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Capítulo 16

Justin Narrando

Os conselhos que eu tinha dado para o Luan? Talvez fossem mais pra mim do que pra ele.

Enquanto ele sofria do meu lado por causa da Marina, eu não conseguia tirar os olhos de Bruna e Harry. Eles não se desgrudavam um segundo. Dançavam juntos, riam juntos, ele segurava a cintura dela com uma familiaridade que me irritava mais do que eu queria admitir.

Meu olhar vagava pelo salão, mas sempre voltava pra mesma cena.

E então, aconteceu.

Harry sussurrou algo para Bruna.

Eu podia não estar perto o suficiente para ouvir, mas eu era bom em leitura labial. Muito bom, na verdade. Só que ninguém sabia disso.

E eu vi.

“Quer namorar comigo?”

Meu peito apertou.

Meu coração acelerou.

Bruna piscou, surpresa, e Harry se afastou um pouco, esperando a resposta.

E então ela balançou com a cabeça, dizendo que "Sim", um sorriso tímido surgindo nos lábios.

E Harry a beijou.

Rodopiou Bruna no meio da pista, fazendo-a rir, os braços dela em volta do pescoço dele.

Meu maxilar travou.

Minha respiração ficou pesada.

- Filho da puta. -soltei, entredentes.

Luan, Anthony e Ryan pararam de conversar e me olharam com a testa franzida.

- O quê? -Luan perguntou.

- Que foi, cara? -Ryan olhou ao redor, tentando entender.

- O que aconteceu? -Anthony questionou.

Mas eu não respondi.

Porque, pela primeira vez, eu não sabia o que fazer com o que estava sentindo.

Meu peito parecia que ia explodir.

Eu sabia que não deveria me importar. Bruna não era minha. Nunca foi. Mas ver aquilo acontecer bem na minha frente, como se não fosse nada… me acertou de um jeito que eu não esperava.

Harry e Bruna continuavam dançando, alheios ao tumulto dentro da minha cabeça. Ela ria, apoiada nele, e eu podia ver a felicidade estampada no rosto dela.

- Justin? -Luan me chamou, me cutucando no braço.

Respirei fundo, tentando disfarçar a tensão no meu rosto.

- Nada. Só vi algo que não gostei.

- O que foi? -Ryan perguntou, curioso.

Balancei a cabeça, pegando meu copo e virando o resto da bebida de uma vez. O álcool desceu queimando, mas não ajudou em nada.

- Esquece.

Anthony olhou na mesma direção que eu estava olhando.

- Ah, cara… -ele soltou um riso anasalado.- Você não tá puto porque a Bruna e o Harry tão juntos agora, né? -fuzilei ele com o olhar.

- Tão juntos desde o início da festa. -argumentei.- Não mudou nada.

- Mudou sim. -ele retrucou.- Eu também vi Harry a pedindo em namoro.

- Harry pediu minha irmã em namoro? -Luan questionou e Anthony deu de ombros.

Meus dedos apertaram o copo vazio com força.

- E daí?

- Sei lá, você que parece incomodado. -Anthony deu de ombros novamente. Luan arqueou a sobrancelha.

-  Não sabia que você se importava tanto assim com quem a Bruna namora.

- Não me importo. -respondi rápido demais.

Luan e Ryan trocaram olhares, mas não disseram nada.

Bufei, passando a mão no rosto. Eu precisava sair dali antes que fizesse algo estúpido.

- Vou pegar outra bebida.

E, sem esperar resposta, me afastei do grupo, me misturando na multidão.

Mas, não importava onde eu fosse, ou quantas pessoas estavam entre nós…

Meus olhos sempre voltavam pra Bruna.

O burburinho na festa foi diminuindo conforme as luzes do salão se ajustavam para iluminar o palco. Um dos organizadores subiu, segurando um microfone e chamando a atenção de todos.

- E agora, chegou o momento que todos estavam esperando! -ele anunciou, animado.- Vamos revelar os ganhadores da melhor fantasia da noite!

A multidão vibrou, assobiando e batendo palmas. Eu me mantive no fundo, os braços cruzados, ainda absorvendo o que tinha acabado de acontecer com Bruna. Mas quando Alicia apareceu do meu lado, com um sorriso gigante, percebi que algo estava acontecendo.

- E os vencedores são… -o apresentador fez uma pausa dramática.- Justin Bieber e Alicia Cousteau!

Meu cenho franziu.

- O quê?

Alicia gritou animada, segurando meu braço.

- A gente ganhou!

Eu mal tinha prestado atenção na competição, mas agora estava sendo empurrado na direção do palco, Alicia puxando minha mão sem me dar escolha. O pessoal ao redor batia palmas, e alguns amigos nossos gritavam nossos nomes.

Subimos no palco, e o apresentador nos entregou um pequeno troféu simbólico.

- E aí, Justin, tem algo a dizer? -peguei o microfone, ainda meio perdido.

- Hã… valeu, pessoal. -dei um sorriso discreto.- Acho que vou ter que agradecer à Alicia por isso. -ela riu, empolgada, e pegou o microfone.

- Claro que sim! Eu tive a ideia da fantasia combinando!

O pessoal riu e aplaudiu. Enquanto isso, dei uma rápida olhada para a pista.

Meus olhos encontraram os de Bruna. Ela nos observava com uma expressão indecifrável. E por um momento, só um instante, eu achei que vi algo além da surpresa…

Algo parecido com incômodo.

Mas antes que eu pudesse confirmar, Harry passou o braço em volta dela e sussurrou algo em seu ouvido. Ela riu, desviando o olhar de mim.

Me afastei um pouco, esperando Alicia terminar de agradecer.

Por algum motivo, vencer essa competição não me pareceu uma vitória.

Algumas semanas depois...
Os burburinhos sobre o namoro de Harry e Bruna continuaram por semanas. Era inevitável, já que Harry era um dos caras mais populares do colégio. Sempre que eles apareciam juntos, todo mundo comentava, e eu tentava fingir que não ligava.

Mas ligava.

As provas estavam chegando, e eu tentava manter minha cabeça nos estudos. Tentava. Mas toda vez que eu os via passando no corredor, de mãos dadas, rindo de alguma coisa, sentia uma irritação subir pelo meu peito.

Nem os vídeos no TikTok a gente mandava mais um para o outro. Antes, era automático. Se eu via algo engraçado, mandava pra ela, e ela fazia o mesmo. Mas agora... nada. O foguinho que a gente tinha de estimação lá, por causa da frequência das nossas conversas, tinha morrido.

E talvez tivesse sido só um foguinho mesmo. Algo que eu achei que sempre estaria ali, mas que agora estava apagado.

Eu não queria admitir, mas isso me incomodava mais do que eu gostaria.

Estava sentado em uma das aulas, ao lado do Luan, tentando focar no que o professor dizia. Meus pensamentos ainda estavam presos em Bruna e no fato de que a gente mal se falava mais, mas tentei deixar isso de lado.

- Para a prova de encerramento do semestre, eu quero algo diferente. -o professor começou, chamando minha atenção.- Nada de provas escritas ou apresentações tradicionais. Eu quero que cada um de vocês faça um clipe musical.

Um burburinho tomou conta da sala. Eu levantei a sobrancelha, um pouco mais interessado.

- Pode ser um cover de uma música já existente, mas aqueles que compuserem e gravarem uma música original ganharão pontos extras para o próximo semestre. -ele continuou.- E vocês têm três semanas para entregar.

Olhei para o Luan, que já estava sorrindo de canto, claramente animado.

- Isso vai ser moleza. -ele murmurou, confiante.

Eu não tinha tanta certeza. Não que eu não gostasse da ideia, mas minha cabeça estava tão bagunçada que eu nem sabia se conseguiria compor algo.

Suspirei e passei a mão pelo rosto. Três semanas.

Ia ser interessante.

O professor olhou para a turma e sorriu diante da reação geral.

- Sei que é uma proposta diferente, então vou dar um espaço agora para dúvidas. Quem quiser perguntar algo, esse é o momento.

Várias mãos se ergueram. Ele apontou para uma garota na frente.

- O clipe precisa ter uma história ou pode ser só uma performance?

- Pode ser apenas uma performance, mas se quiserem algo mais conceitual, com uma narrativa, fiquem à vontade. -o professor respondeu.- O importante é que a ideia faça sentido com a música escolhida.

Ele apontou para outro aluno que levantou a mão.

- E se alguém não souber editar vídeo?

- Podem pedir ajuda para alguém de fora da turma ou usar programas mais simples. O importante é que seja um trabalho individual na parte musical. A edição pode ser feita por outra pessoa, se necessário.

Luan levantou a mão e o professor o chamou.

- A música pode ser em qualquer idioma? Como sou brasileiro, prefiro cantar em português.

O professor assentiu.

- Sim, pode ser em qualquer idioma. Mas se não for em inglês, precisará adicionar legendas com a tradução para que eu possa entender o significado da música. -Luan sorriu satisfeito e me cutucou.

- Essa é a minha chance. -ele murmurou.

Revirei os olhos, mas não pude evitar um sorriso.

Outro aluno perguntou se poderia apenas gravar a voz e colocar outras pessoas atuando no clipe.

- Não. -o professor respondeu firme.- A ideia é que vocês apareçam. Nada de colocar outra pessoa como protagonista enquanto só a voz de vocês toca ao fundo. Quero ver vocês interpretando a própria música.

Um suspiro coletivo percorreu a sala. Eu cruzei os braços e encostei na cadeira, já pensando no que faria.

Três semanas. Isso ia ser um desafio.

O professor ajeitou os óculos e olhou para a turma com seriedade.

- E mais uma coisa muito importante. Não importa quão bem produzido esteja o clipe de vocês, se ele contiver qualquer tipo de conteúdo adulto, como pornografia, palavras de baixo calão ou algo inapropriado para o ambiente escolar, vocês serão automaticamente reprovados. -alguns alunos soltaram risadinhas, enquanto outros se entreolharam.- Estou falando sério. Podem expressar emoções intensas, contar histórias fortes, mas tudo dentro dos limites do respeito e do bom senso.

Eu vi Luan prender uma risada e sussurrar para mim:

- Droga, estava pensando em fazer cover de Pillowtalk.

Revirei os olhos, mas ri junto. Eu já sabia que essa tarefa ia ser complicada, mas agora, tinha que ter ainda mais cuidado com o que ia escrever.

Assim que o sinal tocou, Luan e eu recolhemos nossas coisas e saímos da sala, ainda digerindo a proposta do professor.

- Três semanas pra gravar um clipe. -Luan disse, pensativo.- Isso é muito pouco tempo.

- É, ainda mais pra quem vai compor do zero. -respondi, passando a mão pelo cabelo.

Caminhamos pelo corredor, desviando dos outros alunos que saíam de suas aulas. O assunto ainda pesava na minha cabeça. Eu já tinha algumas letras inacabadas, mas nada que considerasse pronto pra um clipe.

- Você já tem alguma coisa escrita? -Luan perguntou.

- Algumas ideias, mas nada certo. E você?

- Algumas melodias, mas falta letra.

Assenti. O desafio era grande, mas parte de mim estava animada. Eu sempre quis lançar algo próprio, e essa era a oportunidade perfeita.

- Vai gravar em português mesmo? -perguntei.

- Sim, acho que faz mais sentido pra mim.

- Vai ser interessante. Quero ver como você vai encaixar as legendas em inglês. -Luan riu.

- Isso é o de menos. Primeiro, eu preciso de uma música.

Saímos do prédio principal e fomos em direção ao refeitório. O assunto das provas de encerramento estava em toda parte, e eu tinha certeza de que, até o final do dia, todo mundo já estaria falando sobre os clipes musicais.

Enquanto caminhávamos para a fila do almoço, Luan pegou o celular no bolso e olhou a tela. Instantaneamente, um sorriso de orelha a orelha surgiu no rosto dele.

- Preciso ir. -ele disse, já se virando para sair. Levantei uma sobrancelha, cruzando os braços.

- Marina ou Lauren?

Luan apenas me lançou um olhar divertido e respondeu sem hesitar:

- Marina. -revirei os olhos, rindo.

- Claro que é.

Ele apenas deu de ombros, ainda com aquele sorriso estampado no rosto, e saiu andando aoressado pelo corredor, deixando claro que qualquer plano que tínhamos para o almoço já era.

- Viciado. -murmurei para mim mesmo, pegando minha bandeja e entrando na fila.

Peguei minha bandeja, mas, antes de decidir o que comer, meus olhos foram automaticamente para Bruna. Ela estava sentada à mesa com Harry, Olívia, Virgínia, Gabriel, Anthony e Ryan. Eles riam de alguma coisa, e Harry tinha o braço jogado sobre as costas da cadeira dela, se achando o dono do mundo.

Revirei os olhos, sentindo meu apetite sumir. Não estava nem um pouco afim de almoçar ali, muito menos dividir espaço com aquele cara.

Suspirei e coloquei a bandeja de volta no balcão, saindo da fila. Se era para perder tempo ali, melhor tentar compor alguma coisa para o clipe da prova. Talvez colocar algumas dessas frustrações em música servisse para alguma coisa.

Com esse pensamento, segui direto para o dormitório, ignorando o burburinho do refeitório atrás de mim.

Cheguei no dormitório e me joguei na cama, soltando um longo suspiro. Peguei o violão ao lado da cama e comecei a dedilhar algumas notas aleatórias, tentando encontrar uma melodia que me agradasse.

Minha cabeça estava um caos. Eu queria focar no clipe, mas cada vez que fechava os olhos, a cena de Bruna e Harry juntos me assombrava. O jeito como ele ria com ela, como ele a tocava sem hesitação, como se já fosse natural…

Soltei um suspiro frustrado e encostei a cabeça na cabeceira da cama.

- Que merda, cara… -murmurei para mim mesmo.

Tentei ignorar os pensamentos e foquei nas cordas do violão. Comecei a tocar algo mais melancólico, sem perceber que os acordes saíam meio tristes. Talvez fosse isso que eu estava sentindo no momento.

Passei alguns minutos assim, tocando e rabiscando algumas palavras em um caderno, mas nada parecia certo. Eu precisava de inspiração. Algo que fizesse sentido. Aquilo estava horrível.

Peguei o celular e abri o TikTok, por puro costume. Fui até as mensagens e, sem nem pensar, cliquei na conversa com Bruna.

Vazio. Nenhuma nova mensagem. Nenhum vídeo bobo que a gente costumava mandar um para o outro. O foguinho de streak que a gente mantinha já tinha morrido fazia dias.

Isso deveria ser normal, certo? Afinal, ela estava namorando agora. Mas, porra, por que isso me incomodava tanto?

Respirei fundo e bloqueei o celular, jogando ele de lado. Se eu ficasse me torturando com isso, não ia conseguir compor nada.

Ajeitei o violão no colo e decidi tentar de novo. Eu tinha três semanas para entregar um clipe. E se Bruna estava seguindo em frente, talvez fosse hora de eu fazer o mesmo.

Continuei dedilhando o violão, deixando meus dedos encontrarem as notas sozinhos. Sem perceber, comecei a tocar algo suave, mas com uma melodia sincera.

Minha mente vagava enquanto eu murmurava algumas palavras soltas, sem formar frases completas. Então, sem pensar muito, cantei baixinho:

- You are the only one I’ll ever love…

Parei por um segundo. Meu coração bateu forte, como se soubesse que eu tinha acabado de encontrar algo especial.

Toquei de novo, agora com mais convicção. Aquelas palavras saíram de forma tão natural que eu nem precisei pensar. Peguei o caderno e comecei a escrever:

- You are the only one I’ll ever love… Yeah, you, if it’s not you, it’s not anyone…

Continuei escrevendo, sem parar para questionar de onde aquilo estava vindo. Mas, no fundo, eu sabia.

Sabia exatamente de quem eu estava falando.

As lembranças começaram a invadir minha mente —os momentos com Bruna, os olhares, as brincadeiras, as conversas até tarde da noite. A conexão que sempre tivemos, mesmo sem nunca colocar um rótulo.

Meu peito apertou, mas continuei escrevendo. Se eu não podia dizer essas palavras para ela, pelo menos poderia cantá-las.

Depois de anotar a ideia principal, peguei o violão novamente e continuei experimentando acordes, tentando encaixar a melodia certa para as palavras que estavam se formando na minha cabeça.

- Forever's not enough time to love you the way that I want…

Soltei um suspiro e deixei meu corpo relaxar contra a cama. Aquela música estava saindo tão naturalmente que era quase assustador. Mas eu não podia negar o que estava sentindo.

Ela estava em tudo. Em cada verso, em cada acorde, em cada batida do meu coração.

Fiquei alguns segundos encarando o teto, lembrando da cena de mais cedo no refeitório. Bruna sentada ao lado de Harry, rindo, conversando como se nada mais no mundo importasse. Como se eu nunca tivesse existido na vida dela.

Bufei e balancei a cabeça, tentando afastar o incômodo.

Eu não sabia o que era pior —o fato de estar escrevendo uma música sobre ela ou o fato de que, no final das contas, eu provavelmente nunca teria coragem de mostrá-la.

Sorri satisfeito depois de tocar os últimos acordes. A música estava exatamente como eu queria —crua, sincera, cheia de sentimento.

Encostei o violão na parede e fechei os olhos por um instante, deixando minha mente viajar. Aos poucos, fui imaginando a cena na minha cabeça…

Eu, como um lutador de boxe, treinando intensamente. Suor escorrendo pelo meu rosto enquanto corria ao amanhecer, minha respiração pesada, o som dos meus passos ecoando no asfalto. A mulher ao meu lado, me apoiando, me incentivando. Olhares trocados no vestiário antes de uma luta importante. Mãos se entrelaçando.

A luta acontecendo. Socos, esquivas, a tensão no ar. No meio de tudo, a voz dela me dando forças para continuar, para vencer.

O clipe estava pronto na minha mente. Agora só faltava transformar tudo isso em realidade.

Peguei o celular sem pensar duas vezes e disquei o número do meu pai. Ele atendeu depois de alguns toques.

- Justin! Como você tá, filho?

- Tô bem, pai. E você?

- Tudo certo por aqui. Aconteceu alguma coisa?

- Na verdade, sim. Preciso da sua ajuda pra um projeto da faculdade.

- Claro! O que precisa?

Respirei fundo, tentando organizar as ideias.

- Preciso gravar um clipe musical. Escrevi uma música hoje e já tenho toda a ideia na cabeça. Só que, pra isso acontecer, preciso de um time bom. Câmeras, locação, figurino… e sei que você tem os contatos certos.

Ele ficou em silêncio por um momento, e eu já podia imaginar ele pensando nos nomes das pessoas certas pra isso.

- Você realmente leva jeito pra isso, hein? Tá decidido a seguir essa carreira, não é?

- Eu sempre soube que queria música, pai. Só tô aproveitando a oportunidade.

- Tudo bem, vou falar com algumas pessoas e te dou um retorno ainda hoje. Mas me conta, qual é a ideia do clipe?

Então, expliquei tudo pra ele. Falei sobre o conceito do boxeador, da luta, do apoio da mulher que significava tudo pra ele. Meu pai escutou atentamente e, no final, soltou um assobio.

- Isso é coisa de artista grande, garoto. Acho que consigo algo pra você. Vou mexer os pauzinhos e te aviso. -sorri, aliviado.

- Valeu, pai. Isso significa muito pra mim.

- Fica tranquilo. Se é isso que você quer, eu vou te ajudar.

Assim que desliguei, joguei o celular na cama e me joguei junto, encarando o teto. O primeiro passo estava dado. Agora, era só esperar.

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