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Capítulo 7

Luan Narrando 

Eu estava sentado na poltrona da sala, mexendo no celular, quando Anthony entrou com aquele sorriso convencido dele.

- E aí, manos? Virgínia me chamou pra uma boate hoje. Ela vai com as meninas. Quem tá afim? -ele jogou as chaves na mesa e se jogou no sofá onde estava Ryan.

Ryan e Justin nem pensaram duas vezes.

- Eu topo! -Ryan disse animado.

- Tô dentro também. -Justin sorriu.- Sempre bom aproveitar a noite.

Eu, por outro lado, não estava tão certo. Ainda estava tentando apagar da minha memória o que aconteceu mais cedo. Marina e eu nos pegamos completamente desprevenidos no dormitório dela... Sério. Como eu ia encarar ela depois disso?

- Não sei, cara... -murmurei. Anthony me olhou de canto.

- Ah, qual é, Luan. Não vem com essa agora. Vai dizer que não quer ir porque vai encontrar a Marina lá? -ele riu.

Justin e Ryan trocaram olhares.

- Peraí... o que rolou? -Justin perguntou, arqueando a sobrancelha. Revirei os olhos.

- Nada. Só um momento... constrangedor. -Ryan se ajeitou no sofá.

- Agora que você falou isso, ficou pior. Queremos detalhes. -suspirei, passando as mãos no rosto.

- Eu fui procurar a Bruna no dormitório delas. Só que, em vez dela, quem apareceu foi a Marina... saindo do banho.

Justin fez uma careta.

- E...?

- E ela estava de toalha.

- E...?

- E no susto, a toalha caiu. -Justin arregalou os olhos.

- Puta merda! -Ryan começou a rir.

- Meu Deus, mano, você a gostosa da Marina pelada?!

- Cala a boca, Ryan! -Justin jogou um travesseiro nele.- Respeita minha irmã.

- Não foi nada! Foi um acidente! -respondi.

- Um acidente bem conveniente, né? -Anthony riu.- E você ainda tá aqui, pensando se vai ou não. Cara, você tem que ir. -eu bufei, cruzando os braços.

- Não sei se Marina quer me ver depois disso. -Justin deu de ombros.

- E daí? Só vai, cara. Para de pensar tanto. -Anthony assentiu.

- É uma boate, mano. Tem música, bebida, diversão... E quem sabe você e a Marina não tem um ‘acidente’ de novo? -revirei os olhos.

- Vocês são insuportáveis. -Ryan riu.

- Mas então, vai ou não?

Eu hesitei por um momento. Depois suspirei.

- Tá, eu vou.

Os caras comemoraram como se fosse um gol. 

A noite chegou rápido. Depois de um banho e de colocar uma roupa decente, desci para encontrar os caras no pátio do campus. Anthony estava de camisa social preta, Ryan de camiseta branca ajustada e Justin, como sempre, tinha aquele visual despojado que fazia qualquer garota olhar duas vezes.

- Finalmente, hein, Luan? -Anthony debochou.- Achei que ia dar pra trás.

- Quase dei. -murmurei, ajeitando a jaqueta. Justin riu.

- Tá tenso por causa da Marina, né? Relaxa, mano. É só fingir que nada aconteceu.

Fácil pra ele dizer.

Pegamos um Uber e seguimos para a boate que Virgínia escolheu. O lugar era movimentado, cheio de luzes coloridas e música alta. Assim que entramos, vi as meninas no bar. Marina estava de costas, com um vestido preto justo que destacava suas curvas. Meu coração deu um leve tropeço.

Bruna foi a primeira a nos notar e veio até nós.

- Vocês vieram! -ela sorriu. 

Antes que eu falasse algo, Anthony já estava puxando Virgínia pela cintura e Ryan chamava Olivia para dançar.

Justin foi até Bruna, sorrindo de lado.

- Quer dançar? -ela hesitou, mas acabou concordando.

E então só sobrou eu e Marina.

Ela se virou devagar, me encarando. Seus olhos encontraram os meus, e por um momento, o mundo pareceu ficar mais barulhento e silencioso ao mesmo tempo.

- Oi. -falei primeiro.

Ela pegou seu copo no balcão, deu um gole e arqueou a sobrancelha.

- Oi. -ok, isso não foi tão ruim.

- Não sabia que você vinha. -comentou, cruzando os braços.

- Nem eu. Mas os caras insistiram.

Ela fez que sim com a cabeça, analisando meu rosto como se tentasse descobrir algo. Então sorriu de canto.

- Então... a gente finge que nada aconteceu? -eu dei um suspiro aliviado.

- Sim. -ela ergueu o copo.

- Ótimo. Vamos beber, então.

Peguei um drink pra mim, e bebemos em silêncio por alguns minutos. Não era um silêncio desconfortável, mas ainda assim eu sentia uma tensão estranha no ar. Olhei em volta e vi que Justin e Bruna estavam dançando bem próximos na pista. Virgínia estava com Anthony, e Ryan já tinha puxado Olivia pra um canto.

Marina virou mais um gole da sua bebida e me encarou.

- Quer dançar ou vai ficar aí me olhando igual um idiota? -arqueei uma sobrancelha, meio surpreso com a pergunta.

- Isso foi um convite? -ela riu.

- Foi mais um desafio. Você aguenta o tranco, Luan?

Isso soava como uma provocação. E se tinha algo que eu não fazia era recusar um desafio.

- Vem cá.

Peguei sua mão e a puxei pra pista de dança. A música era animada, o tipo que fazia todo mundo se soltar. Marina colocou as mãos nos meus ombros, e eu segurei sua cintura. Começamos a nos mover no ritmo da música, e aos poucos, a tensão foi se dissipando.

Ela dançava bem, com uma confiança que me deixava hipnotizado. Quando virou de costas pra mim e continuou se mexendo, senti minha respiração falhar um pouco.

- Você tá confortável aí atrás? -ela perguntou, provocando.

- Muito. -respondi no mesmo tom.

Ela riu e jogou o cabelo de lado, me dando uma visão privilegiada do seu pescoço.

Foi aí que percebi o quão ferrado eu estava.

Isso não era só fingir que nada aconteceu. Isso era Marina jogando comigo. E eu não sabia se queria ganhar ou perder esse jogo.

Ela virou de frente pra mim de novo, com aquele sorriso travesso nos lábios.

- O que foi, Luan? Ficou sem graça? -soltei uma risada pelo nariz.

- Eu? Nunca.

Marina mordeu o lábio e segurou minha nuca, puxando meu rosto um pouco mais perto do dela.

- Então por que tá me olhando assim?

Minha mão apertou levemente sua cintura. Eu podia sentir o calor do seu corpo, o cheiro do seu perfume misturado com a bebida que ela tomou. O jeito que ela me olhava, como se soubesse exatamente o que estava fazendo comigo, estava me deixando louco.

- Porque você gosta de provocar, mas não aguentaria se eu revidar. -desafiei. Ela arqueou uma sobrancelha.

- E quem disse que eu não aguento?

A proximidade entre nós era perigosa. A música alta, as luzes piscando, a energia da boate… Tudo parecia contribuir pra essa tensão entre a gente.

Minha mão subiu devagar pela lateral do seu corpo até a curva das suas costas.

- Então me prova. -sussurrei no ouvido dela.

Ela sorriu, segurou meu rosto entre as mãos e me beijou.

O beijo foi intenso desde o primeiro segundo. Não havia hesitação, apenas desejo. Marina não fazia nada pela metade, e eu já devia saber disso. Suas mãos puxavam meus cabelos enquanto eu a segurava firme contra mim.

Foi só quando ouvimos alguém pigarrear perto da gente que nos afastamos um pouco.

- Eu sabia! -Virgínia estava parada ao lado, de braços cruzados e um sorriso vitorioso no rosto.- Sabia que vocês iam acabar se pegando!

Olhei pra Marina, esperando alguma reação. Mas ela apenas sorriu, deu de ombros e tomou mais um gole da sua bebida.

- E quem disse que a gente vai parar por aqui? -Marina respondeu, lançando um olhar provocador pra mim antes de puxar minha mão e me arrastar pra longe da pista de dança.

Ela me puxou pela mão, atravessando a boate como se já soubesse exatamente para onde queria ir. Meu coração batia acelerado no peito, ainda sentindo o gosto dela nos meus lábios. Passamos por algumas pessoas e subimos uma pequena escada que levava ao mezanino, um espaço mais reservado, com sofás e mesas.

Marina me empurrou contra a parede e colou o corpo no meu, olhando nos meus olhos com aquele brilho desafiador.

- Tá arrependido? -ela perguntou, a voz baixa, mas cheia de malícia. Soltei uma risada curta.

- Você acha mesmo?

Ela sorriu e passou os dedos devagar pelo meu peito, descendo até o cós da minha calça.

- Bom saber.

Antes que eu pudesse responder, ela me beijou de novo. Dessa vez, sem pressa, mas com a mesma intensidade. Minhas mãos deslizaram pela sua cintura, puxando-a para ainda mais perto.

Quando nos afastamos, ouvi um assobio vindo do lado.

- Mas que bela surpresa. -Justin apareceu com um copo na mão e um sorriso divertido.- Quando foi que isso começou? -Marina riu e cruzou os braços.

- Curioso, Bieber?

- Não é todo dia que vejo um dos meus melhores amigos pegando minha irmã. -eu tossi, me ajeitando um pouco, enquanto Marina apenas deu de ombros.

- Relaxa, Justin. Você já pegou muita amiga minha. Tá na hora de provar do próprio veneno.

Ele ergueu as mãos em rendição.

- Ok, ok. Só não quero ouvir reclamações depois.

Ele deu um gole na bebida e piscou para mim antes de se afastar.

Marina me olhou com um sorriso divertido.

- Isso vai dar problema, né?

Eu soltei um suspiro e encostei a testa na dela.

- Provavelmente. Mas quem se importa?

Ela sorriu antes de me beijar de novo, e, naquele momento, nada mais importava.

Eu estava tão focado em Marina que só percebi a movimentação ao nosso redor quando uma música animada começou a tocar e a galera no mezanino se empolgou. Marina riu contra meus lábios e se afastou um pouco, segurando minha mão.

- Vamos dançar? -ela sugeriu, com aquele brilho de desafio nos olhos.

Antes que eu pudesse responder, ela puxou minha mão, me arrastando para o meio do espaço.

Marina começou a dançar, os quadris se movendo no ritmo da música, e eu simplesmente fiquei ali, observando. Ela estava incrível. Seu vestido realçava cada curva, e o jeito que ela se movia fazia meu coração acelerar.

- Se você não entrar no clima, vai parecer um bobo parado aí. -ela provocou, puxando minha mão para colocá-la em sua cintura.

Respirei fundo e decidi que não ia ficar parado feito um idiota. Passei um braço ao redor dela e comecei a acompanhar seus movimentos. Aos poucos, fui me soltando e, quando percebi, estávamos completamente envolvidos um no outro.

Ela sorriu e passou os braços ao redor do meu pescoço. Aproximamo-nos ainda mais, e o mundo ao nosso redor pareceu desaparecer. Mas então, uma voz conhecida nos tirou daquele transe.

- Mas que belo casal.

Viramos ao mesmo tempo e vimos Victor nos observando com um sorriso debochado, segurando um copo na mão.

Senti Marina se enrijecer, mas ela logo recuperou a postura e cruzou os braços.

- Algum problema? -Victor riu e balançou a cabeça.

- Nenhum. Só achei… interessante.

Eu apertei a mandíbula, já sentindo que aquilo ia dar merda. Marina, no entanto, manteve a compostura.

- Qual é, Victor, eu e você não somos um casal pra você sentir ciúmes. -Marina o alfinetou.

- Ciúmes? -ele riu de forma debochada.- Só vim observar de perto.

- Se veio só pra isso, Victor, pode dar meia-volta.

- Relaxa, não sou de guardar rancor. Só espero que você goste mais do que ontem. -ele disse, lançando um olhar direto para Marina.

Eu nem pensei antes de avançar.

Segurei a gola da camisa de Victor e o empurrei para trás, fazendo o copo dele cair e espatifar no chão.

- Qual é o seu problema, cara? -rosnei, sentindo a raiva subir.

Ele riu, passando a mão onde eu o empurrei, sem demonstrar medo.

- Meu problema? Nenhum. Só estou me divertindo com a situação. Relaxa, campeão.

- Vai se ferrar, Victor. -Marina cruzou os braços, claramente irritada.- Você quer atenção? Parabéns, conseguiu. Agora, dá o fora.

- Não precisa ficar nervosa, amor. -ele levantou as mãos em rendição, mas o tom de voz era claramente provocativo.- Só queria desejar uma boa noite pra vocês. A gente se vê segunda, gatinha. -Victor piscou para Marina e se afastou, deixando-me fervendo de ódio.

- Que babaca. -soltei um suspiro, tentando me acalmar.

- Deixa ele pra lá. -Marina tocou meu braço, sua voz mais suave agora.- Ele só queria provocar.

- Conseguiu. -ela riu de leve e segurou meu rosto entre as mãos.

- Então deixa eu te distrair.

Antes que eu pudesse responder, seus lábios encontraram os meus novamente, e qualquer resquício de irritação desapareceu.

Anthony, Justin, Ryan, Bruna, Olivia e Virgínia apareceram apressados na nossa direção, com expressões tensas no rosto. Anthony foi o primeiro a falar, quase sem fôlego.

- Galera, melhor metermos o pé daqui rápido, a polícia está vindo. Chamaram a polícia denunciando a boate.

Eu fiquei confuso no começo, sem entender muito bem o que estava acontecendo. 

- Pera, a polícia? -perguntei, com um semblante de confusão.- Mas... A gente está em um lugar legal...

Bruna, que estava logo atrás, olhou ao redor e confirmou, falando com pressa.

- Nos Estados Unidos, a maioridade é 21, não 18. Então, a boate foi denunciada por servir bebida alcoólica pra menores.

Eu congelei por um momento, processando tudo o que ela tinha dito. Era isso que estava acontecendo. Nós éramos menores de idade em um lugar onde não podíamos consumir bebidas alcoólicas, e a boate estava sendo denunciada por oferecer isso.

Ryan, com o olhar preocupado, já começava a se afastar para a saída.

- Melhor a gente vazar antes que a coisa piore.

Virgínia, visivelmente preocupada, puxou Olivia pelo braço e saiu junto, tentando se afastar da agitação.

Eu olhei pra Marina, que parecia tão atordoada quanto eu, mas logo nos juntamos ao grupo e fomos rapidamente para a saída.

Saímos da boate às pressas, nos misturando à multidão que se dispersava na calçada. O barulho das sirenes já ecoava ao longe, e meu coração acelerou.

- Porra, que merda! -resmunguei, olhando para os lados.

- Rápido, gente! -Olivia puxou Virgínia pelo braço.

- Vamos pegar um táxi! -Marina sugeriu, já tentando acenar para um que passava.

Anthony, sendo o mais velho, manteve a calma e nos guiou para um beco ao lado da boate.

- Melhor esperarmos um pouco antes de sair correndo. Se formos vistos juntos, vai levantar suspeita.

- É sério que estamos fugindo da polícia? -Bruna perguntou, meio rindo, meio nervosa.

- Bem-vinda à América. -Justin brincou, piscando para ela.

Aguardamos alguns minutos até que o movimento diminuísse e, um por um, saímos discretamente da área. Conseguimos pegar dois táxis e voltamos para o campus sem sermos pegos.

Quando cheguei no meu dormitório, soltei um suspiro pesado.

- Essa foi por pouco. -Anthony riu e se jogou no sofá.

- Admitam, foi emocionante. -Justin falou rindo.

- Prefiro não ter meu nome em um boletim de ocorrência. -Ryan revirou os olhos.

Mais tarde, depois de tomar um banho relaxante, eu estava pronto para finalmente descansar. Mas, justo quando eu estava indo para a cama, meu celular vibrou. Era uma mensagem de Marina: 

"Venha aqui embaixo" 

Meu coração acelerou ao ler aquelas palavras. Fui até a porta, dei uma olhada ao redor, e então desci as escadas, tentando fazer o mínimo de barulho possível. O lugar estava silencioso, e as luzes apagadas só aumentavam a sensação de que algo estava prestes a acontecer.

Cheguei na porta e, antes que pudesse abrir completamente, Marina apareceu de repente, me agarrando. Seu olhar estava intenso, e eu podia ver que ela estava com uma necessidade que ela não sabia expressar direito, mas eu a entendi na hora. Ela sussurrou, quase desesperada:

- Eu preciso de você, Luan.

Sem falar mais nada, a puxei para dentro e, rapidamente, subimos as escadas de volta para o meu quarto. O som dos nossos passos ecoava pela escada enquanto a tensão entre nós aumentava. Fechei a porta atrás de nós, e quando a olhei, sabia que nada mais poderia ser adiado. O que quer que fosse, estava prestes a acontecer.

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