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Capítulo 3

Luan Narrando 

O primeiro dia de aula tinha sido intenso, mas eu estava gostando da experiência. O campus era enorme, cheio de gente nova, e o clima era animado. Depois das aulas, encontrei Justin no dormitório, junto com Ryan e Anthony.

Justin e Ryan se conheciam desde o ensino médio e já eram praticamente irmãos. Ambos eram calouros, mas Anthony já era veterano e parecia entender bem como as coisas funcionavam na Columbia.

O assunto da vez? A festa na sexta-feira.

- Parece que vai ser uma das grandes. -Anthony comentou, jogado na poltrona do nosso quarto.

- Tá rolando boato pelo campus todo. -Ryan acrescentou.- Vai ser no dormitório dos caras do segundo ano. 

- E geralmente as festas deles são épicas. -Anthony completou com um sorriso convencido.

Eu me encostei na cama, pensativo. Sempre tive curiosidade pra saber se as festas universitárias eram como nos filmes e séries. Gente dançando, bebida, jogos, confusão… Parecia divertido.

- Você vai, né, Luan? -Justin perguntou, me encarando.

- Com certeza. -respondi sem hesitar. Justin ergueu uma sobrancelha.

- Achei que você fosse dizer que ia ficar no quarto compondo.

- Até parece. Quero ver com meus próprios olhos se essas festas são tudo isso mesmo.

- Boa! -Ryan sorriu.- Essa é a atitude. -Anthony riu.

- Só tomem cuidado. Sempre tem alguma loucura nessas festas.

Justin e Ryan trocaram um olhar cúmplice, já imaginando que essa “loucura” fosse parte da diversão.

Enquanto eles continuavam falando sobre a festa, peguei meu celular e abri o Instagram. Vi uma foto nova que Bruna postou, com as novas amigas.

brusantanareal Só o primeiro dia e já sinto que fiz amizades para a vida toda! 🚀💛
@marinabieber @virginiaweston_ @olivia_mitch


E nos comentários…

Harry: Mal posso esperar pela sexta-feira.

Franzi a testa.

Então Bruna também ia?

Cruzei os braços, pensando. Eu confiava nela, claro, mas não confiava nos caras daqui. Principalmente em veteranos que ficavam comentando no Instagram dela.

Definitivamente, eu ia nessa festa.

E se alguém resolvesse passar dos limites com a minha irmã, ia conhecer o lado nada amigável de Luan Santana.

Depois de ver o comentário de Harry na foto da Bruna, voltei a olhar a imagem com mais atenção. Minha irmã e suas novas amigas estavam sorrindo, sentadas em uma lanchonete. Bruna parecia estar se enturmando bem, o que era ótimo, mas algo mais na foto prendeu minha atenção.

A ruiva.

Ela tinha um sorriso bonito, um olhar intenso e um ar confiante. Diferente de Bruna, que era mais delicada, essa garota parecia ter um brilho próprio, como se soubesse exatamente quem era e o que queria.

- Algum de vocês conhece essas meninas? -perguntei, levantando o celular para mostrar a foto. Justin olhou de relance e riu.

- A ruiva é minha meia-irmã. -eu arregalei os olhos, surpreso.

- Sério?

- Sim. Marina Bieber. A mãe dela é diferente da minha, mas temos o mesmo pai.

- Ah… -murmurei, processando a informação.

- As outras duas são amigas dela do ensino médio. -Justin continuou.- A loira se chama Virgínia e a morena é Olívia. -balancei a cabeça, tentando absorver aquilo.

- Então você e sua irmã vieram juntos pra faculdade?

- Meio que sim. Quer dizer, cada um tem sua própria vida, mas viemos no mesmo voo.

- E vocês são próximos? -perguntei por curiosidade. Justin deu de ombros.

- Até que sim. Brigamos como qualquer irmão, mas nos damos bem.

- E você acha que ela vai na festa?

- Se Olívia e Virgínia forem, com certeza. Marina gosta de uma socialização.

Fiquei em silêncio, olhando de novo para a foto.

Marina Bieber.

Um nome para o rosto que já tinha chamado minha atenção.

E agora que sabia quem ela era, eu não conseguia parar de pensar nela.

No outro dia...

A sala de aula de Musical estava relativamente cheia, mas ainda assim, era fácil encontrar um lugar. Como essa era uma disciplina que misturava teatro e música, eu estava particularmente animado para ver como funcionaria.

Olhei ao redor, esperando encontrar Justin, já que tínhamos praticamente as mesmas matérias, mas ele não estava ali. No entanto, sua irmã, sim.

Ela estava sentada perto da janela, rabiscando algo no caderno de anotações. Seu cabelo ruivo brilhava sob a luz do sol que entrava pela vidraça.

Eu poderia ter me sentado em qualquer outro lugar, mas sem pensar muito, caminhei até lá e sentei na cadeira ao lado dela.

Ela percebeu minha presença e ergueu os olhos, ligeiramente surpresa.

- Oi. -falei, apoiando os braços na mesa.

- Oi. -respondeu, fechando discretamente o caderno como se estivesse escondendo algo.

- Justin não veio pra aula?

- Pelo visto, não. -ela deu de ombros.- Mas ele não me avisou nada.

- Irresponsável, hein? -brinquei, e ela riu de leve.

- Totalmente.

Houve um momento de silêncio.

- O que você estava escrevendo aí? -perguntei, curioso. Ela hesitou por um instante antes de responder:

- Nada demais, só algumas ideias para um roteiro.

- Roteiro?

- Sim. -ela assentiu, virando um pouco o corpo para me encarar melhor.- Eu sou apaixonada por atuação e direção. Gosto de imaginar cenas, diálogos, essas coisas.

Fiz um som de interesse.

- Isso é bem legal. Eu também gosto de criar coisas, mas com música. -ela arqueou uma sobrancelha.

- Você compõe?

- Sim, sempre gostei de escrever letras e melodias. Quero seguir carreira na música. -ela abriu um sorriso pequeno, mas sincero.

- Isso é incrível.

A professora entrou na sala, pedindo atenção, e Marina virou-se para frente, focando na aula. Mas enquanto a professora explicava a dinâmica do curso, me peguei lançando olhares de canto de olho para ela.

Afinal, parecia que tínhamos mais em comum do que eu imaginava.

A professora começou a aula explicando a importância da fusão entre teatro e música, como os grandes musicais eram construídos e o impacto da interpretação nas performances ao vivo. Enquanto ela falava, eu notava Marina, de vez em quando, anotando algo no caderno.

- Vamos fazer um exercício prático hoje. - a professora anunciou, chamando a atenção de todos.- Quero que vocês formem duplas e criem uma pequena cena com música. Pode ser algo improvisado, mas precisa envolver interpretação e melodia.

Olhei para Marina e a peguei me encarando.

- Quer fazer comigo? -perguntei antes que ela pudesse escolher outra pessoa.

Ela hesitou por um segundo, mas então assentiu.

- Por que não?

Os outros alunos já estavam formando seus pares enquanto a professora distribuía instruções.

- Podemos fazer algo dramático? -Marina perguntou, apoiando o cotovelo na perna e me olhando com interesse.

- Você gosta de drama? -ela sorriu.

- Eu amo. -ri baixo.

- Então tá, mas se for dramático, tem que ser intenso.

- Sem problemas pra mim.

Marina pegou o caderno e rabiscou algumas ideias. Me inclinei um pouco para ver.

- Eu pensei em um casal que está se despedindo. Algo tipo... ele precisa ir embora, e ela quer que ele fique, mas ele sabe que precisa ir.

- Gosto disso. E a música?

- Você sabe tocar violão?

- Sei. -ela pareceu satisfeita.

- Então pode improvisar uma melodia enquanto eu escrevo a letra.

A forma como ela levava aquilo a sério me fez sorrir.

- Fechado.

Ficamos os próximos minutos montando a cena e ensaiando. Marina tinha uma presença forte, mesmo só improvisando. Quando começamos a praticar nossa parte com música, percebi que ela não apenas escrevia bem, mas também tinha uma voz bonita.

No final da aula, a professora pediu para algumas duplas apresentarem. Nós fomos uma delas.

Marina começou a cena, sua interpretação cheia de emoção.

- Você não precisa ir... -sua voz era firme, mas com um tom de desespero.

- Eu preciso. -respondi, colocando a melodia suave ao fundo.

A cada frase que dizíamos, a música se encaixava perfeitamente. Quando terminamos, houve um breve silêncio antes de um dos alunos começar a bater palmas. Em segundos, a sala toda nos aplaudia.

A professora fez alguns comentários positivos sobre nossa química em cena e como a música complementou o diálogo. Marina parecia satisfeita, mas não completamente surpresa. Parecia alguém acostumada a ouvir elogios pelo talento.

- Você leva jeito pra isso. -comentei enquanto guardávamos nossos materiais.

- Eu treino bastante. -ela deu de ombros.- Quero ser atriz, então qualquer oportunidade de melhorar é válida.

- Parece que já nasceu pronta. -ela riu.

- Você também não foi nada mal. Desde quando toca violão?

- Desde criança. Meu sonho é ser cantor. -seus olhos brilharam um pouco ao ouvir isso.

- De verdade?

- Sim. Sertanejo. -ela inclinou a cabeça, avaliando-me.

- Não sei muito sobre sertanejo, mas acho que você tem presença de palco.

- E você tem carisma de protagonista.

Ela sorriu, e por um momento, ficamos ali, apenas nos encarando.

O sinal tocou, trazendo-nos de volta à realidade.

- Vou almoçar agora. Você já tem companhia? -perguntei.

- Minhas amigas devem estar me esperando.

- Ah... então te vejo na festa sexta-feira? -ela ergueu a sobrancelha.

- Vai na festa do Harry?

- Claro. Quero ver se é tão boa quanto dizem.

- Então nos vemos lá.

Ela me lançou um último sorriso antes de sair, e fiquei assistindo-a desaparecer pelo corredor.

Mais tarde, no refeitório, encontrei Justin sentado com Ryan e Anthony. Peguei minha bandeja e me juntei a eles.

- E aí, como foi sua manhã? -Justin perguntou.

- Interessante.

- O que quer dizer com isso?

- Fiz uma apresentação de música e teatro com sua irmã. -ele parou com o garfo no ar.

- Marina?

- Sim. Ela é boa.

- Eu sei. -ele riu.- E vocês se deram bem?

- Acho que sim. -Ryan deu um sorriso malicioso.

- Você acha que sim? Isso significa que você gostou dela?

- Eu só disse que ela é talentosa.

- Sei... -Justin revirou os olhos. -Anthony apenas observava a conversa, sorrindo de canto.

- Enfim, tudo certo pra irmos na festa do Harry? -mudei de assunto.

- Com certeza. -Justin confirmou.

- E Marina vai? -Ryan perguntou, provocativo.

Ignorei a insinuação e continuei comendo.

Mas, no fundo, não conseguia tirar a ruiva da cabeça.

Após o almoço, fui até a sala de música, que estava vazia, o que era perfeito. Eu precisava de um tempo sozinho para tocar sem me preocupar com mais nada. Peguei meu violão e comecei a dedilhar um ritmo tranquilo, apenas deixando a melodia fluir.

Foi quando ouvi a porta se abrir.

Uma garota de cabelos pretos ondulados entrou com confiança. Seu olhar era afiado, e a postura indicava que ela sabia exatamente o que estava fazendo. Eu já tinha visto ela andando pelo campus com outras duas meninas, mas nunca tinha conversado com ela.

- Ei. -ela disse, parando na minha frente. Levantei o olhar.

- Oi.

- Você é o Luan, certo? -assenti, colocando o violão no colo.

- E você?

- Chloe. -ela se encostou no piano ao lado, cruzando os braços.

- Estava ouvindo você tocar. Você tem talento.

- Valeu. Gosta de música?

- Amo. Mas não toco nada. -ela riu, sem parecer envergonhada.- Prefiro admirar.

- Justo. -ela jogou os cabelos para o lado e me analisou.

- Você é brasileiro, né?

- Sim.

- Interessante... então você deve saber dançar bem. -ergui uma sobrancelha.

- Não exatamente.

- Ah, que decepção. -ela fez um biquinho, claramente exagerado.- Eu ia pedir pra você me ensinar. -revirei os olhos, rindo.

- Acho que eu ficaria te devendo essa.

- Tudo bem, aceito um pagamento diferente.

Ela sorriu de um jeito sugestivo, e eu entendi exatamente o que queria dizer. Chloe parecia o tipo de garota que gostava de ter atenção, e não se preocupava em ser sutil.

- Você vai na festa sexta? -ela perguntou, mudando de assunto.

- Vou.

- Ótimo. Assim podemos conversar melhor.

Ela piscou antes de dar meia-volta e sair da sala, me deixando ali, ainda segurando o violão.

Eu já tinha conhecido garotas assim antes. Elas jogavam e esperavam ver como você reagia.

Mas o problema é que, ao contrário do que Chloe pensava, minha cabeça estava em outra pessoa.

[...]

A semana passou rápido, e antes que eu percebesse, já era quinta-feira. A festa de boas-vindas estava movimentando o campus inteiro. Todo mundo comentava, fazia planos, combinava roupas. Era uma tradição dos veteranos, e mesmo quem não costumava ir a festas parecia interessado.

Eu não era muito de festa, mas confesso que estava animado. Não pela festa em si, mas pela possibilidade de ver Marina lá. Desde a aula de música, meu interesse por ela só aumentou. Ela era diferente, e isso me intrigava.

Na hora do almoço, sentei com Justin e Ryan no refeitório.

- Preparado pra amanhã? -Ryan perguntou, dando uma garfada no prato.

- Preparado pra quê? -perguntei.

- A festa, cara! -ele exclamou.- Você tem que estar no clima. -Justin riu.

- O Ryan quer dizer que você tem que estar no clima pra conhecer alguém.

- Ah, tô tranquilo. -respondi.

- Sei… -Justin me olhou desconfiado.- Não tá de olho em ninguém? -pensei em Marina, mas balancei a cabeça.

- Só vou pra curtir.

- Aham, sei. -Ryan debochou. Justin olhou para outra mesa e apontou discretamente.

- Falando nisso, olha só.

Segui seu olhar e vi Marina sentada com Bruna, Virgínia e Olivia. Elas estavam animadas, rindo de algo que Bruna falava. O cabelo ruivo de Marina se destacava no meio das outras.

Antes que eu pudesse desviar o olhar, ela olhou de volta.

E não desviou.

Um pequeno sorriso surgiu no canto de sua boca, como se estivesse esperando que eu tomasse alguma atitude.

- Ih, mano… -Ryan riu. Justin também percebeu.

- Se eu fosse você, falava com ela antes da festa.

- Relaxa. -respondi.- Tem tempo.

Anthony apareceu e se sentou ao nosso lado, largando a mochila na mesa.

- Cara, você não tem tanto tempo assim. -ele disse, pegando um refrigerante.

- Como assim? -perguntei, sem entender.

Anthony deu um gole na bebida e olhou para mim com um sorriso de canto.

- Eu ouvi dizer que o Victor, um dos anfitriões da festa, está bem interessado na Marina.

Senti meu peito apertar por um segundo, mas tentei disfarçar.

- É mesmo? -tentei parecer indiferente, mas Justin e Ryan já estavam me analisando.

- Parece que ele tá jogando charme pra cima dela faz um tempinho. -Anthony continuou.- E, pelo jeito, a festa vai ser a oportunidade perfeita pra ele tentar alguma coisa. -Justin soltou um assobio.

- Ih, Luan… perdeu tempo, hein? -Ryan riu.

- Vai deixar barato? -revirei os olhos.

- A garota faz o que quiser.

- Claro que faz. -Anthony concordou.- Mas se você quiser ter alguma chance, melhor se mexer logo. Porque, pelo jeito, o Victor já tá se mexendo.

Olhei novamente para Marina. Ela estava concentrada na conversa com as amigas, completamente alheia ao que estávamos falando.

Precisava agir antes que fosse tarde demais.

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