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Capítulo 157

Bruna Narrando

A perda do pai do Justin, William, de forma tão precoce foi devastadora. Aos 51 anos, partir por conta de um AVC só nos faz pensar e valorizar mais a vida, pois é realmente um sopro.

Justin estava, logicamente, devastado. Eu tive que segurar as pontas, principalmente para explicar a situação às crianças. Tive que encontrar uma forma gentil para que o Jack e a Chloe pudessem entender o que tinha acontecido com o avô. E incluímos a Serena, que era a menor de todos e entendia quase nada, mas eles captaram a tristeza no ar e ficaram bem tristes.

O velório foi tristíssimo. Havia bastante gente, pois William era empresário, e muitos colegas e funcionários dos hotéis que ele tinha, além de amigas e familiares da Ashley.

E por falar em Ashley, ela estava devastada, aos prantos em cima do caixão. Ninguém merece ficar viúva, principalmente aos 32 anos, com um filho tão pequeno, o Jordan. Eu senti uma dor imensa por ela.

Virgínia, Olívia, Ryan e Anthony também marcaram presença.

Marina estava conosco, mas a situação dela era um terror. O estresse e a viagem fizeram mal: ela desmaiou umas duas vezes no meio do velório. 

A Melanie estava soluçando alto dentro da capela. Eu via o Justin tentar ser forte, tentando consolar as irmãs e a madrasta, mas ele estava muito mal. Ele se sentia culpado por não ter sido mais presente na vida do pai. Eu tentava segurar as pontas por ele.

A mãe do Justin, Pattie, com o padrasto Charlie, marcaram presença. E a mãe da Marina e da Melanie, junto com o marido Josh, também vieram prestar condolências.

Logo o padre veio. Ele fez uma oração e falou algumas palavras bonitas sobre a vida e o legado de William. Eu estava de mãos dadas com o Justin, tentando transmitir toda a força que ele precisava.

A hora da despedida final, quando o caixão começou a ser levado, foi a pior de todas.

Eu não pude me conter. Eu chorei muito. Não era apenas pela dor do Justin, mas pela minha própria perda. William foi um ótimo sogro. Ele não era perfeito, mas desde que Justin e eu reatamos, ele sempre me tratou com respeito e carinho, e se tornou um avô presente na vida do Jack e um avô postiço na vida da Chloe e da Serena.

Não tê-lo mais em nossas vidas, mesmo que fosse aquela presença discreta e distante, era uma tristeza profunda. 

Eu olhei para o Justin. Ele estava paralisado, olhando para o caixão. O corpo dele tremia. Eu o abracei com força, sentindo a dor dele como se fosse minha.

- Eu sinto muito, meu amor. Eu sinto muito. -eu sussurrei.

Ao meu lado, Marina estava de pé, apoiada no Luan, que a segurava firmemente para evitar que ela desmaiasse de novo. Ashley gritava, inconsolável.

A vida era um sopro, e a morte de William nos lembrava disso da maneira mais cruel. Eu precisava ser a rocha do Justin agora.

8 anos depois...

Uau, nem acredito que se passaram oito anos. Parece que foi ontem que o William se foi e logo depois descobrimos a gravidez de risco da Marina.

Meus gêmeos, Matteo e Sophia, agora tinham seus quase 8 anos. Eles nasceram de quase 37 semanas, no dia 11 de novembro de 2029, de um parto cesárea junto com uma laqueadura. Chega de filhos por aqui. 

Eles me lembravam muito eu e Luan quando éramos crianças. Diferente de Jack e Chloe, eles não eram loiros, nem tinham olhos claros; minha genética falou mais forte dessa vez. Tinham olhos castanhos escuros e cabelos pretos.

A Chloe já estava com seus 12 anos. Era uma pré-adolescente loira de olhos azuis que me dava dor de cabeça e deixava o Justin de cabelos em pé, por já ter meninos mandando mensagens para ela. O Jack não ficava atrás, com 11 anos, loiro de olhos azuis, cabelo liso com uma franja, igual a quando Justin era adolescente. Ele vivia me dando mais dores de cabeça por causa dos jogos de celular, vivia com os olhos grudados na tela.

Agora estávamos em abril de 2037, hoje especificamente, dia 18, era o aniversário do Liam, o filho da Marina com o Luan. Ele estava fazendo seus 7 anos.

Depois da turbulência que foi o início da gravidez dela, com descolamento da placenta e a perda do pai, tudo ocorreu bem. Nós descobrimos, logo meses depois, que ela esperava apenas UM BEBÊ e era um menino, o Liam. Ele era absurdamente a cara do Luan, diferente da Serena, que agora tem 10 anos, com seus cabelos ruivos iguais aos da Mari e olhos verdes, idêntica à Marina a cada dia que passa. Ela também fechou a fábrica depois do Liam, por medo de vir gêmeos ou mais na próxima.

O pequeno Jordan ainda morava em Nova York, agora com seus 9 anos de idade. Ashley conheceu um cara dois anos após a morte do William e se casou novamente. Mas nas férias de verão, o Jordan vinha para São Paulo ficar com a gente e brincar com as crianças.

Quatro anos atrás, meu pai também havia partido. Ele descobriu um câncer raro e em estágio avançado, e infelizmente, não houve quimio, rádio ou cirurgia que resolvesse. Eu sentia muita falta dele, mas pelo menos ele pôde conhecer Matteo, Sophia e Liam.

Minha mãe seguiu sozinha. Ela assumiu como CEO da empresa que montou com meu pai, a Santana Projects and Constructions. Mas ela vivia viajando mais do que trabalhando. Ela dizia que os 50 era a idade do sucesso, e ela aproveitava a vida.

A Pattie e o Charlie, a mãe e o padrasto do Justin, se aposentaram e vieram morar perto da gente dois anos atrás, num apartamento no centro de São Paulo. Eles aprenderam rápido com o português e se adaptaram bem ao caos da cidade.

A Liana, mãe da Marina e Melanie, também veio morar em São Paulo, depois do divórcio com o Josh cinco anos atrás. Ela descobriu que o Josh estava tendo um caso com uma enfermeira onde ambos trabalhavam. Ela conseguiu um emprego no melhor hospital de São Paulo e segue solteira e bem-sucedida, morando numa cobertura também no centro da cidade.

A Melanie, bom, ela se formou pouco tempo depois da morte de William e conseguiu concluir a faculdade graças ao dinheiro da herança que recebeu. Ela se formou em administração e decidiu assumir os negócios do pai, cuidando da rede de hotéis que ele tem pelo mundo. 

Ela teve um plot twist que ninguém esperava: se assumiu bi e se casou com uma mulher há dois anos, a Lindsey. Elas se casaram mesmo, de vestido, véu e grinalda. A gente foi no casamento delas em Nova York, e agora elas estão em processo de FIV. A Melanie amadureceu muito, se arrependeu de tudo o que fez, pediu perdão de joelhos e chorando para a gente, principalmente para a Marina. Agora estava tudo bem entre elas.

Justin, um ano depois de os gêmeos nascerem, voltou com tudo para os palcos, para a carreira, e era como se nunca tivesse parado. Ele era o astro de sempre, e eu me sentia orgulhosa dele a cada dia mais. O pessoal o comparava com o astro Michael Jackson, e ele se achava com isso.

Luan nunca parou sua carreira. Era considerado o Príncipe do Sertanejo. Após a morte do cantor Roberto Carlos, Luan ganhou seu especial de final de ano na Globo. E eu adorava! Em pensar que, quando éramos crianças, perto do Natal, sempre assistíamos na TV o Especial Roberto Carlos, e agora ver meu irmão tendo isso, era surreal. Eu me sentia uma gêmea orgulhosa.

A Marina era uma atriz brilhante. A trilogia dos filmes não fez tanto sucesso quanto Tremembé, e apesar das dificuldades que ela passou para gravar, ela brilhou e fez grandes papéis depois. Ela era uma atriz com dois Oscar's.

Bom, eu, depois dos gêmeos, consegui focar na minha carreira. Me tornei uma estilista famosa, com minha marca sendo top 20 das melhores marcas do MUNDO. Eu tinha três lojas da minha marca só em São Paulo, e também em Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, entre outras cidades e capitais.

Tudo valeu a pena no final.

Ao contrário da minha mãe, que dizia que a idade do sucesso era aos 50, eu diria que, no meu caso, era aos 30. Com meus 31 anos agora, eu me sentia no meu auge. Com meu marido lindo, meus quatro filhos, minha carreira de sucesso como estilista top 20 do mundo, eu me sentia plenamente feliz e realizada.

Estávamos no salão de festas da Marina e do Luan, celebrando o aniversário de 7 anos do Liam. A decoração era do Relâmpago McQueen.

Eu observei meus filhos. O Jack estava sentado na mesa, jogando seus joguinhos no celular, já no seu modo pré-adolescente. A Chloe estava desfilando pelo salão, de braços dados com a Serena; as duas eram bem próximas e inseparáveis.

Os gêmeos, Matteo e Sophia, estavam correndo por ali, no meio da bagunça, comendo doces escondidos e aproveitando ls brinquedos.

Observei a entrada de Virgínia de mãos dadas com Anthony. Ela se casou com ele uma semana antes do Liam nascer, o que virou piada interna entre a gente, dizendo que por pouco, Anthony e Virgínia teria que fazer o parto da Marina no meio da cerimônia, já que ela foi uma das madrinhas, mas deu tudo certo. Ela se formou advogada criminalista e ele era engenheiro de software — quem diria! Dois anos depois do casamento, ela ficou grávida da Emma, que agora tem 5 anos e estava ali, linda, correndo atrás dos meus gêmeos. E Virgínia agora estava grávida de 6 meses do Henry, com a barriga já bem avantajada.

A Olívia e o Ryan se casaram há três anos. Eles já tinham o Elijah, de 4 anos, que estava no colo do pai. Olívia se tornou professora de educação infantil e o Ryan era farmacêutico.

[Clique AQUI para ver a lista atualizada dos personagens]

Eu me levantei da mesa para cumprimentar a família que chegava.

Fui primeiro até Olívia e Ryan. Brinquei com o Elijah, que era um garotinho adorável, mas tímido, escondendo o rosto no ombro do pai.

Na hora de cumprimentar Virgínia e Anthony, não pude deixar de alisar a barriga dela.

- Seis meses do Henry! Que emoção!

Quem estudou na Columbia em 2024, como nós, sabia como a Virgínia e o Anthony eram o casal mais improvável do mundo. Virgínia pegava homens a quilo e Anthony pegava as mulheres do campus. Hoje, são pais de dois. A vida realmente nos surpreende demais. 

Dei "oi" para a pequena Emma também, que me deu um abraço rápido antes de correr atrás de Matteo e Sophia.

Justin veio logo atrás de mim e cumprimentou os amigos. 

Logo vimos Marina e Luan se aproximarem para receber os convidados, com o aniversariante Liam agarrado na cintura da mãe.

Nesse momento, Chloe apareceu sozinha, com o celular na mão, com os olhos arregalados de empolgação.

- Mãe! Mãe! Você não vai acreditar! -ela disse, quase sem fôlego.- Uma banda de K-Pop que eu amo vai abrir a venda de ingressos para shows no Brasil, e São Paulo está inclusa!

Eu só soube franzir a testa. Em 2037, com tantos megastars dominando a música, a febre do K-Pop parecia uma relíquia do passado.

- K-Pop existe ainda, Chloe? -eu perguntei, descrente.

Chloe revirou os olhos com a típica dramaticidade de uma pré-adolescente.

- Ai, mãe! Claro que existe! É o máximo! É tipo o BTS, só que moderno!

- BTS? Isso é das antigas, filha! -Justin interveio, vindo até nós com aquele ar de quem é o popstar supremo. Ele olhou por cima do ombro de Chloe para ver o celular.- O que é isso? Que tipo de música é essa? -ele perguntou, com um tom de leve desaprovação.

- É K-Pop, pai! E eles são incríveis! Eu quero ir no show! 

O rosto de Justin se fechou um pouco. A pré-adolescência da Chloe era o calcanhar de Aquiles dele.

- Você no show? Sozinha? Não mesmo. 

- Ai, pai! Eu tenho doze anos! E eu vou com a Serena! 

- A Serena tem dez anos, Chloe. Nenhuma de vocês vai a show sem um adulto. -Justin decretou.- E se você quer saber de música de verdade, eu posso te levar no meu show e te dar um passe VIP para ver um artista de perto!

Chloe bufou, dramática. 

- Ninguém quer ver pop ou sei lá que estilo você canta, pai! Todo mundo na escola ouve K-Pop!

- Ah, é? Então eu estou por fora? -Justin brincou, mas dava para ver a ponta de aborrecimento. Ele odiava ser comparado a algo "antigo" ou "desinteressante".- E só pra você saber, eu canto pop e R&B.

Eu suspirei, pegando Chloe pelo ombro e a afastando do pai antes que a discussão escalasse.

- Calma, estrelinha. A gente conversa sobre o K-Pop depois. Vamos manter o foco no aniversário do seu primo, tudo bem?

Eu mandei um olhar para Justin, que pegou a dica e se acalmou, forçando um sorriso de volta. 

A cena com Chloe e o Justin sobre K-Pop mal tinha se resolvido quando escutei o Jack, que estava sentado na mesa ali perto, quase gritando.

- Tem cara aqui! Ele vai me matar! Me ajuda!

Eu virei para ele com os olhos arregalados, o coração dando um salto com o tom de pânico. Por um momento, pensei que fosse alguma briga ou incidente real na festa.

Mas era só ele jogando.

Ele estava totalmente imerso na tela, jogando aqueles joguinhos de tiro, tipo aqueles jogos antigos de Free Fire ou Fortnite, com fones de ouvido.

Eu revirei os olhos, voltando à minha frustração de mãe moderna.

- Jack! -chamei.- Pelo amor de Deus! Desliga esse celular e vai viver! Existe vida fora dessa tela!

Ele mal piscou, apenas resmungando: 

- Um minuto, mãe! Só mais essa partida!

Eu estava a ponto de arrancar o celular da mão dele, mas a voz de Marina me interrompeu, rindo.

- Deixa ele, Bruna. A fase dele é essa. Daqui a pouco ele cansa.

Eu balancei a cabeça, exausta só de pensar em mais essa batalha parental.

- Essa geração é mais difícil que fazer croqui de alta-costura.

Chloe voltou, cheia de energia, com o assunto do K-Pop.

- Tia Mari! Você deixa a Serena ir comigo no show? Por favor!

Eu revirei os olhos, intervindo antes que Marina pudesse responder.

- Chloe, se você continuar com esse assunto, não vai. Mas se você se comportar e não me enlouquecer com essa música coreana, eu levo as duas.

Ela pulou em mim, e me deu um abraço apertado.

- Você é a melhor mãe do mundo!

Jack, ainda absorto no jogo e sentindo a atenção desviar dele, soltou um comentário maldoso.

- Ela nem é sua mãe de verdade, Chloe.

Meu corpo congelou. Eu virei para repreendê-lo, com os olhos arregalados, mas Justin havia escutado. A reação dele foi imediata e implacável.

Ele se moveu rápido, tomando o celular da mão do Jack em um movimento brusco.

- Jack! Já para aí! -a voz de Justin estava cortante e séria.- Você vai respeitar sua mãe, vai guardar seus comentários para si e não vai se meter onde não foi chamado!

Jack ficou pálido, chocado com a bronca do pai.

- Agora, peça desculpas para a sua mãe e para a sua irmã, imediatamente!

O silêncio na mesa foi absoluto. Jack, de cabeça baixa, murmurou um pedido de desculpas para mim e para Chloe. O momento passou rápido, mas serviu para colocar o pré-adolescente no seu lugar.

- Ótimo. -Justin disse, guardando o celular no bolso.- Agora você vai viver, como a sua mãe mandou.

Eu e Justin trocamos um olhar de alívio e parceria. Nós éramos uma equipe, e bagunçar as dinâmicas da nossa família era inaceitável.

- Obrigada, amor. -eu disse baixinho para Justin.

A bronca de Justin no Jack dissipou a tensão, mas o clima de seriedade durou pouco.

Sophia apareceu correndo, acabando com qualquer vestígio de drama familiar.

- Mamãe! Mamãe! Meu olho! -ela choramingou, apontando para o rosto.

Eu me abaixei na hora. Olhei e assoprei suavemente, mas provavelmente era um cisco ou poeira da correria.

- Já passou, meu amor. Pronto. -eu a beijei na testa e a abracei, enquanto Matteo vinha se juntar a ela, pronto para brincarem mais.

Nesse momento, Marina e Luan começaram a chamar todos para cantar os parabéns para o Liam.

Nós todos nos reunimos perto da mesa central. O Liam estava atrás do bolo, em cima de uma cadeira, todo feliz e faceiro, com a coroa de aniversário e um sorriso que era a cópia fiel do pai.

Marina e Luan esperavam que todo o pessoal se aproximasse. Marina estava com o isqueiro na mão, pronta para acender a vela. A família, os amigos, os primos — todos ali, celebrando o nosso pequeno.

Eu me posicionei ao lado de Justin, olhando para o Liam. Oito anos se passaram, e a vida, apesar das perdas e dos sustos, estava cheia de alegria.

As luzes do salão diminuíram, e todos nós começamos a cantar o "Parabéns a você". A canção foi acompanhada pela versão mais caótica e desafinada que só uma família grande podiam produzir.

O Liam fechou os olhos com força para fazer seu desejo.

- Faz um desejo, filho! -Luan disse.

Liam abriu os olhos, soprou a vela com toda a força, e a multidão aplaudiu.

Eu olhei para o Justin. Ele me abraçou pela cintura, e encostei a cabeça no ombro dele. Nossos quatro filhos estavam ali por perto, brigando por um brigadeiro. A Marina estava beijando o Luan, com os olhos cheios de lágrimas de alegria. A Virgínia alisava a barriga. A Melanie e a Lindsey sorriam.

Ali, no meio do salão de festas, entre gritos de "é big, é big" e o cheiro doce do bolo de chocolate, eu senti a plenitude de tudo.

Passamos por perdas profundas como o William e o meu pai, vivemos sustos, e enfrentamos os dramas do início da gida adulta e as incertezas da vida. Mas nós vencemos.

E mais importante que o sucesso profissional, era o sucesso da nossa família. Éramos um clã grande, barulhento, mas completamente conectados.

Eu sorri para Justin.

- Feliz aniversário, Liam! -gritei, junto com o resto da família.

O caos continuava, mas era o nosso caos. E, no final, tudo havia valido a pena.

FIM :)


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