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Capítulo 154

Luan Narrando

O aeroporto de São Paulo estava calmo àquela hora da manhã. Embarcamos rapidamente no jatinho particular.

Minha turnê europeia começava em Paris, e eu tinha a melhor companhia possível: Marina. Finalmente teríamos nossa segunda lua de mel adiantada, depois do caos que foi a primeira. Deixar a Serena com meus pais era difícil, mas necessário para recarregarmos as energias antes que a Marina entrasse de cabeça nas gravações intensas de Tremembé.

O voo para Paris seria de longas 12 horas.

Assim que o jatinho decolou e a tripulação liberou a movimentação, Marina e eu nos acomodamos no espaço mais confortável do avião, que tínhamos transformado em uma cama. Pegamos um cobertor macio e nos deitamos juntos.

- Doze horas só com você, sem interrupções e sem crianças gritando "mamãe" ou "papai" -Marina murmurou, aconchegando-se no meu peito.

- O paraíso. -eu completei, beijando o topo da sua cabeça.

Nossa equipe, composta pelo meu empresário, meu produtor e alguns músicos, estava concentrada na parte da frente do avião, jogando conversa fora e fazendo a resenha pré-turnê.

De repente, escutei meu empresário gritar:

- Ei, Luan! A gente tá trabalhando, viu? E o casalzinho aí, já pode tirar foto para o Instagram do seu romance europeu!

Outro músico completou: 

- Isso aí, Senhor e Senhora Santana! Aproveitem a folga. Quem pode, pode!

Eu ri e abracei a Marina mais forte. Ela levantou a cabeça e mandou um beijo para eles.

- Inveja é feia, gente! Agora vamos dormir, porque daqui a pouco é Paris!

Nossas risadas encheram o jatinho. Sabíamos que a provocação era só carinho. O mundo podia esperar; por 12 horas, a prioridade era a minha mulher e o nosso descanso.

Depois de longas horas de voo, finalmente chegamos em Paris.

O pouso foi suave, mas a emoção de ver a cidade pela primeira vez era palpável. Enquanto ainda sobrevoava, antes de pousarmos no Aeroporto Charles de Gaulle, procurei a silhueta inconfundível.

- Marina, olha! -chamei, cutucando-a levemente.

Ela despertou do cochilo e se aproximou da janela. Vimos a Torre Eiffel de longe. Mesmo sendo noite, ela estava linda e brilhando lá embaixo, um espetáculo de luzes que parecia nos dar as boas-vindas.

- Uau, Luan! É a nossa primeira vez em Paris -ela sussurrou, com os olhos fixos na vista.

- E a melhor pequena a lua de mel que vamos ter. -eu garanti.

Passamos o dia inteiro voando, praticamente, e o fuso horário não ajudava em nada. Já passava das onze da noite. Estávamos exaustos, mas o ar de Paris era revigorante.

- Vamos direto para o hotel. Amanhã teremos o dia livre para aproveitar a cidade antes de eu ter que focar no show. -eu disse, pegando a mão dela enquanto o avião taxiava.- O show é só dia 31, então temos um dia só nosso.

- Perfeito. Eu preciso de um jantar romântico, um bom vinho e a Torre Eiffel de companhia. -ela decretou, sorrindo.

Chegamos exaustos ao hotel. O fuso horário e as longas horas de voo estavam cobrando seu preço. Mal conseguíamos ficar de pé.
Entramos na suíte, e a primeira coisa que Marina fez foi ir direto para a janela.

- Meu Deus, Luan, olha isso!

Ela abriu as cortinas de veludo, e a vista nos atingiu em cheio. A Torre Eiffel estava ali, iluminando o quarto com seu brilho dourado noturno.

Ela me chamou. Eu me aproximei, a abraçando por trás. Ela estava quente e cheirosa, apesar da viagem. Encaixei meu queixo no ombro dela, observando o monumento.

- É a nossa Torre Eiffel particular para estes dias, Senhora Santana. -eu sussurrei.

- É mais linda do que eu imaginava.-ela respondeu, a voz cheia de admiração.- Valeu a pena cada minuto do voo.

Ficamos ali por um tempo, apenas observando a cidade em silêncio. 

A exaustão era maior do que a vontade de aproveitar a vista. Marina e eu tomamos um banho rápido, mais para relaxar do que para qualquer outra coisa, e desabamos na cama.

Acordei às oito da manhã. O sol já estava alto, e apesar do ar-condicionado, o calor europeu era evidente. A primeira coisa que pensei foi em Serena. Queria ligar, já sentia saudades, mas me lembrei: ainda era madrugada em São Paulo.

Levantei e tomei outro banho rápido. Eu tinha suado a noite toda, e o banho ajudou a me despertar de verdade.

Quando voltei para o quarto, Marina já estava de pé. Ela estava na varanda, enrolada no roupão macio do hotel, admirando a Torre Eiffel.

Fiquei um momento na porta, apenas observando. Meu peito se encheu de uma felicidade tranquila. Fiquei feliz por poder proporcionar isso a nós dois.

Eu me aproximei, abraçando-a por trás.

- Bom dia, meu amor.

Ela sorriu, virando o rosto para me beijar.

- Bom dia, Lu. Eu não consigo parar de olhar para essa vista. É um sonho.

Nós nos beijamos demoradamente.

- E aí, preparada para ser turista em Paris? Quer dar uma volta pela cidade? Podemos tomar um café da manhã típico em alguma boulangerie.

- Eu topo na hora! -ela respondeu, animada.- Deixa só eu tomar um banho primeiro para ficar chique para Paris. Não posso sair de roupão!

- Você fica linda de qualquer jeito, mas vou esperar. -eu disse, beijando-a e a liberando.

Enquanto Marina tomava seu banho, eu me troquei. O calor de Paris pedia algo mais leve. Coloquei uma regata preta básica, que realçava as tatuagens no meu braço. Combinei com uma calça jeans acinzentada, de corte ajustado e levemente desgastada, e nos pés, tênis brancos. Estava pronto para a rua.

Marina saiu do banheiro enrolada em uma toalha, procurando algo em sua mala. O cabelo estava preso no topo da cabeça, seco, para não molhar no chuveiro. A pele ainda tinha respingos de água, e ela exalava o cheiro do sabonete do hotel. Aquela mulher era um espetáculo, mesmo na correria da manhã.

Eu estava sentado na poltrona, apenas observando. Ela era tão natural, tão minha.

De repente, enquanto ela se inclinava para pegar algo na mala, a toalha caiu, deixando-a completamente nua.

Meu ar faltou.

Ela nem percebeu. Continuou a se vestir com aquela graciosidade de quem está sozinha no quarto. Primeiro, a lingerie, depois a roupa escolhida para o passeio.

Eu suspirei, sentindo meu coração acelerar. O plano era sair para tomar café, mas a vista que eu tinha era mil vezes melhor do que qualquer monumento de Paris.

- Você está tentando me fazer desistir do café e voltar para a cama? -perguntei me levantando, a voz um pouco mais rouca do que eu pretendia.

Ela se virou, sorrindo.

- Não foi intencional, Lu. -ela disse, com os olhos brilhando.- Mas a ideia é ótima.

- Eu sou um homem forte, consigo resistir a esse terrorismo conjugal. Vamos tomar café, mas eu vou cobrar o preço dessa distração mais tarde.

- Combinado! -ela respondeu, beijando-me rapidamente.

Eu me afastei, tentando me concentrar na Torre Eiffel para não ter que voltar para a cama.

Saímos do quarto, enquanto esperávamos o elevador, admirei a escolha de roupa de Marina. Ela tinha conseguido se vestir em tempo recorde e estava, mais uma vez, um espetáculo.

No reflexo do elevador de espelho, eu a admirava. Ela usava uma blusa preta transparente de mangas longas e bufantes, com pequenos brilhos coloridos, amarrada na frente, revelando a cintura e a barriga à mostra. Tinha colocado um short jeans desfiado e os mesmos tênis brancos que eu. O cabelo estava preso num rabo de cavalo alto, e sua recém-franja, jogada pela testa, dava um toque de ousadia.

- Essa franja foi a melhor loucura que você fez em um cabeleireiro. -eu disse, beijando o topo da sua cabeça.- Você está linda, Marina. A Torre Eiffel vai ter concorrência hoje.

- Você também não está nada mal, Luan Rafael. -ela respondeu, ajeitando a regata preta.

- Espera aí. Temos que registrar o nosso primeiro look de Paris.

Nós nos ajeitamos no espelho, e fizemos a pose: eu segurando o celular, e ela aninhada ao meu lado.

Depois da foto, digitei uma legenda rapidamente, antes de postar nossa foto no Instagram:

luansantana Nosso primeiro dia na cidade mais romântica do mundo! 🥰🗼 @marinabieber

As portas do elevador se abriram, e saímos do hotel, e o sol da manhã em Paris já estava forte. O movimento nas ruas era intenso, e o cheiro de baguetes e café pairava no ar.

- Nada de café do hotel -eu decretei.- Em Paris, a gente toma café da manhã em uma boulangerie tradicional.

Marina concordou na hora. Andamos de mãos dadas pelas charmosas ruas. A felicidade dela era palpável. Eu adorava vê-la no modo "turista curiosa".

Encontramos uma pequena e charmosa boulangerie, com mesas de ferro na calçada e flores nas janelas.

Pedimos um café au lait, um croissant gigante para mim, e um pain au chocolat para Marina.

Enquanto esperávamos, eu não consegui evitar a pergunta.

- E então? O que você achou de deixar a Serena com meus pais? Você está bem?

Marina pegou minha mão sobre a mesa.

- Estou bem. E aliviada. Me sinto um pouco culpada por não ter a trazido, mas vai ser ótimo para ela e seus pais também. E eu sei que ela está segura. Além disso, eu precisava desse tempo com você. Em agosto, com as gravações de Tremembé, vai ser um inferno de trabalho.

- Eu sei, amor. Por isso estamos aqui. Para recarregar as energias.

Nossos pedidos chegaram. Enquanto mordia meu croissant folhado, a observava. Ela estava radiante. Eu senti que, finalmente, a nossa vida estava entrando nos trilhos.

- Sabe o que eu estava pensando? -eu disse, pegando a minha carteira.- O show só é amanhã. O dia é nosso.

- E o que você planejou?

- Uma tour pelos pontos turísticos da cidade. Não podemos vir a Paris e não ver o Louvre, a Notre Dame e o Arco do Triunfo! Vamos fingir que somos dois turistas bobos e tirar fotos horríveis. 

Marina riu, os olhos brilhando de empolgação.

- Eu topo! 

- Vamos lá, a cidade está nos esperando.

Nós terminamos o café, pagamos a conta e saímos para o nosso dia de turista. Eu não podia estar mais feliz.

Passamos a manhã e o início da tarde imersos na cultura e beleza de Paris.

Fomos ao grandioso Museu do Louvre. Marina ficou hipnotizada pelas obras, especialmente a Mona Lisa. Tiramos várias fotos ridículas, ignorando os olhares curiosos dos outros turistas.

Depois, fizemos uma visita à imponente Catedral de Notre Dame, admirando a arquitetura gótica e o trabalho de reconstrução.

Paramos para almoçar em um bistrô charmoso, comendo steak frites e bebendo um bom vinho. Marina estava animadíssima, postando stories engraçados.

À tarde, fomos no Arco do Triunfo, tiramos a foto prometida e, por fim, encontramos um pouco de paz no Jardim de Luxemburgo.

Estávamos sentados em um banco, tomando um sorvete para combater o calor europeu. O ritmo estava perfeito: relaxado, mas cheio de descobertas.

Marina me olhou, com um pouco de sorvete no nariz.

- Luan, nós fizemos o check em quase tudo. Mas o assunto mais importante, o cartão-postal, a estrela da nossa viagem, ficou de fora. A Torre Eiffel.

Eu sorri, limpando o nariz dela.

- Eu deixei o melhor para o final, meu amor.

- Ah, é? E qual é o plano?

- Nós vamos jantar essa noite. E vamos jantar com a melhor vista de Paris. Na frente da Torre Eiffel. Vou te levar em um lugar onde você vai se sentir estrela de um filme.

Marina levantou a sobrancelha, brincando.

- Jantar em Paris com vista para a Torre? Hummm, tenho que olhar na minha agenda se estarei disponível para você hoje à noite, Senhor Santana! Meu dia de turista está bem cheio.

- Acho que você vai conseguir encaixar o seu marido na sua agenda. -eu disse, pegando a mão dela.

Voltamos para o hotel, e aproveitamos para descansar um pouco antes do grande jantar. Enquanto eu estava deitado, relaxando, Marina estava concentrada no celular, editando as fotos que tiramos.

De repente, meu celular vibrou com uma notificação. Abri o Instagram. Era Marina me marcando nas fotos do nosso dia.

marinabieber e luansantana 
Dia de turista mode ON com o meu amor em Paris! 🇫🇷❤️ 

Eu sorri ao ver as fotos. O post dela resumia perfeitamente a leveza e a felicidade do nosso dia.

- Postagem aprovada! Agora, vamos nos arrumar, Senhora Santana. A Torre Eiffel espera por nós.

- Vamos. Não posso atrasar para o nosso encontro. -ela disse, beijando-me antes de ir se arrumar.

Depois de prontos, a suíte de hotel se transformou no nosso backstage particular. Paramos na frente do espelho de corpo inteiro para o último ajuste. Marina estava na minha frente, e eu a observava por trás.

Eu estava com uma camisa social de manga curta em um tom vibrante de vermelho-sangue. A camisa estava semiaberta no colarinho. Por baixo, a calça social preta de corte amplo e cintura alta, com as pregas frontais, me dava um caimento elegante e solto. O cinto preto e a corrente prateada em camadas pendurada no quadril adicionavam o toque rocker que eu amava. Nos pés, o sapato social preto completava o visual.

Marina estava uma visão, ousada e elegante. Ela usava uma camiseta branca oversized, com uma pequena estampa discreta, combinada com uma minissaia de tecido acetinado em um verde-esmeralda intenso. Nos pés, as sandálias de salto alto com tiras finas em um tom amarelo vibrante. O contraste do vermelho e do verde era fatal.

Ela estava uma gata, mas antes que eu abrisse a boca para elogiá-la, ela cantarolou, rindo:

- "Vem de vermelho, tô passando mal..."

Eu ri, balançando a cabeça.

- Você adora me provocar, Senhora Santana.

Ela se virou para mim, os olhos brilhando.

- Você está um gato, Luan. Um absoluto charme.

Ela se aproximou, e sussurrou no meu ouvido, com aquela voz rouca que me desmontava:

- E eu não vejo a hora de ver o que tem por debaixo dessa roupa toda...

Eu a abracei, sentindo meu coração acelerar. A noite mal tinha começado, e ela já estava com planos.

- Vamos com calma, amor. A Torre Eiffel nos espera. 

Nós saímos do quarto, de mãos dadas, prontos para a nossa noite parisiense.

Chegamos ao restaurante. Era um lugar elegante, com janelas panorâmicas que davam diretamente para o Champ de Mars, e a Torre Eiffel estava ali, majestosa, brilhando na nossa frente.

Marina soltou um suspiro audível.

- Luan, isso é... inacreditável. -ela disse, com os olhos marejados.- Você se superou.

Fomos conduzidos à nossa mesa, e a vista era, de fato, espetacular. Fizemos nossos pedidos para o jantar. Eu pedi vinho tinto, mas ela preferiu o branco.

O garçom nos serviu as taças enquanto esperávamos. Eu ergui a minha, e ela ergueu a dela. O tilintar do cristal ecoou no ambiente.

- Ao nosso primeiro ano casados, adiantado, e a todas as loucuras que nos trouxeram até aqui. -eu disse, olhando-a nos olhos.

- À nós. -ela respondeu.

Depois do brinde, ela suspirou, o olhar perdido na Torre que pulsava com luzes douradas.

- Sabe, a Marina de 18 anos jamais acreditaria é que um dia estaria em Paris, jantando com essa vista, e com você.

Ela me olhou, um sorriso melancólico.

- Você nem queria nada sério comigo naquela época.

Eu ri, um pouco sem graça, mas sincero.

- Queria. Queria muito, Marina. Mas eu tinha medo.

- Medo de quê?

- Medo de estragar o que tínhamos. A amizade. A parceria. Eu senti que se a gente se envolvesse de verdade, e não desse certo, eu perderia a pessoa mais importante da minha vida. 

Ela franziu a testa.

- E estragou?

Eu segurei a taça, pensando em tudo o que passamos: o Victor no nosso caminho, o namoro, o término, a fofoca da Bruna, a Serena, o caos da volta, o casamento, o furacão.

- Não. Não estragou. Estávamos destinados a dar a volta ao mundo para finalmente descobrir que sempre foi para ser nós dois.

Eu sorri, tomando um gole do meu vinho.

- E hoje, você é minha esposa, e a minha parceira de vida. O que mais eu poderia querer?

Marina sorriu, o olhar fixo no meu. Era um sorriso que valia todas as turnês e todo o caos.

- Destinados... Eu gosto disso. -ela pegou a minha mão sobre a mesa, apertando-a.- Mas você sabe que, se você tivesse me negado por mais um tempo, eu teria te matado, né? Ou talvez te sequestrado. Ainda bem que a gente parou de brincar de esconde-esconde antes que a minha paciência acabasse.

Antes que eu pudesse responder, o garçom se aproximou, pedindo desculpas pela interrupção.

- Pardon. -ele disse, com um sorriso.- Eu não queria incomodar, mas eu estou aqui admirando vocês dois com a Torre Eiffel atrás. A luz está perfeita. Seria uma foto incrível. Posso tirar uma foto de vocês?

Nós aceitamos na hora.

- Claro! -Marina disse, entregando o celular dela.

Nós nos ajeitamos, com a Torre Eiffel iluminada servindo de fundo para o nosso momento. O garçom tirou algumas fotos e logo devolveu o celular.

Agradecemos e ele se afastou, voltando para o seu trabalho.

Marina desbloqueou o celular e me mostrou a foto.

- Uau. Ele tinha razão, Luan. Olha isso.

Realmente, a foto tinha capturado a luz dourada da noite, a majestade da Torre e o sorriso genuíno de nós dois. Era uma lembrança perfeita da nossa segunda lua de mel.

Marina guardou o celular, prometendo postar a foto mais tarde. Nossos pratos chegaram, e nós aproveitamos o jantar delicioso, com o brilho da Torre Eiffel a cada cinco minutos.

Falamos da nossa filha, Serena, rindo das últimas travessuras dela. Relembramos o começo caótico do nosso relacionamento, quando só se pegavamos loucamente, negando a atração.

Com o passar do tempo e do vinho, a conversa naturalmente se tornou mais íntima. Começamos a falar coisas quentes um para o outro em sussurros. A ânsia de voltar para o hotel era palpável.

Meu corpo já reagia dentro da calça, e a situação piorou drasticamente quando senti os pés da Marina acariciando minha perna por debaixo da mesa. Talvez fosse o vinho (tomamos bastante), mas a tensão sexual estava no auge.

Não quisemos nem pedir sobremesa. Eu rapidamente peguei a carteira, paguei a conta e saímos. O hotel era perto, então decidimos ir caminhando, aproveitando a noite.

Assim que saímos, uma garoa fina de verão se iniciou. Peguei a mão da Marina, e caminhamos lado a lado, rindo e nos beijando sob a chuva suave. O frio da garoa contrastava com o calor que eu sentia.

- Você está me matando de ansiedade, Marina. -eu sussurrei no ouvido dela.

- Eu adoro quando você fica ansioso.

A Torre Eiffel ficou para trás, e o foco estava unicamente no nosso quarto de hotel.

A garoa fina nos acompanhou até a porta do hotel. Eu mal me importei em secar a camisa vermelha; tudo que eu queria era subir. Chegamos ao lobby e, com um sorriso cúmplice para o recepcionista, fomos direto para o elevador.

Assim que as portas de metal se fecharam, prendi Marina contra a parede espelhada.

- Você quase me fez perder a cabeça no meio do jantar. -sussurrei, beijando-a com uma urgência que não cabia em mim.

Ela ofegou, retribuindo a intensidade. 

- Eu sei. E eu amei. Você fica lindo quando está impaciente, Luan.

Chegamos à suíte. A porta nem se fechou completamente e nós já estávamos nos despindo. O ar do quarto estava fresco, mas o calor entre nós era avassalador. Minhas mãos tremiam levemente ao tocar a pele quente dela.

A minissaia dela e a minha calça caíram no chão, misturando-se com a roupa social do dia. Eu a ergui, encostando-a na parede. Seus braços envolveram meu pescoço, e suas pernas se fecharam em torno da minha cintura.

A luz da Torre Eiffel continuava a entrar pela janela, iluminando o quarto com um brilho dourado intermitente. Era a nossa testemunha silenciosa.

Nossos corpos se encontraram em uma dança de promessas e anseios acumulados. Não era apenas desejo; era a celebração da nossa união, da superação do caos e da certeza de que éramos exatamente onde deveríamos estar. Eu a beijei com toda a paixão que sentia, cada toque era uma afirmação do meu amor.

O ritmo era intenso e focado, uma explosão de emoções que precisava ser liberada. Seu corpo reagia ao meu, e os sussurros se misturavam aos gemidos abafados. Eu senti cada tremor dela, cada arrepio, cada suspiro que ela dava em meu ouvido, dizendo o meu nome como se fosse a única palavra que importasse no mundo.

Quando o ápice nos atingiu, foi um choque elétrico. Eu a segurei com força, sentindo o mundo girar e depois parar, exatamente naquele quarto, naquele abraço. O corpo dela, macio e quente, cedeu sobre o meu.

Ficamos ali, ofegantes, os corações acelerados batendo juntos. Eu a deitei suavemente na cama, cobrindo-a com o lençol. Me deitei ao lado, puxando-a para o meu peito.

- Eu te amo, Mari. -eu disse, a voz cheia de exaustão e felicidade.

- Eu te amo mais, Lu. 

A Torre Eiffel acendeu novamente suas luzes cintilantes, nos dando boa noite. O dia seguinte seria o do show, mas naquela noite, eu já tinha tido o melhor espetáculo da minha vida.

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