Justin Narrando
O clima na mesa tinha ficado estranho depois do comentário do meu pai, então Melanie decidiu agir. E como? Dando descaradamente em cima do Luan.
- Tava pensando aqui, Luan, depois que você me ensinasse português. -ela disse, inclinando-se um pouco na direção dele.- Você poderia um dia me levar pro Brasil pra conhecer.
Luan sorriu de leve, parecendo surpreso com a investida dela, mas antes que ele pudesse responder, Marina se intrometeu.
- Você não iria gostar. -ela disse, com um tom casual, mas carregado de alguma coisa que eu não conseguia identificar de imediato.
Melanie arqueou a sobrancelha.
- Como você sabe? Você nunca nem foi pra lá.
- É geografia básica. -Marina rebateu.- O Brasil é um país tropical. Faz muito calor.
Mas eu não estava convencido de que era só isso. Vi o jeito que Marina olhava para a interação de Melanie e Luan. Ela não estava só dando uma informação aleatória.
Ela estava com ciúmes.
E pelo jeito que Luan desviou o olhar para o prato e Victor segurou um risinho discreto, eles também perceberam.
O silêncio pairou por alguns segundos, até que Melanie riu baixo e balançou a cabeça.
- Ah, qual é, Marina, calor eu suporto. Seria uma experiência incrível, né, Luan?
Luan pigarreou, ainda olhando para o prato, claramente desconfortável.
- O Brasil é um país lindo. -ele disse, tentando manter a conversa neutra.- Mas… é, faz calor mesmo.
Marina cruzou os braços e desviou o olhar, enquanto Victor passava o braço ao redor do ombro dela, apertando levemente, como se quisesse lembrá-la de que ela não precisava se importar com isso.
Meu pai riu e balançou a cabeça.
- Vocês jovens e esses relacionamentos complicados… nos meus tempos, se uma moça gostasse de um rapaz, era bem mais simples.
Marina revirou os olhos.
- Pai…
- O quê? -ele ergueu as mãos.- Só estou dizendo.
Ashley lançou um olhar de advertência para ele, mas o clima na mesa já estava diferente. Victor continuava de boa, Melanie parecia se divertir com a situação, e Luan… bem, Luan só queria sair dali.
Ashley pigarreou e olhou para mim, mudando de assunto.
- E você, Justin, conheceu alguém na universidade?
Dei de ombros, tentando não dar muita importância ao assunto.
- Até tinha alguém, mas… -olhei rapidamente para Marina e depois voltei a encarar Ashley.- Ela está com outro cara agora.
Antes que alguém pudesse dizer algo, Melanie soltou uma risadinha e se inclinou para frente, apoiando os cotovelos na mesa.
- Ah, então é por isso que você e Luan são amigos, né? Vocês têm algo em comum. -disse ela, com um tom debochado.
Marina se virou para ela na hora, os olhos se estreitando.
- Melanie, você é muito inconveniente.
- Só estou falando a verdade. -ela rebateu, sem perder a pose.- Mas se a carapuça serviu…
Marina abriu a boca para retrucar, mas Victor apertou levemente o ombro dela, como se estivesse pedindo que ela não entrasse nessa discussão.
Eu apenas sorri de canto e peguei meu copo, bebendo um gole de suco, enquanto observava a cena. A verdade era que Melanie não estava errada. Eu e Luan realmente tínhamos isso em comum agora.
Mas a diferença entre nós dois? Eu sabia que seguir em frente era o melhor a se fazer.
Após aquele jantar totalmente desconfortável, Marina e Victor decidiram ir embora. Meu pai não escondeu o incômodo com a ideia de Marina andando de moto, principalmente naquele frio e com a chuva prestes a cair. Todos nós descemos, acompanhando o casal, tentando convence-los a não andar de moto.
- Tem certeza de que não querem um carro para levá-los? -ele insistiu, cruzando os braços enquanto observava Marina colocar o capacete.- Está gelado, e o tempo não está nada confiável.
Marina apenas sorriu, como se aquilo não fosse nada.
- Está tudo bem, pai. A gente chega rapidinho. -Victor, ao lado dela, confirmou:
- Pode deixar, senhor Bieber. Eu dirijo com cuidado.
Meu pai suspirou, claramente não convencido, mas não disse mais nada. Apenas assentiu com a cabeça, embora a expressão fechada dele dissesse tudo.
Marina se despediu de nós, passando os braços ao redor de Melanie e depois me dando um abraço rápido.
- Tchau, maninho.
- Se cuida. -murmurei no ouvido dela, porque, sinceramente, eu também não gostava nada da ideia de vê-la saindo de moto no meio daquele tempo.
Ela então se afastou, subiu na garupa da moto e envolveu os braços ao redor de Victor. Meu pai ficou parado na porta, assistindo enquanto eles iam embora, o maxilar travado.
Assim que a moto sumiu na estrada, ele soltou um suspiro pesado e balançou a cabeça.
- Eu juro que não entendo essa garota.
Ashley tocou o ombro dele com um sorriso compreensivo.
- Marina sempre foi independente, William. Acho que ela gosta de tomar as próprias decisões, mesmo que nem sempre sejam as mais seguras.
Meu pai bufou, ainda encarando a estrada.
- Se ela acha que eu vou ficar tranquilo com isso, ela está muito enganada.
Eu não disse nada. Porque, por mais que Marina fosse teimosa, eu sabia que meu pai estava certo dessa vez.
Voltamos para a cobertura do meu pai, e assim que entramos, ele bufou alto, jogando-se no sofá com um olhar frustrado.
- Marina fez uma péssima escolha. -ele declarou, passando a mão no rosto.- Eu preferia mil vezes o Luan.
Luan, que estava encostado na parede, riu timidamente, desviando o olhar. Melanie, que observava a cidade pela janela, comentou:
- Está começando a garoar. Espero que eles não peguem chuva.
Meu pai apenas resmungou algo incompreensível.
Ashley, sempre tentando amenizar os ânimos, sorriu e se levantou.
- Vou fazer um chocolate quente para a gente. Alguém quer ajudar?
Ninguém respondeu de imediato. Eu me joguei no sofá, pegando meu celular para mexer um pouco e distrair minha mente. Abri o Instagram sem pensar e comecei a rolar o feed, até que uma foto me chamou a atenção. Era Bruna e Harry, os dois bem próximos, sorrindo para a câmera.
brusantanareal ❤️ @harrypreston
Senti um aperto no peito, mesmo sem querer. Eu sabia que Bruna estava feliz, e era isso que importava, certo? Mas, por algum motivo, olhar para aquela foto me incomodou mais do que deveria.
Suspirei, bloqueando a tela do celular e apoiando a cabeça no encosto do sofá. Talvez fosse só cansaço... Ou talvez não.
Meu pai continuava resmungando, balançando a cabeça em negação.
- Eu simplesmente não entendo. -ele disse, ainda indignado.- Como é que Marina pode preferir aquele moleque do que o Luan?
Luan soltou um riso nasalado, sem jeito, e coçou a nuca.
- Senhor Bieber, acho que não cabe a mim dizer nada sobre isso…
- Pois eu digo! -meu pai retrucou, irritado.- Esse tal de Victor apareceu do nada e já tomou conta. E ainda por cima, anda de moto! Você viu como estava frio lá fora? Isso não é jeito de levar uma garota.
Melanie revirou os olhos e se jogou na poltrona.
- Pai, relaxa. Marina já é bem grandinha, ela sabe o que faz.
Meu pai apontou para ela.
- Você, quieta! Antes que me apareça com algum namorado problemático também.
Melanie ergueu as mãos em rendição, segurando um risinho.
Ashley voltou da cozinha com duas canecas de chocolate quente e entregou uma para o meu pai, sentando-se ao lado dele.
- Amor, Marina está vivendo a vida dela. Eu sei que é difícil aceitar que os filhos crescem e fazem escolhas que não aprovamos, mas faz parte.
Meu pai bufou, pegando a caneca e bebendo um gole.
- Eu só quero o melhor para ela…
Fiquei quieto, ainda segurando o celular, mas sem realmente prestar atenção na tela. A verdade é que eu entendia meu pai. Victor não me parecia um cara ruim, mas, para ser sincero, eu também preferia que Marina estivesse com Luan. Ele parecia gostar dela de verdade.
Olhei de canto de olho para Luan, que estava pensativo, encarando um ponto fixo no chão. Ele não precisava dizer nada para que eu soubesse que estava magoado.
Meu pai soltou um suspiro longo e olhou para mim.
- E você, Justin? O que acha desse namoro?
Dei de ombros, me ajeitando no sofá.
- O que eu acho não importa, pai. Se Marina está feliz, é isso que vale.
Meu pai resmungou algo inaudível e tomou outro gole do chocolate quente.
Melanie, voltou para perto da janela, franzindo a testa.
- Ei, a chuva apertou…
Luan levantou a cabeça imediatamente.
- Eles já devem estar longe, né?
- Não sei… -Melanie apertou os olhos para enxergar melhor.- Mas se eles ainda estiverem na estrada com essa chuva…
Meu pai se levantou num pulo.
- É exatamente disso que eu estava falando! Marina nunca deveria ter subido naquela moto!
Ele pegou o celular e começou a discar o número dela, enquanto todos nós trocávamos olhares preocupados.
Meu pai colocou o celular no viva-voz, e todos na sala ficaram em silêncio enquanto esperávamos Marina atender. Assim que sua voz soou do outro lado da linha, senti um alívio momentâneo.
- Oi, pai.
- Onde você está? -meu pai foi direto ao ponto, sua voz carregada de irritação.
- Na casa do Victor. -Marina respondeu casualmente.
O silêncio que se seguiu foi quase ensurdecedor. O maxilar do meu pai se contraiu, e ele apertou o celular na mão como se estivesse prestes a esmagá-lo.
- Na casa do Victor? -ele repetiu, incrédulo.- Você acha que eu vou aceitar isso numa boa?
- Pai… -Marina suspirou do outro lado da linha.- Está chovendo muito, não dava pra continuar na moto. Então viemos pra cá. Amanhã cedo eu volto pro campus, sem drama.
- Sem drama?! -meu pai explodiu, passando a mão no rosto.- Você acha que eu vou dormir tranquilo sabendo que minha filha está dormindo na casa do namorado?
Marina soltou uma risada baixa e divertida.
- Ai, pai… você é muito inocente.
O silêncio na sala ficou ainda mais pesado. Meu pai arregalou os olhos, completamente indignado.
- Como é que é?!
- Boa noite, pai.
A ligação foi encerrada antes que ele pudesse responder. Meu pai ficou olhando para o celular como se não acreditasse no que tinha acabado de ouvir.
- Essa menina está me tirando do sério!
Ashley tentou intervir.
- Querido, ela já é maior de idade, não tem muito o que você possa fazer…
- Ah, tem sim! -meu pai bufou.- No Natal, ela que me aguarde!
Luan, que estava calado até então, apenas abaixou a cabeça, apertando a mandíbula. Melanie, por outro lado, riu pelo nariz.
- Pelo menos ela foi honesta, né?
Meu pai a encarou mortalmente.
- Eu não achei graça.
Eu também não. Mas, ao olhar para Luan, percebi que ninguém ali estava mais desconfortável com aquela conversa do que ele, com o olhar completamente derrotado.
E, no fundo, eu entendia.
Porque era exatamente assim que eu me sentia quando via Harry e Bruna juntos.
Alguns dias depois...
Os dias se passaram e já era dezembro. O campus estava decorado com luzes e guirlandas, e o espírito natalino tomava conta de todos ao redor. As pessoas pareciam animadas, mas eu… não estava nem um pouco no clima. O frio era de cortar a pele, e eu mal conseguia pensar direito.
Eu já havia enviado o clipe para o professor, e agora só restava esperar pela data do encerramento do semestre. Foi um verdadeiro desafio gravar aquele clipe com esse clima congelante.
Estávamos no refeitório, tentando nos aquecer com um café quente. Luan estava sentado ao meu lado, e eu juro que ele parecia uma bola de neve ambulante. Ele vestia tantos casacos que eu nem conseguia contar quantas camadas ele tinha.
- Cara… -Anthony riu, olhando para ele.- Você vai sobreviver ao inverno dos Estados Unidos? -Luan espirrou e fungou antes de responder:
- No Brasil, nessa época do ano, faz um calor desgraçado. Eu sou acostumado com isso, não com essa temperatura de congelar os ossos.
Anthony e Ryan riram, e eu apenas balancei a cabeça, segurando um sorriso.
- Talvez você devesse tentar hibernar. -Anthony sugeriu, brincando.
- Boa ideia. -Luan resmungou, se afundando ainda mais nos casacos.- Me acordem quando for verão.
Eu podia entender o sofrimento dele. O inverno aqui era realmente cruel, e pelo visto, não era só eu que estava contando os dias para as férias.
- E aí, Luan, vai passar as férias de inverno no Brasil? -perguntei, tomando um gole do meu café quente.
Luan fungou e ajeitou os casacos ao redor do corpo.
- Vou, sim. Não aguento mais esse frio. Preciso voltar pro calor do meu país.
Ryan riu do outro lado da mesa, balançando a cabeça.
- Mano, você vai tomar um choque térmico saindo daqui, quase nevando, e chegando lá, debaixo de um sol de rachar.
Luan deu de ombros.
- E eu vou amar cada segundo. Vou pisar no aeroporto de camiseta e bermuda, só pra sentir o calor batendo na pele.
Anthony gargalhou.
- Do jeito que você tá reclamando agora, aposto que quando chegar lá, vai começar a reclamar do calor também.
Luan revirou os olhos.
- Claro que não. Eu fui feito pro calor. O inverno que é meu inimigo.
Eu ri, porque sabia que no fundo, ele provavelmente iria reclamar um pouco, mas quem podia culpá-lo? O frio aqui estava de lascar.
- E você, Justin? Vai passar onde? -Luan perguntou, me olhando por cima da xícara de café.
Eu dei de ombros.
- Ainda não sei. Não queria ficar por aqui, mas também não tenho certeza se vou pra casa da minha mãe ou se viajo pra algum lugar.
Luan apenas assentiu com a cabeça.
- E a Bruna, vai pro Brasil também? -perguntei.
- Com certeza, ela está odiando o inverno aqui também e não vê a hora das férias começarem.
- E a pergunta que não quer calar, ela vai levar o Harry? -Anthony perguntou e Luan deu de ombros.
- Ela não me falou nada. Mas espero que não. Porém seria uma oportunidade pra ela apresenta-lo pro nossos pais, se esse namoro for realmente sério.
Não pude deixar escapar um suspiro, Luan me olhou por alguns segundos, como se estivesse tentando decifrar o que eu estava sentindo.
- Isso te incomoda?
Eu apenas dei de ombros, desviando o olhar.
- Não é como se eu pudesse fazer alguma coisa.
O clima ficou um pouco mais silencioso na mesa, até Anthony decidir quebrar o gelo.
- Bom, seja onde for que vocês passem as férias, só espero que vocês voltem vivos. Porque do jeito que estão reclamando do frio, estou começando a pensar que vão congelar antes do Natal.
Todo mundo riu, e eu apenas balancei a cabeça. O inverno estava só começando, e parecia que essas férias iam ser longas.
- Ei, vocês sabiam que o Harry viajou? Parece que foi um lance de família, algo assim. -Ryan comentou.
Anthony abriu um sorriso malicioso e me cutucou com o cotovelo.
- Parece que essa é a sua chance de dar o bote, hein, Bieber?
Eu revirei os olhos, já me preparando para retrucar, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Marina se aproximou da nossa mesa.
- Oi, gente. -ela cumprimentou geral, mas logo se virou diretamente para Luan, com uma expressão preocupada.- Luan, levei a Bruna na enfermaria agora há pouco. Ela tá com febre alta, quase 39 graus. Deram remédio pra ela, e as meninas a levaram de volta pro dormitório, mas ela tá bem mal. Você quer levar ela pro hospital?
Luan nem pensou duas vezes. Ele se levantou num pulo, com o rosto tomado pela preocupação.
- Claro que quero! Meu Deus, como ela ficou assim do nada?
- Ela já estava meio ruim ontem. -Marina explicou.- Mas hoje piorou bastante.
Eu também já estava de pé.
- Vou com vocês.
Luan assentiu rapidamente, já pegando sua mochila, e Marina nos acompanhou enquanto saíamos apressados do refeitório.
No caminho, Luan estava visivelmente agitado, andando rápido e resmungando baixinho.
- Eu devia ter percebido antes... Ela tava meio quieta ontem, mas achei que fosse só cansaço.
Marina colocou uma mão no ombro dele, tentando acalmá-lo.
- Agora não adianta se culpar. O importante é levar ela pro hospital logo.
Eu também estava preocupado. Bruna era teimosa e provavelmente tinha ignorado os sintomas até não conseguir mais. Assim que chegamos ao dormitório feminino, Luan praticamente arrombou a porta, subimos apressadamente as escadas e eu senti meu peito apertar quando vi Bruna deitada na cama, com as bochechas coradas e os olhos semiabertos, visivelmente abatida.
Olivia e Virgínia sentadas ao lado da cama de Bruna, claramente preocupadas.
Luan não perdeu tempo e se aproximou dela, ajoelhando-se ao lado da cama.
- Bruna, vou te levar pro hospital. Você tá péssima.
Ela tentou sorrir, mas seu rosto estava tão fraco que nem conseguiu direito.
- Não precisa, já tomei o remédio... Logo melhora. -ela murmurou, os lábios tremendo.- Só tô com muito frio.
Olhei para ela com atenção. Mesmo usando um casaco e estando debaixo de duas cobertas grossas, ela ainda batia os dentes. Aquilo não era normal.
Suspirei, tirei meu casaco e me aproximei.
- Licença, Bruna. -avisei antes de me deitar ao lado dela, passando um braço ao seu redor e puxando-a para perto, tentando aquecê-la com meu corpo.
Bruna suspirou e fechou os olhos, se aninhando contra mim. Seu corpo estava bem quente por conta da febre.
Marina, que estava observando tudo, franziu a testa.
- Esse inverno tá mais rigoroso do que o normal. Geralmente não é assim.
Luan assentiu, se levantando e cruzando os braços.
- Acho que é mais falta de costume nosso. Eu mesmo não sei como ainda não fiquei doente.
Marina se aproximou um pouco mais, estendeu a mão e tocou o rosto de Luan, medindo sua temperatura com as costas dos dedos.
O toque foi rápido, mas o jeito que eles se olharam... rolou um clima ali.
- Tá normal. -Marina disse, baixinho.- Mas é bom você ficar de olho. Vai que é o próximo...
Luan ficou em silêncio por alguns segundos, apenas observando Marina. Então pigarreou e se afastou um pouco.
- Certo... Mas Bruna ainda tá muito mal. Acho melhor levarmos ela mesmo assim.
Olhei para Bruna, que parecia um pouco mais confortável nos meus braços, mas ainda tremia. E, sinceramente? Eu concordava com Luan.