedo do meio pra ele.

- Tchau, Victor.

E saí, antes que ele resolvesse me puxar de volta.

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