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Capítulo 10

Bruna Narrando

Fui direto para minha aula de Dramaturgia e Estilo, mas assim que cheguei no auditório, percebi algo estranho: Marina não estava lá. Nós saímos juntas do dormitório, então eu esperava vê-la sentada em algum lugar, provavelmente no fundo, como sempre. Mas nada.

Franzi a testa, pegando meu celular e mandando uma mensagem rápida para ela.

“Onde você tá? Fugiu da aula?”

Guardei o celular na bolsa e me sentei em um dos assentos do meio, soltando um suspiro. Estava cedo ainda, e o professor nem tinha chegado. Talvez ela estivesse atrasada ou tivesse parado para resolver alguma coisa.

Mas meu momento de paz não durou muito. Logo, ouvi o som de risadas altas e revirando os olhos antes mesmo de olhar, eu já sabia quem era.

Chloe, Alicia e Lauren.

As três desqueridas entraram no auditório como se fossem donas do lugar. Chloe, sempre impecável, andava à frente como uma líder nata. Lauren andava com um olhar afiado, parecia ser a estrategista do trio. E Alicia, com seu ar desinteressado, apenas acompanhava, como se estivesse acima de tudo. Parecia que eu vivia no filme das Meninas Malvadas, a Chloe com certeza era a Regina George.

Chloe lançou um olhar pelo auditório, claramente avaliando quem estava ali. Quando seus olhos encontraram os meus, um sorrisinho debochado surgiu em seus lábios.

Ótimo.

Me afundei um pouco mais na cadeira, fingindo mexer no celular, torcendo para que elas simplesmente ignorassem minha presença. Mas, claro, eu não tinha tanta sorte assim.

Chloe puxou Alicia e Lauren na direção da fileira onde eu estava sentada e, sem cerimônia, sentou-se ao meu lado, enquanto as outras duas se acomodavam atrás de nós.

- Nossa, Bruna, que coincidência encontrar você aqui. -Chloe disse, com a voz doce e falsa.

Eu ri pelo nariz, sem desviar os olhos do meu celular.

- Coincidência? A gente tem a mesma aula, Chloe.

- Ah, é mesmo… -ela apoiou o queixo na mão e me analisou.- E cadê sua melhor amiga? Estranho você sem a Marina. -dei de ombros, finalmente olhando para ela.

- E eu lá sou babá dela? 

Lauren soltou uma risadinha atrás de mim.

- Relaxa, Chloe, aposto que ela só tá ocupada com algum garoto. Afinal, a reputação dela já tá ficando bem conhecida por aqui…

Aquilo fez meu sangue ferver.

Respirei fundo, mantendo a expressão neutra, mas minhas mãos se fecharam ao redor do celular.

Chloe sorriu, satisfeita com minha reação.

- Ah, Bruna, não leva a mal. Só estamos comentando. Mas, já que estamos falando disso… -ela inclinou a cabeça, os olhos brilhando com diversão.- E você? Alguma novidade interessante do fim de semana?

Ela estava cutucando. Queria ver se eu ia morder a isca.

Mal sabiam elas…

Sorri, levantando uma sobrancelha.

- Bom, se eu contar, talvez você fique com inveja.

O rosto de Chloe endureceu por um segundo, mas ela logo recuperou a pose.

- Sei… Deve ter sido algo bem básico, então.

Revirei os olhos, mas, antes que pudesse responder, a professora entrou no auditório e todos começaram a se ajeitar em seus lugares.

A aula começou e, por mais que eu tentasse focar no que a professora estava explicando sobre dramaturgia e estilo, a presença de Chloe ao meu lado me incomodava.

De vez em quando, ela mexia no cabelo ou cruzava as pernas de um jeito exagerado, como se quisesse que eu percebesse sua presença. Alicia e Lauren cochichavam atrás de mim, e eu tinha certeza de que era sobre mim ou sobre Marina.

Respirei fundo, ignorando. Não valia a pena.

Peguei meu caderno e comecei a anotar, tentando focar na aula. Mas, depois de um tempo, senti meu celular vibrar na bolsa. Discretamente, deslizei o aparelho sobre a mesa e desbloqueei a tela.

"Fugi. Te conto depois."

Era Marina.

Revirei os olhos e segurei um sorriso. Óbvio que ela tinha matado aula.

"Você não vale nada. Victor ou Luan?"

A resposta veio quase instantânea.

"Victor 😝"

Soltei um riso baixo. Antes que eu pudesse responder, Chloe se inclinou para o meu lado, com um sorriso que eu já sabia que não significava coisa boa.

- Bruna, sexta-feira vamos dar uma festa. E, claro, você está convidada. -levantei uma sobrancelha, desconfiada.

- Desde quando você me convida para festas?-ela soltou uma risadinha.

- Ah, qual é! Vai ser uma festa grande, e você parece saber como se divertir. -Alicia e Lauren riram atrás de mim.- Estendemos o convite pras suas amigas também, claro. -Chloe acrescentou, ainda sorrindo.

Mas antes que eu pudesse responder, Lauren revirou os olhos e disse com desdém:

- Só espero que você mantenha a Marina na coleira… Do jeito que ela anda no cio, é perigoso.

Meus dedos se fecharam ao redor da caneta.

Respirei fundo, controlando a vontade de responder na mesma moeda.

Forcei um sorriso sem humor e olhei para Lauren.

- Você deveria se preocupar menos com a vida da Marina e mais com a sua, não acha?

O sorriso dela vacilou por um segundo, mas Chloe riu, tentando aliviar a tensão.

- Relaxa, Bruna, só estamos brincando.

Antes que eu pudesse responder, o sinal do fim da aula tocou, e eu comecei a juntar minhas coisas. Saí da sala sem olhar para trás. Precisava de um ar longe das três.

Peguei o celular para mandar mensagem para Marina, mas antes mesmo de desbloquear, ouvi alguém chamando meu nome.

- Bruna, espera!

Me virei e vi Chloe se aproximando com um sorriso ensaiado no rosto.

- O que foi? -perguntei, cruzando os braços.

- Só queria reforçar o convite. A festa vai ser incrível, e seria um desperdício se você não fosse.

Alicia e Lauren se aproximaram logo atrás dela, claramente esperando minha resposta.

- Vou pensar -respondi, sem me comprometer. Lauren revirou os olhos.

- Nem parece que é amiga da Marina, da Virgínia e da Olivia, viu? Elas não pensariam duas vezes antes de aceitar. -sorri sem humor.

- É, mas eu sou eu.

Chloe manteve o sorriso, mas percebi um brilho de irritação nos olhos dela.

- Bom, espero que pense direito. Vai ser sexta, no nosso dormitório. Vai estar todo mundo lá, inclusive Harry 

Harry.

Minha expressão não mudou, mas por dentro, minha mente já trabalhava. Era claro que Chloe sabia que eu e ele já tínhamos ficado.

- Beleza. Até mais.

Me virei e saí, sem paciência para continuar aquele joguinho.

Assim que me afastei o suficiente, peguei o celular e finalmente mandei mensagem para Marina.

"Você não vale nada mesmo. Matando aula e me deixando sozinha com as três insuportáveis."

A resposta veio rápido.

"Drama. Você sobreviveu."

"Elas nos convidaram pra uma festa. Sexta. No dormitório delas"

Dessa vez, Marina demorou alguns segundos para responder.

"Interessante... Você quer ir?"

Mordi o lábio, pensando. Não era bem que eu queria, mas algo me dizia que essa festa não ia ser só mais uma noite qualquer.

"Se eu for, você vai também?"

"Óbvio. Mas se eu for, vou causar"

Sorri sozinha, imaginando exatamente o que isso significava.

"Ótimo. Então a gente vai"

Sexta-feira, 06 de Setembro de 2024

O dormitório de Chloe, Alicia e Lauren estava lotado quando chegamos. A música alta, o cheiro de álcool e cigarro, e a iluminação baixa davam à festa aquela atmosfera típica das noites de sexta.

Eu entrei com Olivia e Virgínia, e logo avistei Marina no meio da sala, ela tinha saído primeiro que a gente pra resolver alguma coisa. E, claro, ela tinha levado o deboche a outro nível.

Uma gargantilha preta apertava seu pescoço, como se fosse uma coleira. Assim que nossos olhares se encontraram, ela abriu um sorriso malicioso e puxou levemente o acessório entre os dedos.

- Gostou? -perguntou, com um olhar divertido. Eu ri, negando com a cabeça.

- Você é terrível.

- Lauren falou que eu precisava de uma coleira, então aqui estou eu. Ela deveria ter sido mais específica.

Marina piscou para mim antes de virar para pegar um copo de bebida de alguém que passava.

Olhei ao redor e notei que Chloe nos observava de longe, conversando com Harry. Assim que ele me viu, um sorriso surgiu em seu rosto e ele fez um aceno discreto com a cabeça.

- Olha só quem tá de olho em você. -Marina murmurou perto do meu ouvido.

- Eu vi.

Marina tomou um gole da bebida e então apontou com o queixo.

- Parece que não sou a única que gosta de provocar.

Dei de ombros, fingindo indiferença, mas a verdade era que eu sabia que aquela noite ia ser tudo, menos calma.

E foi aí que meus olhos encontraram Justin do outro lado da sala. Ele já estava ali há quanto tempo? Ele estava encostado na parede, segurando um copo e me observando.

Meu estômago revirou.

O olhar de Justin era intenso. Ele não desviava, e aquilo me deixava inquieta. Bebi mais um gole, tentando ignorar a sensação estranha no peito.

- O que foi? -Olivia perguntou, percebendo minha mudança de humor.

- Justin está aqui.

Ela olhou na direção que eu indicava com um breve movimento de cabeça e soltou um som de surpresa.

- E ele está olhando pra você.

- Eu percebi.

- Você vai falar com ele? -Virgínia perguntou.

Eu hesitei. Depois do café da manhã juntos, tínhamos trocado algumas mensagens no Tik Tok durante a semana, nada demais, só pra não perdermos o foguinho, tínhamos uma sequência de mais de dez dias. Mas agora, do jeito que ele me olhava, parecia que algo estava diferente.

Antes que eu pudesse decidir o que fazer, Marina apareceu do nada, enroscando um braço no meu.

- Me tirem daqui, pelo amor de Deus.

- O que aconteceu? -perguntei, surpresa com a súplica dela.

- Victor. Ele está insuportável. Ele me viu e ficou me cercando. Disse que estava me esperando para repetir o que fizemos segunda.

- Você vai ficar fugindo dele? -questionei, arqueando a sobrancelha.

- Eu não posso fazer nada, Luan também tá aqui e o clima ficaria chato. -Marina deu de ombros e então notou o meu olhar preso em um ponto fixo.- O que tanto olha?

- Justin. -Virgínia completou por mim. Marina virou o rosto e soltou um "hm" baixinho.

- Ele não tira os olhos de você.

- Eu sei. -murmurei.

- E o que você pretende fazer?

Eu não tinha uma resposta. Mas quando percebi Justin se desencostar da parede e caminhar na minha direção, soube que ele estava prestes a decidir por mim.

Continuei olhando para Justin se aproximar, e meu coração acelerou de um jeito irritante. Ele parou na minha frente, os olhos levemente brilhantes pelo álcool, mas ele não parecia fora de si. Só... mais desinibido.

- Vem cá, quero falar com você.

- Aqui? -perguntei, levantando uma sobrancelha.

Ele olhou ao redor, como se só agora notasse a quantidade de gente à nossa volta.

- Lá fora? -sugeri. Ele negou com um aceno.

- Vamos subir.

Antes que eu respondesse, senti sua mão envolver meu pulso e me puxar através da multidão. Olivia, Marina e Virgínia me lançaram olhares curiosos, mas eu apenas dei de ombros, sem tempo para processar o que estava acontecendo.

Subimos as escadas, passando por algumas pessoas que conversavam no corredor. Justin parou em frente a uma porta e a abriu sem hesitação. Quando entramos, percebi que era um dos quartos do dormitório.

Chloe.

Reconheci na hora pelo jeito impecável como o ambiente estava organizado. Havia uma penteadeira cheia de perfumes e maquiagens, uma cama impecavelmente arrumada e um mural de fotos na parede. Me aproximei instintivamente, observando as imagens.

Fotos dela com Alicia e Lauren, como esperado. Mas uma em especial chamou minha atenção. Ela estava abraçada a Harry, no ano passado. Meu estômago revirou.

- Bruna.

A voz de Justin me trouxe de volta ao presente. Pisquei algumas vezes antes de virar para encará-lo.

- O que foi? O que você queria falar?

Ele me olhou por um instante, e antes que eu pudesse reagir, suas mãos seguraram meu rosto e seus lábios encontraram os meus.

Fiquei paralisada por um segundo, sentindo o calor do seu corpo próximo ao meu. O beijo começou firme, como se ele estivesse segurando aquilo fazia tempo, mas aos poucos se tornou mais lento, explorando. Eu não recuei. Pelo contrário. Meu corpo reagiu antes da minha mente, e logo eu estava correspondendo, segurando sua camisa entre os dedos.

O cheiro dele misturado ao leve gosto de álcool me deixou tonta. Era errado. E, ao mesmo tempo, tudo parecia se encaixar.

Empurrei Justin para trás com firmeza, fazendo-o cair sentado na cama. Ele me olhou com aquele sorrisinho convencido, como se soubesse exatamente onde isso ia dar. Mas eu não ia deixar que ele ditasse o ritmo.

Deslizei as unhas pelo seu abdômen, por debaixo da camiseta, sentindo a rigidez dos músculos sob minha palma. Ele respirou fundo, sua pele arrepiando sob meu toque.

Eu não deveria estar fazendo isso. Mas, naquele momento, transar com Justin na cama da Chloe não parecia uma ideia tão ruim.

Justin segurou minha cintura, os dedos apertando minha pele por cima da roupa. Seu olhar era intenso, escuro, carregado de desejo. Meu coração disparou, mas eu não recuei. Muito pelo contrário.

Ele puxou minha blusa para cima, retirando-a, seus lábios deslizando pelo meu pescoço, me fazendo suspirar. Eu sabia que aquilo não passava de um jogo entre nós, mas naquele instante, eu não queria pensar em mais nada. Apenas sentir.

Eu inclinei a cabeça para o lado, dando a Justin ainda mais acesso ao meu pescoço. Sua respiração quente contra minha pele me fez arrepiar inteira, e um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios ao perceber o efeito que tinha sobre mim.

- Você gosta de provocar, não é? -ele murmurou, deslizando os lábios até minha clavícula.

- E você gosta de ser provocado. -rebati, puxando sua camiseta para retira-la e passando os dedos devagar por sua pele quente.

Justin riu, aquele riso rouco e baixo que eu já sabia que significava problema. Ele se inclinou para frente, me fazendo deitar na cama, enquanto seus olhos corriam pelos meus como se tentassem decifrar cada pensamento que passava pela minha mente naquele momento.

O peso do corpo dele sobre o meu era viciante. O jeito que sua mão deslizava pela lateral do meu corpo, firme, segura, me fazia perder completamente qualquer resquício de juízo.

Eu sabia que aquilo era perigoso. Que Justin e eu juntos não passávamos de um erro prestes a explodir. Mas, sinceramente? Eu nunca fui muito boa em evitar erros.

E naquele momento, eu não queria evitar nada.

Justin passava a mão por toda a extensão de meu corpo, e chegou ao fecho de meu sutiã. Ele o abriu com agilidade, tacando-o longe. Minhas mãos seguiram para o cós de sua calça, desabotoando-a. Com certa dificuldade, Justin se desfez dela sozinho.

Sua boca estava novamente em contato com o meu pescoço, logo descendo para meu colo. Ele mordiscou meu seio, descendo os beijos e mordidinhas pela minha barriga, até chegar na minha saia, que ele puxou para baixo. Ele também tirou minha calcinha em um movimento realmente rápido, tacando-a no lustre – só percebi isso porque a iluminação ao nosso lado ficou mais escassa. 

Ele voltou a me beijar, e eu podia sentir sua excitação. Cara, eu esperei anos por esse momento. Mordisquei sua orelha e ele desfez-se sozinho de sua boxer. Ele mordeu meu pescoço, e então me penetrou com uma força incrível. Eu quase gritei, mas me controlei. Espasmos de adrenalina corriam por minhas veias, me deixando extasiada. Ele investia igualmente forte, e eu gemia de prazer. 

Eu arranhava suas costas e puxava seu cabelo como se quisesse arrancar-lhe o couro cabeludo. Deus, onde foi que Justin aprendeu a fazer isso? Eu estava ficando louca de prazer, quando meu corpo começou a tremer e eu intensifiquei os gemidos. Justin continuou investindo mais algum tempo, quando eu tremi novamente, dessa vez junto com ele. Eu nunca tive um orgasmo múltiplo na minha vida. 

Nós ainda estávamos ofegantes, o corpo de Justin ainda pressionando o meu contra o colchão, quando ele finalmente falou:

- A gente devia sair daqui antes que alguém apareça.

Ele tinha razão. Chloe ou qualquer outra pessoa podiam subir a qualquer momento, e ser pega no quarto dela, com Justin, e depois do que acabamos de fazer... não seria nada bom.

Suspirei, empurrando Justin de leve para o lado antes de me sentar na cama e pegar minhas roupas espalhadas pelo chão. Justin fez o mesmo, vestindo-se sem pressa, os olhos ainda brilhando daquele jeito convencido e satisfeito.

Antes de sair, olhei ao redor do quarto. Tudo perfeitamente arrumado, como se Chloe fosse obcecada por controle. Um sorrisinho travesso surgiu nos meus lábios quando meus olhos caíram sobre a penteadeira.

- O que foi? -Justin perguntou, me observando com curiosidade.

Ignorei a pergunta e fui até a penteadeira, abrindo uma gaveta e pegando um dos batons de Chloe. Um vermelho intenso, bem chamativo. Tirei a tampa, passei nos lábios e, antes de sair, me aproximei do espelho.

Pressionei os lábios recém-pintados contra o vidro, deixando a marca perfeita do beijo, e em seguida escrevi uma letra “B” bem grande ao lado.

Justin riu baixinho.

- Você é terrível.

Dei de ombros, jogando o batom de volta na penteadeira.

- Aquela vadia merece. E com certeza vai surtar quando ver isso.

Ele balançou a cabeça, ainda rindo, e puxou minha mão para sairmos dali.

Enquanto descíamos as escadas, ajeitei meu cabelo e tentei manter a expressão o mais natural possível. Mas por dentro, eu já sabia... essa história com Justin estava longe de acabar.

Me misturei entre as pessoas assim que Justin e eu descemos, cada um seguindo para um lado. Não precisava de ninguém nos encarando ou suspeitando de algo.

Fui direto para onde as bebidas estavam, servindo-me de uma dose de algo forte antes de procurar Marina. Encontrei-a no meio da pista, dançando sem preocupação, com um sorriso no rosto e a gargantilha brilhando em seu pescoço.

- Você sumiu! -ela disse, me puxando para dançar com ela.

- Estava resolvendo umas coisas. -respondi com um sorriso misterioso, tomando um gole da minha bebida.

Foi então que vi Chloe subindo as escadas.

Ah, agora sim ficaria interessante.

Ela estava com o nariz empinado, provavelmente indo ao quarto buscar alguma coisa, sem ideia da surpresa que a esperava lá.

Tomei mais um gole da minha bebida. Mal podia esperar para ver o surto.

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